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O amigo de Jó veio me visitar

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Quando estive internado por causa das recentes cirurgias pelas quais passei, recebi diversas visitas. Amigos, parentes, irmãos na fé, pastores — gente de perto e de longe — todos querendo me ver e deixar comigo alguma palavra de encorajamento e apoio. Como foi bom receber essas visitas! Às vezes eu estava me sentindo mal e não conseguia expressar todo o meu apreço por aquelas pessoas tão queridas. Elas, no entanto, entendiam a minha situação, mostravam-se indulgentes comigo, oravam por mim, teciam algumas frases de ânimo e fé e, então, iam embora, às vezes tentando conter o choro. Eu louvo a Deus por todas aquelas pessoas e pelo modo como ministraram a graça de Deus em minha vida. Houve, porém, um visitante que se destacou por outro motivo. Imitando até certo ponto os amigos de Jó, ele foi me visitar com o objetivo muito claro de passar “lições de moral”; foi me ver com o alvo especial de fazer acusações veladas e sutis, dando a entender que Deus tinha me colocado naquela si...

O sinal de Caim - L. M. Grant

O Senhor colocou um sinal em Caim, demonstrando que quem matasse Caim seria vingado sete vezes. Deus estava tratando com Caim e nenhum homem deveria interferir. Mais tarde, no tempo de Noé, Deus daria autoridade governamental ao homem para executar um homicida (Gn 9:5-6), mas nos tempos de Caim ainda não tinha sido introduzido o governo humano. Deus estava tratando diretamente com Caim.  Isto é uma notável figura do modo de Deus tratar com a nação de Israel quando esta passou a sofrer como fugitiva, fugindo do Deus de seus pais, e como errante na terra, não encontrando um lugar para descansar seus pés. Mesmo assim Deus não permitiu que os gentios exterminasse o povo, apesar de isto ter sido tentado muitas vezes. A marca de Deus foi colocada sobre Israel, e aquelas nações que fizerem com que Israel sofra irão, elas próprias, sofrer a vingança de Deus. - L. M. Grant 

Falácias argumentativas dos antitrinitários

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A doutrina da Trindade está baseada em três pressupostos bíblicos:  (1) Unidade:  "Há absolutamente um só Deus e Deus é absolutamente um só" (Deuteronômio 6.4; 1 Timóteo 2.5; Marcos 12.32; 2 Samuel 7.22; Romanos 3.30; Tiago 3.19),  (2) Deidade:  o Pai é Deus absoluto, o Filho é Deus absoluto e o Espírito Santo é Deus absoluto (1 Coríntios 8.6; Filipenses 2.11; Isaías 9.6; João 1.1; Hebreus 1.8; Colossenses 2.9; Judas.4; 2 Coríntios 3.17-18; Romanos 8.9) e  (3) Distinção:  O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três pessoas (Subsistências) distintas (João 8.17-18; Atos 7.55; João 14.26; Mateus 12.31-32; Mateus 3.16,17; Mateus 28.19).[1] Apesar da clara base bíblica da fórmula trinitária, alguns argumentos têm sido levantados contra ela, os quais pretendo refutar abaixo: 1: ARGUMENTO DO SILÊNCIO Defende que, para uma doutrina ser bíblica, ela precisa aparecer de maneira explícita nas Escrituras. Assim é comum vermos antitrinitários perguntando: “Onde a pal...

Uma ponderação para os Reformados - Entendendo a Livre Agência

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Quando pensadores reformados indicam que não possuímos livre arbítrio, não significa que estão dizendo que somos robôs, agindo mecanicamente em um teatro da vida. Esse é o grande mistério: como Deus consegue nos dar nossas faculdades decisórias, mas, ainda assim, cumprir o seu plano de forma imutável.  A  Confissão de Fé Westminster  nos esclarece isso no Cap 3, seção 1 (“Dos eternos decretos de Deus”), onde lemos que Deus “ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece”, porém “nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias”. Como reformados, precisamos cuidar, portanto, ao contestarmos o livre arbítrio, de não suprimirmos esse aspecto – de que decidimos organicamente as questões da nossa vida, mas Deus, soberanamente, cumpre seus propósitos. Se olharmos sob este prisma, reduzimos os atos de Deus a um modus operandi  que não é o dele, nem é o ensinado na Bíblia. Talvez uma distinção que pode auxilia...

Idolatria Política - Um Perigo Iminente

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Desde as eleições presidenciais de 2014, observamos que o debate político ficou muito mais acirrado. Por conta das redes sociais, muitos se aventuram em falar sobre política e expressam suas preferências partidárias e/ou ideológicas. Os cristãos evangélicos - uma fatia importante da sociedade - não ficam atrás. Se em décadas passadas evangélico e política eram duas coisas que não se misturavam de jeito nenhum, hoje, existe até uma bancada de políticos que representa a massa evangélica no Congresso Nacional. Pois é, os tempos estão mudados.  Obviamente que o envolvimento político não é algo ruim em si. A política tudo permeia e é por isso que devemos estar atentos a ela. Os cristãos não são alienígenas. Os cristãos são cidadãos que pagam seus impostos e estão inseridos no convívio social, sendo concomitantemente produtores e consumidores no sentido econômico e também cultural. Mas há um detalhe: Estamos no mundo, porém, não pertencemos a ele. A Escritura nos diz que a nos...

Deus escolheu alguns porque previu a fé neles?

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A teologia arminiana afirma que Deus escolheu os que seriam salvos com base em sua presciência. Segundo essa concepção, Deus olhou para o futuro e viu os homens que creriam, elegendo-os então. Isso levanta a seguinte pergunta: Quem fixou o futuro para o qual Deus olhou? Se foi ele mesmo (e ao crente não resta outra opção), por que teve que consultá-lo? E mais: Se foi o próprio Deus quem estabeleceu o futuro no qual poderia ver de antemão quem creria, isso não equivale a dizer que ele próprio estabeleceu quem creria? Ora, é exatamente isso o que os calvinistas afirmam. Então, por que não concordar com eles de uma vez? Dentro ainda dessa discussão, deve-se considerar que a Bíblia diz que a fé é dom de Deus (Ef 2.8 [o "isto" mencionado nesse versículo se refere ao processo todo que abrange a fé]; Fl 1.29; Hb 12.2). Se é, pois, o Senhor quem concede a fé, por que ele teria que “descobrir” quem creria e, então, escolhê-los? A posição arminiana, contudo, nesse aspecto, não enf...

O TEMOR DO SENHOR

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Ray Ortlund "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Pv 9.10). Se isto é verdade (e é), então o temor do Senhor nunca é algo a ser temido. Este temor não é uma barreira ao crescimento, mas um caminho para o crescimento e a realização eterna. Mas a palavra "temor" precisa de esclarecimentos, não é? Afinal de contas, a Bíblia não diz "O perfeito amor lança fora o medo" (1Jo 4.18)? Sim. Então, deve haver dois tipos de temor. Um tipo de temor é aquele que foge do Senhor com pavor, que se esconde e se afasta dele com terror, como se ele fosse nosso problema. Esse tipo de medo é pagão, não cristão. Não tem nada a ver com glorificar e desfrutar de Deus. É desconfiança e ressentimento para com Deus. O evangelho não cria esse temor em nossos corações. O evangelho nos mostra a glória da graça de Deus em Cristo e nos ergue, seguros e destemidos, para enfrentar a vida corajosamente como homens e mulheres com destinos eternos. Se você não está em Crist...