A salvação da Alma Que é a salvação? É um extraordinário milagre de Deus! Salvação é mais que arrependimento; é mais que uma confissão de fé, é mais do que ser membro duma igreja. Trataremos primeiramente do pecado, pois a salvação infere em perdição a qual é ocasionada pelo pecado. Os homens sem Deus consideram o pecado como coisa inexistente ou de somenos importância, mas a Palavra de Deus descreve-o como realmente ele é. a. É transgredir a lei de Deus (l Jo 3.4; SI 51.1; Lc 15.29). Sendo o pecado uma transgressão, e uma rebelião contra Deus. É o mesmo que uma "Declaração de Independência" de Deus. Em suma, é fazer a vontade própria; b. É toda injustiça (l Jo 5.17). Isto é, e tudo aquilo que não é reto segundo o padrão divino; c. É uma dívida para com Deus (Mt 6.12) - Cada pecado cometido é uma dívida contraída com Deus. Tal dívida o homem não pode jamais pagar. O homem uma vez cometendo pecado contra Deus, não pode desfazer o mesmo; a única esperança está no lado divino. É o perdão que obtemos de Deus mediante a morte vicária de Nosso Senhor Jesus Cristo; d. É não cumprir com os deveres cristãos (Tg 4.17) - Pecado não é o praticar o mal; deixar de fazer o bem também é pecado. Aqui está incluída a indiferença; e. É não dar crédito a Cristo; não ter fé em Cristo (Jo 16.8,9). Não dar crédito a Cristo é um insulto a Deus que O enviou; f. É praticar coisas duvidosas (Rm 14.13); g. É errar o alvo verdadeiro (Rm 3.23). Um dos principais significados da palavra pecado (no original grego "hamartía") é errar o alvo. De fato, o pecado é um alvo que o homem acerta quando erra o alvo verdadeiro. O alvo certo é Deus e Sua glória, mas, quando pecamos, erramos o alvo certo e ficamos separados de Deus. Só o perdão pelo sangue de Jesus pode estabelecer a comunhão com Deus. O homem foi criado para temer a Deus, adorá-Lo e glorificá-Lo, mas quando peca, erra esse alvo.(Note: O pecado pode ser por comissão ou omissão). Os textos bíblicos que se seguem provam que todos pecaram. Ninguém é excluído a não ser o Senhor Jesus, porque não procedeu de geração humana. É Deus quem diz na Sua Palavra que todos pecaram. Inúmeras pessoas não podem se salvar porque não querem reconhecer que são pecadoras e muito menos perdidas. Se o homem não reconhece que é pecador, Jesus não poderá salvá-lo, pois ele veio salvar pecadores. Textos que mostram a universalidade do pecado: Rm 3.23; 5.12; l Jo 1.8,10; Is 53.6; Mc 16.15. Também SI 51.5; 58.3, que mostra que o homem não é pecador porque peca; ele peca porque é pecador. a. Traz aflição e inquietação ao pecador (Is 48.22; Lm 3.39; Jr 2.19) b. Afasta o homem de Deus (Is 59.2) c. Escraviza o homem (}o 8.34) d. Conduz à morte eterna (Rm 6.3) e. Exclui o homem do céu - sua herança (l Co 6.9) a. És pecador. Reconhece isso (l Rs 8.46). b. Sendo pecador, estás sob condenação (Rm 6.23). c. Como escaparás da condenação? (Hb 2.3). d. Obras não podem salvar (Ef 2.8,9; Tt 3.5; Is 64.6). e. Só Jesus pode salvar (At 4.12; }o 12.47; l Tm 1.15; Hb 7.25). a. Deus mesmo é a nossa salvação (Is 12.2; ]o 15.5; At 4.12). b. Tudo o que homem fizer para salvar-se é debalde (Is 64.6). c. Os caminhos do homem não são os de Deus (Pv 14.12; Is 55.8). d. Somos salvos pela misericórdia de Deus; não por obras ou qualquer outra coisa que fizermos para merecer a salvação (Tt 3.5; Ef 2.8,9). Até a fé mediante a qual recebemos a salvação, vem de Deus. Portanto, nem igreja, nem batismo, nem conduta ou qualquer outra coisa pode salvar o homem, a não ser Jesus Cristo. e. Só Jesus é o caminho para Deus (Jo 14.6). a. Deus deu seu bendito Filho como sacrifício pelo pecado (Jo 3.16; 1.29; l Jo 2.1) b. Jesus já morreu para salvar o pecador (Rm 5.8; l Co 15.3) c. Ele ao morrer levou sobre si os nossos pecados (l Pé 2.24) d. Esta salvação é gratuita. É por graça. Vem de Deus (Ef2.8; Tt 3.5) É de suma importância que o ganhador de almas compreenda bem o plano ou caminho da salvação, para poder explicá-lo claramente a alma que busca a Deus. O plano é simples, pois Deus afastou todas as dificuldades. Ele fez tudo em lugar do pecador. A parte que toca a este é apenas aceitar a salvação consumada. É como está escrito na parábola das bodas, "Tudo já está preparado; vinde às bodas" (Mt 22.4). A Palavra de Deus afirma que todos pecaram e destituídos ficaram da glória de Deus (Rm 3.23). Deus, porém, na Sua misericórdia não quer que ninguém pereça (2 Pé 3.9; l Tm 2.4), e proveu salvação para todos que quizerem. Jesus morreu em lugar do pecador, levando sobre Si o pecado do mundo (Is 53.6b; l Pé 2.24; 2 Co 5.21). Quem quiser pode agora ser salvo mediante o Senhor Jesus Cristo (Jo 3.16; At 10.43; Ap 22.17; Lc 2.10,11; 19.10; Mt 1.21; Rm 10.13). O castigo do pecado, que era a morte (Ez 18.4), o Senhor Jesus levou em Seu corpo no Calvário. a. O homem reconhecer que é pecador, (Rm 3.23) - O primeiro passo para a salvação é o homem "reconhecer" que é pecador. Esse passo é efetuado pelo Espírito Santo, ao ouvir o pecador a mensagem da salvação (Jo 16.7,8). Esse reconhecimento do pecado é acompanhado de profunda tristeza por ter a pessoa vivido no pecado até agora, (At 2.37; 2 Co 7.10). b. Confiar em Jesus como o seu Salvador, (Jo 1.12; At 16.31) -Aqui trata-se da fé. Esse é o segundo passo. "Crer", no sentido bíblico é confiar de modo absoluto, apoiando-se ou descansando plenamente sobre aquilo em que crê. Não é, como alguém pensa, um ato puramente do intelecto, mas de todo o seu ser interior. O requisito que Deus requer é crer, e nada mais, mas crer honestamente. Este segundo passo para a salvação inclue em si o arrependimento (2 Co 7.10; Mc 1.15). O pecador ao sentir tristeza pelo pecado, e ajudado pelo Espírito Santo, decide mudar de vida, deixar o pecado e voltar-se para Deus. Arrepender-se é andar no sentido contrário aquele em que vinha. c. Confessar que Cristo é o seu Salvador, (Rm lO.lOb) - Isto é "decisão" em si (At 3.19b). Confessar é declarar publicamente que a pessoa aceitou o Salvador. Após crer com o coração (segundo passo, Rm 10.10a), é preciso confessar ou declarar que agora é crente. Nesse momento o pecador confessa também a Deus os seus pecados, decidindo abandoná-los, e recebe o perdão (l Jo 1.9). Somente em o homem reconhecer que é pecador e compreender que o Evangelho é a verdade de Deus para a salvação, de nada adianta se não aceitar o Salvador, confessando-O publicamente. Não pode haver crente secreto, isto é só de coração. Quem aceita a Jesus como seu Salvador tem logo um desejo intenso e espontâneo de manifestar isso. Cada salvo sabe muito bem disso por experiência. "A obediência do pecador a estes três passos resulta na salvação. Isso é infalível, operando a Palavra e o Espírito Santo". Muita gente não entende porque as Escrituras mencionam tanto os sacrifícios cruentos. Uns chegam até a dizer que o evangelho é a "religião do matadouro", mas o derramamento de sangue tão enfatizado na Bíblia para expiar o pecado, tão-somente evidencia a hediondez deste e que seu salário é a morte. Os sacrifícios do AT eram imperfeitos e não poderiam expiar de vez o pecado, mas o Cordeiro de Deus - o Senhor Jesus Cristo, com Seu sacrifício no Calvário, resolveu para sempre o problema do pecado. a. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb 9.22; l Pé 1.8,9). Somos remidos do poder do pecado pelo sangue de Jesus - o Cordeiro de Deus (Jo 1.29) b. No Antigo Testamento, Deus deu o sangue de animais para fazer expiação pelas almas (Lv 17.11). Esse sangue sacrificial de animais tipificava o sangue de Cristo. Esse sacrifício repetiu-se até que veio o'' perfeito sacrifício (Is 53.10). c. O Senhor Jesus deu o Seu sangue para a remissão dos pecados (Mt 26.28). Esse precioso sangue não só provê o perdão dos pecados cometidos, mas também a purificação do pecado congênito da nossa natureza humana (l Jo 1.7-10). d. É pelo sangue de Jesus que somos justificados diante de Deus. Só desse modo é a justiça de Deus satisfeita (Rm 5.9,10). "Há muitas religiões e seitas que negam a eficácia do sangue de Jesus na redenção da humanidade." |
O Evangelho de João, o Gnosticismo e seu Contexto
Há muita discussão sobre o jogo de influências entre o gnosticismo e o quarto evangelho. Não tenho a pretensão de fechar a questão com este artigo, isso demandaria muita pesquisa; e acredito que a coisa está cercada de tantas possibilidades que não seria possível ser categórico ainda que se leia e se destrinche tudo sobre o assunto. Seriam apenas fontes e evidências, mas as conclusões sempre margearão o campo da especulação. Se no fim das contas ficaremos dependentes de nossos próprios paradigmas que montam as peças desse gigante quebra-cabeça, minha tarefa aqui é apenas a de demonstrar (pelo menos vou tentar!) que há sempre uma interpretação alternativa para qualquer teoria, ainda que formulada com base em fontes ou evidências. Portanto, não estou tentando provar nada, apenas demonstrar que determinadas proposições que “evidenciam” uma influência gnóstica no Evangelho de João ou o propósito de sua autoria podem ser simplesmente uma furada. Vamos começar a questão pelo propósito d...
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