Postagens

Mostrando postagens de abril, 2018

LEITURA, INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DE LUCAS-ATOS - Roger Stronstad

Inserido na literatura do Novo Testamento, Lucas-Atos apresenta diversas características distintivas. Juntamente com o Evangelho de Marcos, no qual se baseou, e com o de Mateus, com o qual compartilha vários dados adicionais, os cristãos tradicionalmente classificam o de Lucas como um dos Evangelhos Sinóticos. A obra é, contudo, a única narrativa histórica autoconscientemente escrita e autodesignada do Novo Testamento. Dessa forma, enquanto Marcos designa seu livro sobre Jesus como um ‘evangelho’ (1.1), Lucas designa a parte I de seu livro de dois volumes como uma narrativa histórica (Lc 1.1, At 1.1). Portanto, por mais que Lucas houvesse tomado emprestado trechos dos Evangelhos, tais como os de Marcos e Mateus, ele transformou seu relato sobre Jesus em uma narrativa histórica. De fato, o livro que leva o seu nome tem muitos pontos em comum com a historiografia sagrada da antiga Israel, e até com a historiografia secular do mundo greco-romano, como ocorre com os outros Evangelhos. O...

Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? - D. M. Lloyd Jones

Nestes versículos, 25 a 30 (Mateus capítulo 6), temos estado a considerar a declaração geral de nosso Senhor no que concerne ao terrível perigo que nos ameaça nesta vida, devido à nossa tendência de nos interessarmos exageradamente, e de várias maneiras, pelas coisas deste mundo. Tendemos por ficar ansiosos acerca de nossa vida, acerca do que comeremos, acerca do que beberemos, e também por ficar ansiosos acerca do corpo, quanto àquilo que vestiremos. É assustador observar-se quantas pessoas parecem viver inteiramente dentro desses estreitos limites: alimento, bebida e vestuário parecem representar a totalidade de sua vida. Passam todo o seu tempo disponível pensando sobre essas coisas, falando sobre elas, discutindo com outros a respeito delas, argumentando e lendo acerca delas em vários livros e revistas. E este nosso mundo está se esforçando ao máximo para que todos vivamos exclusivamente nesse nível. Demos uma olhada casual nas estantes das livrarias e verificaremos como essas coi...

Os perigos de um evangelho ultra simplificado - John MacArthur

O que precisa ser transmitido aos incrédulos para que possam entender e abraçar a salvação? Muitas das tendências modernas no evangelismo propendem a adotar uma abordagem minimalista para a questão. Infelizmente, o desejo legítimo de expressar o coração do evangelho deu lugar a um esforço menos saudável. É uma campanha para destilar os elementos essenciais da mensagem para os melhores termos possíveis. O glorioso evangelho de Cristo – que Paulo chamou de “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16) – inclui toda a verdade sobre Cristo. Contudo, o evangelicalismo atual tende a considerar o evangelho como um “plano de salvação”. Reduzimos a mensagem para uma lista de fatos declarados nas palavras mais triviais possíveis: “Seis Passos para a Paz com Deus”. “Cinco coisas que Deus quer que você conheça”. “Quatro Leis Espirituais”. “Três verdades com as quais você não pode viver”. “Duas maneiras de viver”. Ou, “Um Caminho Para o Céu”. (Esta não é uma crític...

O Retorno à Escravidão - R.J.Rushdoony

Imagem
Um dos erros mais prevalecentes é a tendência de considerar a escravidão como um aspecto basicamente da história passada, sobrevivendo no século vinte apenas como uma relíquia. Mas a escravidão, um fato importante em toda a história, não é um fato consumado. A escravidão é um fato importante da condição humana, um fator contínuo, e um aspecto inescapável do presente cenário. Três formas de escravidão devem ser distinguidas. Mas, antes dessas formas poderem ser analisadas, é importante definir em primeiro lugar o que é escravidão. A definição comum é que escravidão é “a propriedade do homem sobre o homem”. Essa definição, contudo, como John Murray assinalou, é defeituosa; além do mais, casamento e paternidade, bem como os poderes de um Estado sobre os seus cidadãos, envolve uma propriedade do homem sobre o homem. Mas a definição é muito ampla, e evita o aspecto básico da escravidão, o trabalho. De acordo com Murray, “escravidão é a propriedade do homem sobre o trabalho de outro”. ...