sábado, 28 de fevereiro de 2015

Nossa expectativa - C. H. Mackintosh

Deus está chamando dentre judeus e gentios esse corpo chamado Igreja, para ser a companhia de Seu Filho na glória celestial; para estar completamente identificada com Ele em Sua presente rejeição nesta terra, e para aguardar em santa paciência por Seu glorioso advento.



Isto é o que identifica a posição do cristão da maneira mais clara possível. A sua porção e suas expectativas também são assim definidas com igual clareza. É inútil buscar na página profética na tentativa de encontrar ali a posição da Igreja, sua vocação e esperança. Elas não estão ali. É totalmente fora de questão para o cristão ficar ocupado com datas e eventos históricos, como se ele fosse de algum modo passar por eles. 

Não há dúvida de que essas coisas têm o seu lugar e valor, e também são de interesse, por estarem conectadas às tratativas de Deus com Israel e com a terra. Mas o Cristão nunca deve perder de vista o fato de que ele pertence ao céu, e que está inseparavelmente ligado a um Cristo rejeitado na terra e aceito no céu; que sua vida está escondida com Cristo em Deus e que é seu santo privilégio ficar na expectativa, a cada dia e a cada hora, da vinda de seu Senhor.

Nada há que impeça a concretização dessa bendita esperança para qualquer momento. Só uma coisa a atrasa, e esta é que o Senhor é "longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pe 3:9). Preciosas palavras estas para um mundo perdido e culpado! A salvação está pronta para ser revelada e Deus está pronto para julgar. Não existe coisa alguma agora que devamos esperar além da adição do último eleito e, então — oh! bendita perspectiva — nosso querido e amável Salvador virá e nos receberá para Si, para estarmos com Ele onde Ele está e para nunca mais sairmos dali.

Extraído de "A Vinda do Senhor" - C. H. Mackintosh