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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Série: Oséias — Amor que Fere, Amor que Redime Capítulo 2 — O Conhecimento de Deus que Falta

  Série: Oséias — Amor que Fere, Amor que Redime Capítulo 2 — O Conhecimento de Deus que Falta (Oséias 4–7) Introdução – Há uma forma de se perder mesmo permanecendo dentro da religião. Oséias 4–7 nos conduz a esse lugar desconfortável, onde o povo continua oferecendo sacrifícios, mantendo ritos e pronunciando o nome de Deus, mas já não O conhece de verdade. Não se trata de ignorância intelectual, mas de um afastamento relacional. Neste capítulo, somos convidados a examinar o tipo de fé que praticamos. Uma fé que apenas cumpre formas externas ou uma fé que nasce do conhecimento profundo de Deus. Oséias revela que quando o conhecimento de Deus se perde, toda a vida espiritual, social e moral entra em colapso. “ Conhecer a Deus é mais do que crer nele — é caminhar com Ele. ” 1. “O meu povo perece por falta de conhecimento” (Os 4) A acusação de Deus é direta: não há verdade, misericórdia nem conhecimento de Deus na terra. O problema central não é a ausência de cult...

Uma Palavra Bíblica para o Fim de Ano e o Início do Novo

  Uma Palavra Bíblica para o Fim de Ano e o Início do Novo À luz das Escrituras Introdução O encerramento de um ano e o início de outro não são apenas mudanças no calendário. À luz das Escrituras, esse tempo se torna um convite à reflexão, ao alinhamento espiritual e à renovação da esperança. A Bíblia não nos chama a temer o futuro nem a romantizar o passado, mas a caminhar com sabedoria diante de Deus, que governa o tempo e conduz a história. Fim de ano não é esquecimento — é discernimento “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Salmos 90:12 O fim de um ano não é um convite ao esquecimento, mas ao discernimento. Deus não apaga a história; Ele a usa para formar o coração. Cada dia vivido carrega lições que, quando submetidas ao Senhor, produzem maturidade espiritual. → Deus não fecha anos; Deus forma corações. O que passou não define o que virá “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos… renovam-se cada manhã.”...

Série: Oséias — Amor que Fere, Amor que Redime Capítulo 1 — O Sinal Vivo da Aliança Ferida

  Oséias Introdução  Há momentos em que Deus não fala apenas ao nosso entendimento, mas diretamente à nossa história.  O livro de Oséias começa exatamente assim: com um chamado que atravessa a vida pessoal do profeta e revela, de forma dolorosa e profunda, o coração de Deus em relação ao Seu povo. Neste primeiro capítulo da série, somos convidados a contemplar um Deus que ama de maneira vulnerável, que se expõe à rejeição e que não desiste mesmo diante da infidelidade.  A história de Oséias e Gômer não é apenas um relato antigo; ela espelha a relação entre Deus e todos aqueles que, mesmo conhecendo Sua verdade, por vezes se afastam do Seu amor. Ao caminhar por Oséias 1–3, veremos que o juízo de Deus não nasce da indiferença, mas do amor ferido.  Veremos também que a disciplina não é o fim da história, e que a restauração sempre permanece como possibilidade para aqueles que ouvem o chamado divino. Este capítulo inaugura a série lembrando-nos de uma verd...

Capítulo Comparativo Natal, Festas Bíblicas e o Reino Consumado

  Capítulo Comparativo Natal, Festas Bíblicas e o Reino Consumado Introdução Ao longo da história, o povo de Deus se relacionou com o tempo por meio de marcos espirituais . A Escritura apresenta festas instituídas por Deus, a tradição cristã desenvolveu celebrações próprias e a revelação escatológica aponta para uma realidade futura que transcende qualquer calendário. Este capítulo compara três dimensões distintas: → o Natal , como construção histórica → as Festas Bíblicas , como instituições reveladas → o Reino Consumado , como cumprimento final A análise busca discernir origem, autoridade, finalidade e centralidade teológica . 1. Origem Natal O Natal surge entre os séculos IV e V d.C., no contexto da cristianização do Império Romano. Sua data, símbolos e estrutura litúrgica não derivam de mandamento bíblico, mas de decisões eclesiásticas influenciadas por práticas culturais e religiosas pré-existentes. Trata-se de uma origem histórica e institucional , não revelacion...

O Mundo, o Império e o Natal / Uma Análise Bíblica, Histórica e Teológica

  O Mundo, o Império e o Natal Uma Análise Bíblica, Histórica e Teológica 1. O Nascimento de Cristo e a Construção da Festa O nascimento de Yeshua, o Messias, é um fato histórico e central à fé cristã. As Escrituras afirmam com clareza que o Filho de Deus se fez carne e entrou na história humana. Contudo, a celebração do Natal, como festa religiosa institucionalizada, não nasce do texto bíblico , mas de um processo histórico posterior, profundamente influenciado por decisões políticas, contextos culturais e estratégias religiosas do Império Romano. É fundamental distinguir entre o evento bíblico (a encarnação) e a festividade religiosa (o Natal). 2. O Silêncio Bíblico e a Prática da Igreja Primitiva Os Evangelhos não registram data, estação ou mês do nascimento de Jesus. Os apóstolos jamais instruem a igreja a celebrar esse evento anualmente. Os primeiros cristãos concentravam sua fé: → na morte e ressurreição de Cristo → na Ceia do Senhor → na expectativa escatológic...
  QUANDO DEUS SE DEIXA VER EPISÓDIO 4 — O DEUS QUE SERÁ VISTO FACE A FACE (Apocalipse 22:4 e o cumprimento de toda a revelação) TEXTO-CHAVE “Eles verão o seu rosto, e o seu nome estará na sua fronte.” (Apocalipse 22:4) Esse versículo não é apenas promessa futura. É o desfecho de toda a Escritura . 1. O QUE FOI NEGADO, AGORA É CONCEDIDO Desde o início, a visão plena de Deus foi limitada. “Homem nenhum verá a minha face e viverá.” (Êxodo 33:20) “Tu não poderias ver a minha face.” (Êxodo 33:23) Não por falta de amor, mas por misericórdia. A glória plena exigia uma humanidade transformada. Apocalipse 22:4 declara que essa transformação foi concluída. 2. O DESEJO QUE ATRAVESSA A HISTÓRIA A Escritura revela um anseio contínuo: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim a minha alma suspira por ti.” (Salmos 42:1) “Buscai a minha face.” (Salmos 27:8) “A tua face, Senhor, buscarei.” (Salmos 27:8) O desejo de ver Deus não é curiosidade. É fome de comunhão ...