domingo, 26 de outubro de 2014

Perto do arrependimento - J. N Darby


Este é um assunto de extrema importância. Em Lucas 24:47 lemos que era necessário "pregar em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados em todas as nações começando em Jerusalém". Isto não se discute, mas chegou-se a pensar que o arrependimento antecede a fé, e isto debilitou a pregação, tanto entre nós quanto em outras partes. Todos nós podemos pender para um lado ou para outro, e deste modo, o verdadeiro lugar que tem o arrependimento obscureceu e a apresentação deste se debilitou. E nisso existe algo nocivo: os direitos de Deus são deixados de lado e diminuídos.



No presente, Deus reúne aos seus com prontidão, se posso me expressar deste modo: "O Senhor vem e ai de nós se dissermos que ele difere sua vinda! Deus rapidamente retira do mundo seus herdeiros, assim como no passado quando foi proclamar: "Sejam salvos dessa perversa geração (Atos 2:40) Então, Jerusalém seria destruída, Deus "agora manda a todos os homens em todo lugar, que se arrependam; pois estabeleceu um dia em que julgará ao mundo com justiça, por aquele homem respeitável a quem designou" para ele (Atos 17:30-31)
Deus exige o arrependimento e se ao pregar digo somente "Deus te ama, tú és um pobre pecador; aqui a graça está disponível para tí" (ainda seguramente que eu diga), e deixe de lado o arrependimento, estarei deixando de lado a consciência de homem.
O arrependimento é julgarmos a nós mesmos perto de tudo o que temos feito e o que temos sido, é julgarmos na presença de Deus, pelo efeito da graça ou ainda, mesmo quando perde-se a graça, possa haver lugar para o arrependimento em virtude da lei. Mas se o arrependimento é colocado antes da fé, colocamos todo o fundamento sobre o qual nos apresentamos diante de Deus, pois então é algo que tenho que agir em meu próprio coração e sou incapaz de fazê-lo. Quando prego o arrependimento, devo pregá-lo em nome de Cristo e em virtude de estar sob a graça.
Uma vez voltado para Deus, me vejo cada dia mais claramente em luz plena; é o amor infinito que fez sobreabundar a graça onde o pecado vivia; quando apresento aos outros a mensagem de Deus, devo apresentar os direitos de Deus, dizendo: "Se não te arrependeres e voltastes a Deus, estarás perdido". Mas se em nome de Cristo chamo as pessoas ao arrependimento é necessário que elas acreditem em Cristo.
Deus manda que todos se arrependam, se as pessoas o não fazem verão o julgamento. Como homem, tú tens que prestar contas a Deus. E em que estado tu te encontras diante dele? Se teu coração não há mudado terá algo conveniente para Deus?
Mas se suplico a um homem enfrentando com a presença de Deus, com os direitos de Deus pesando sobre ele, e o faço em graça (uma graça perfeita) então ele retorna e se volta a Deus. O arrependimento deve ser pregado como aquilo que Deus exige do homem, mas unindo esta exigência á pessoa do Senhor Jesus Cristo. Evidentemente, tú não podes ter teus olhos abertos e fixos sobre o Senhor Jesus Cristo e não te aborrecer como pecador.

J. N. Darby