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Mostrando postagens de novembro, 2014

A Cultura Artística sob uma Perspectiva Reformada

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                Ao discorrermos sobre arte no campo da cosmovisão cristã reformada, devemos inicialmente compreender a importância de um correto posicionamento teológico sobre o assunto. Segundo o conhecido historiador da arte Hans Rookmaaker, a arte deve ser feita não por amor a arte, nem por amor a entronização do artista, mas, para glória de Deus [1]. Partindo desse principio, que é sem sombra de dúvida evidente desde a era dos reformadores, onde podemos ler nos antigos escritos, tanto de Lutero como de Calvino, o entendimento correto sobre a arte como dom de Deus é que deve ser devolvida a ele. No entanto, ao voltarmos nosso olhar, tanto para o período renascentista quanto o iluminista, a concepção dada à arte desde suas escolas mais famosas como o Impressionismo, Pontilhismo, Art Nouveaux, Simbolismo, Primitivismo, Expressionismo, Cubismo, Abstracionismo e Construtivismo, todas estas decorrentes dos séculos IXX e XX e também o Dadaísmo...

Deus não joga xadrez

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. Einstein certa vez disse que “Deus não joga dados”, e ao que parece essa frase se eternizou. Hoje eu digo que Deus não joga xadrez. Arminianos, apesar de obstinados, muitas vezes não gostam de ser confrontados no tocante a suas premissas, os que isso fizeram e se mantiveram coerentes com suas crenças tornaram-se teístas abertos. Por estes dias mantive conversa com um arminiano que não acredita na impecabilidade de Cristo, ou seja, ele acredita que Cristo poderia pecar, para isso ele usou o “se” preferido dos arminianos, o “se quisesse”. Evidentemente a cristologia desse irmão (quero crer que seu posicionamento seja apenas fruto do mau doutrinamento presente na maioria das igrejas atuais) é distorcida, por separar o homem Jesus do Deus Jesus, coisa que é impossível, pois Sua natureza divino-humana é inseparável. Dizer que Jesus poderia pecar é o mesmo que afirmar que Deus pode pecar. Para isso ele raciocina da seguinte forma: “se Jesus não fosse pecável, não poderia represent...

Calvinismo Recalcitrante: Desafios metodológicos do conceito de Calvinismo

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O livro  Calvinismo Recalcitrante , de João Flávio Martinez contém quatro blocos principais de argumentação, intitulados  Panorama Geral do Calvinismo, O Fatalismo Condenável, O que á a TULIP?  e  Refutando Algumas Ideias Estranhas . Constam ainda uma introdução e conclusão, apêndices e um glossário. A primeira grande seção da obra,  Panorama Geral do Calvinismo , fornece definições e conceito do Calvinismo, bem como informações sobre quem foi João Calvino. Este post menciona uma curiosidade sobre o título do livro, bem como analisa as definições e conceitos do Calvinismo providos por Martinez. No próximo post, escreverei sobre o retrato que ele fornece de João Calvino. Sobre o título Calvinismo recalcitrante Martinez escreve: “Recentemente tenho observado o recrudescimento e o endurecimento do calvinismo e, devido a isso, concluímos que o melhor nome para o livro seria ‘Calvinismo Recalcitrante’”.[1] Coincidente e curiosamente, a expressão “calvinismo r...

Devo me preocupar com o que pensam de mim?

Sim e não. É bom lembrar que quando você se converteu ganhou de Deus uma nova natureza, que está em total antagonismo à velha natureza, a carne, que vive em você. Então a preocupação com o que as outras pessoas pensam de você pode ter dois aspectos: Ou elas estão se referindo à sua velha carne ou ao  "do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade."  (Ef 4:24).  Como cristãos sua preocupação não deveria ser quando falam mal de você injustamente. Ao contrário, você deveria estar mais preocupado quando incrédulos falam bem de você. Veja o que o Senhor Jesus diz:  "Ai de vocês,  quando todos falarem bem de vocês , pois assim os antepassados deles trataram os falsos profetas."  (Lc 6:26 - NVI). O que o Senhor pensava da opinião ou aparência das pessoas? Podemos descobrir pelas palavras de seus adversários:  "Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e  não te importas com quem quer que seja, porque não olh...

Interpretando 1 Pedro 1:1-2

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Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, Aos eleitos de Deus, peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitínia, escolhidos de acordo com a pré-conhecimento de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para a obediência a Jesus Cristo e a aspersão do seu sangue: Graça e paz lhes sejam multiplicadas.  ( 1 Pedro 1.1-2) A passagem de 1 Pedro 1. 1-2 afirma que somos eleitos “ de acordo com a pré-conhecimento de Deus Pai ”. Como já vimos, a presciência de Deus é o deleite especial ou a afeição graciosa com a qual Ele nos vê. Mais uma vez, um bom sinônimo é “amar primeiro”. Precisamos também interpretar a força da proposição traduzida por “de acordo com” ( kata ). A maioria concorda que a palavra  kata  nessa passagem tem o sentido de “em conformidade com”. Em outras palavras, a presciência de Deus ou seu amor eterno por nós era o padrão ou norma à luz da qual seu ato eletivo foi realizado. Contudo, como sugerido por M.J. Harris, é ...

Perdão

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O perdão do pecado é aquilo que o pecador espiritualmente despertado mais deseja. Todavia, é possível o perdão? Sem a Bíblia jamais saberíamos se tal perdão seria possível. Vemos, nas Escrituras, que Deus fala de Sua misericórdia desde os dias mais antigos:  "O Senhor... perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado"  (Ex. 34:7). Na Bíblia Deus fala de muitos modos a respeito do Seu perdão, como também sobre a pecaminosidade humana, de muitas maneiras diferentes. Os pecadores são descritos como "corrompidos" e "abomináveis". O perdão de Deus é descrito como "limpeza" e "cobertura". Os pecadores são descritos como "devedores" e "sobrecarregados". O perdão é apresentado como "apagador" de dívidas e como "levantador" do abatido. As ofensas "vermelhas" são tornadas brancas "mais que a neve". O perdão de Deus é inteiramente adequado ao teu pecado! O perdão de Deus para o...