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Mostrando postagens de junho, 2016

Não deixem seus filhos irados

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“ E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor ”  – Efésios 6.4 O filosofo Luiz Felipe Pondé disse que, provavelmente, daqui a mil anos a nossa geração será lembrada como a  era do ressentimento . Parafraseando Nietzsche, que afirmou sobre essa “era do ressentimento”, Pondé justifica:  “ nós sonhamos com um sol que se preocupe com o que a gente sente . No entanto, diz ele que, quando descobrimos que  o sol não está nem aí pra nós ,  que as estrelas não brilham pra nós , nós caímos no desespero do ressentimento. ” [1] Esse ressentimento é achar que todos deveriam nos amar mais do que amam e achar que todos deveriam nos reconhecer por grandes valores que não temos. Não obstante, esse ressentimento piorou muito nos últimos tempos. Você não pode falar nada que todos se ofendem. Se fizermos uma crítica, muitos tomam como algo pessoal e se comportam como pessoas mimadas. Infelizmente isso está sendo apli...

IPB: Evangelização Confessional x Pragmatismo das Comunidades

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É com profunda dor e decepção que escrevo esta breve introdução desta série de postagens, especialmente com alguns que caíram pelos caminhos da dura pressão de resultados, que acabaram cedendo ao que é a pior ameaça contra a herança litúrgica e reformada histórica que a Igreja Presbiteriana do Brasil tem sofrido na última década. Creio que isso é pior que a pressão pentecostal sofrida na década de 90. Sem dúvida alguma, a IPB deixa de ser IPB onde uma  Comunidade Presbiteriana  é plantada. Esse é um câncer, um sistema corrosivo, destruidor para as igrejas presbiterianas. Para acalmar alguns,  a determinação de não usar o nome  comunidade  foi desferido pelo Supremo Concílio da IPB . Devo, porém, dizer três coisas: 1. Foi apenas isso, o que de fato não mudou nada na prática. As Comunidades continuam com suas mesmas características litúrgicas e eclesiológicas, quando não, humanistas; 2. Algumas demonstram que não estão nem um pouco submissas a essa decisão,...

O QUE É O REINO DE DEUS?

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Resumindo, o reino de Deus é o resultado da missão de Deus para resgatar e renovar sua criação arruinada pelo pecado. O reino de Deus é sobre Jesus o nosso rei estabelecendo seu governo e reinado sobre toda a criação, derrotando os poderes humanos e angélicos do mal, trazendo ordem a tudo, decretando a justiça e sendo adorado como Senhor. Tragicamente, há muitas ideias errôneas sobre o reino que deturpam as glórias do reino eterno de Deus. O reino não é como as bobagens cartunistas que mostram o céu como uma nuvem branca sobre a qual nos sentaremos vestindo fraldas e tocando harpas, com asas pequenas demais para nos levar a algum lugar divertido. O reino não é o sonho ingênuo do liberalismo, no qual, com o aumento da educação e o passar do tempo, o pecado e seus efeitos serão tão erradicados da terra que a utopia alvorecerá. O reino não é o sonho enganador da espiritualidade sem Cristo, onde todos aprendem a nutrir a centelha da divindade dentro de si e a manter o seu verdadeiro “...

10 armadilhas em que o apologeta tolo pode cair

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Um embaixador de Cristo deseja ser discreto, persuasivo, sensível e atencioso. Ser um bom apologeta e ser capaz de dar boas razões para a verdade do Cristianismo exige oração, paciência, estudo e persistência. Para aqueles que decidiram ter como meta se tornar bons defensores da fé, há certas disciplinas positivas e traços de caráter que seria bom que desenvolvessem. Mas, por outro lado, há certas armadilhas que podem aparecer que, quando não são controladas, podem se tornar traços de caráter de um  apologeta tolo . Aqui listamos 10 delas: 1 – O apologeta tolo fala antes de ouvir O apologista tolo fala antes de ouvir. Provérbios 18:13 diz: “ O que responde antes de ouvir comete estultícia que é para vergonha sua .” Não só ele passa a mensagem aos outros de que ele não se importa sobre o que eles têm a dizer, como ele também se torna incapaz de dar uma boa resposta.  O apologeta sábio é paciente, procura compreender, e evita monólogos. 2 – O apologeta tolo exagera no...

Sem Deus não há direitos humanos

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A existência de Deus é uma precondição para a afirmação da dignidade humana. No Brasil há um órgão chamado de Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM). Onde uma de suas atribuições constitucionais e regimentais são receber, avaliar e investigar denúncias de violações de direitos humanos. O principal objetivo da CDH é contribuir para a afirmação dos direitos humanos, partindo do princípio de que toda a pessoa humana possui direitos básicos e inalienáveis que devem ser protegidos.[1] Todas as variantes de teoria moral humanista falham na tentativa de fornecer a base filosófica para o direitos universais do homem. Se os direitos não procedem de uma autoridade mais alta que o Estado, a liberdade das pessoas e o valor da vida humana dependem dos caprichos dos governantes civis. Somente quando Deus outorga direitos é que uma pessoa é proibida de tirá-los. Se os direitos surgem com o homem podem ser tirados pelo homem. Isso significa dizer que todas as pessoas que lutam contra p...

A Igreja e sua Confessionalidade

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Para visualizar as palavras em grego neste artigo, instale a fonte grega  aqui! Introdução Muitos entendem que a ideia de confessionalidade, pelo menos de uma confessionalidade estável, está na contramão do desenvolvimento da igreja, impedindo-a de ser dinâmica e atualizada. Uma confessionalidade “engessada”, para usar o adjetivo da moda, não estaria seguindo o espírito da Reforma que, supostamente, estimula constantes mudanças. É como interpretam a máxima  Ecclesia reformata semper reformanda est  (igreja reformada sempre se reformando – ou sempre sendo reformada). Numa época de relativismos de toda natureza, inclusive teológica, não é de se estranhar que a ideia de confessionalidade não seja tão bem-vista. Esta, todavia, não é uma crítica nova. Sempre houve na história da igreja aqueles que não se conformaram com o fato de ser ela identificada e regulada por credos e confissões. O historiador Philip Schaff lembra que a autoridade e o uso desses símbolos doutrin...