sábado, 1 de dezembro de 2018

A VERDADE OS LIBERTARÁ - Vincent Cheung



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Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. (João 8:31,32)
Vamos considerar a declaração muito abusada: “A verdade os libertará”. Algumas pessoas a afirmam como um princípio moral geral. Por isso é dito que devemos dizer a verdade porque é a coisa certa a fazer, que dizer a verdade aliviará uma consciência ferida, e que dizer a verdade pode nos ajudar a escapar da punição. Outros usam esta declaração como uma piada. E outros ainda salientam que, às vezes, dizer a verdade nos coloca em apuros, em vez de nos tirar dele.
No entanto, a declaração não se refere a dizer a verdade, mas a saber a verdade. Muitas outras aplicações são baseadas nisso. Diz-se que conhecer a verdade sobre algo nos liberta da ignorância ou da desinformação. Assim, é claro, às vezes o oposto é afirmado, de modo que conhecer a verdade pode se tornar um motivo de preocupação ou devastação.
Todos esses usos indignos negligenciam o contexto da declaração e diluem a mensagem original. Tal como acontece com muitos outros casos de abuso, devemos atacar os usos insensatos e irreverentes das palavras do Senhor com duras repreensões e ameaças, e ridicularizar a ignorância daqueles que removeriam a revelação divina do seu contexto original e a aplicariam mal a questões irrelevantes e triviais.
Existe um contexto muito maior para a afirmação, e todo o relato descrito é importante e instrutivo. Mas mesmo se levarmos em conta apenas um pouco mais do contexto, fica claro que há uma aplicação muito restrita.
Jesus disse: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos” (v. 31) Esses discípulos são aqueles que conhecem a verdade e se tornam livres. Essa liberdade também tem um significado restrito, já que ele disse: “Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado” (v. 34). Assim, a afirmação “a verdade os libertará” não beneficia todos os homens, mas somente os cristãos e os cristãos verdadeiros são aqueles que sustentam e continuam os ensinamentos de Cristo. Eles continuam acreditando e obedecendo suas doutrinas.
Jesus fez questão disso, porque estava falando com os “judeus que haviam crido nele”. Por isso, João não os reconhece como verdadeiros crentes, mas se refere a eles como o que eles alegavam ou pareciam ser. Pelo contrário, um dos propósitos desta passagem é mostrar que eles eram falsos crentes, e que haveria pessoas como eles que também seriam falsos crentes. O Senhor os expôs quando disse que se continuassem em seus ensinamentos, então eles se libertariam. Então eles começaram a discutir com ele sobre isso. Na discussão que se seguiu (vv. 33-59), Jesus revelou que eles eram de fato assassinos, mentirosos e filhos do diabo.
A liberdade do poder escravizador do pecado é concedida apenas aos cristãos — isto é, não aqueles que afirmam ser cristãos, mas depois discutem com Jesus, mas aqueles que continuam a crer e a seguir seus ensinamentos. Como ele disse: “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (v. 36). Todos os cristãos são livres em Cristo. Todos os não cristãos são escravos do pecado e filhos do diabo. Jesus é o único que concede a verdadeira liberdade do poder do mal, e concede-o somente àqueles que creem nele e seguem-no.

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