quarta-feira, 28 de outubro de 2015

“Até Mesmo Um Ateu Garante – Deus Existe!”

Anthony Flew foi um dos gigantes intelectuais da filosofia do século XX. Filho de um pastor Metodista, virou ateu quando tinha somente 15 anos de idade, e durante mais de cinqüenta anos foi um acérrimo defensor do ateísmo (mas sua obra filosófica não se resume só a isso). Em 2004 ele publicamente admitiu ter mudado sua opinião, ele agora é deísta. Ter em atenção que ser deísta não é o mesmo que acreditar no Deus da tradição Judaico-Cristã. Mas temos que dar crédito a alguém que não teve medo de publicamente afirmar que tinha mudado de opinião, alguém com integridade intelectual.

No livro "UM ATEU GARANTE - DEUS EXISTE", de Anthony Flew, ele mostra seu longo percurso desde a sua meninice, onde o problema do mal foi um dos factores fundamentais para sua conversão ao ateísmo, até ao culminar de sua conversão ao deísmo.

Um ateu garante - Deus existe

ISBN: 8500023546
ISBN-13: 9788500023545
Livro em português
Brochura
13,5 x 20,8 cm 1ª Edição - 2008

 Sinopse do livro
Flew é considerado o principal filósofo dos últimos cem anos, Antony Flew passou mais de cinqüenta defendendo o ateísmo. No entanto, ao continuar investigando o tema, ele reviu seus conceitos. Em 'Deus existe', Flew trata de suas origens e crenças iniciais e de como e por que passou a acreditar em um Deus. E, mesmo baseado em evidências científicas, ele o faz de modo que é impossível não refletirmos a respeito de nossos próprios conceitos.

Eis uma pequena citação do livro, que mostra a necedade de acreditar no "teorema do macaco", uma das analogias mais usadas por evolucionistas

Fiquei especialmente impressionado com a refutação minuciosa de Gerry Schroeder ao que chamo de "teorema do macaco". Essa idéia, apresentada de formas variadas, defende a possibilidade de a vida ter surgido por acaso, usando a analogia de uma multidão de macacos batendo nas teclas de um computador e, em dado momento, acabarem por escrever um soneto digno de Shakespeare.

Em primeiro lugar, Schroeder referiu-se a um experimento conduzido pelo Conselho de Artes Nacional Britânico. Um computador foi colocado numa jaula que abrigava seis macacos. Depois de um mês martelando o teclado — e também usando-o como banheiro! —, os macacos produziram cinqüenta páginas digitadas, nas quais não havia uma única palavra formada. Schroeder comentou que foi isso o que aconteceu, embora em inglês haja duas palavras de uma só letra, o "a" (um, uma) e o "I" (eu). O caso é que essas letras só são palavras quando isoladas de um lado e de outro por espaços. Se levarmos em conta um teclado de trinta caracteres usados na língua inglesa — vinte e seis letras e outros símbolos —, a probabilidade de se conseguir uma palavra de uma letra, martelando as teclas a esmo, é de 1 em "30 vezes 30 vezes 30", ou seja, uma em vinte e sete mil. Então, há uma chance em vinte e sete mil de se conseguir uma palavra de uma letra.

Schroeder, então, aplicou as probabilidades à analogia do soneto. Começou perguntando qual seria a chance de se conseguir escrever um soneto digno de Shakespeare antes de continuar:

Todos os sonetos são do mesmo comprimento. São, por definição, compostos de catorze versos. Escolhi aquele do qual decorei o primeiro verso, que diz:

"Devo comparar-te a um dia de verão?". Contei o número de letras. Há 488 letras nesse soneto. Qual é a probabilidade de, digitando a esmo, conseguirmos todas essas letras na exata seqüência em todos os versos? Conseguiremos o número 26 multiplicado por ele mesmo, 488 vezes, ou seja, 26 elevado à 488a potência. Ou, em outras palavras, com base no 10, 10 elevado à 690a potência.

Agora, o número de partículas no universo — não grãos de areia, estou falando de prótons, elétrons e nêutrons — é de 10 à 80a. Dez elevado à octagésima potência é 1 com 80 zeros à direita. Dez elevado à 690a é 1 com 690 zeros à direita. Não há partículas suficientes no universo com que anotarmos as tentativas. Seríamos derrotados por um fator de 10 à 600a. Se tomássemos o universo inteiro e o convertêssemos em chips de computador — esqueçam os macacos —, cada chip pesando um milionésimo de grama e sendo capaz de processar 488 tentativas a, digamos, um milhão de vezes por segundo, produzindo letras ao acaso, o número de tentativas que conseguiríamos seria de 10 à 90a. Mais uma vez, seríamos derrotados por um fator de 10 à 600a. Nunca criaríamos um soneto por acaso. O universo teria de ser maior, na proporção de 10 elevado à 600a potência. No entanto, o mundo acredita que um bando de macacos pode fazer isso todas as vezes.

Após ouvir a apresentação de Schroeder, eu lhe disse que ele estabelecera, de maneira perfeitamente satisfatória e decisiva, que o "teorema do macaco" era uma bobagem, e que fora muito bom demonstrar isso apenas com um soneto. O teorema é, às vezes, proposto através do uso de obras de Shakespeare, ou de uma única peça, como Hamlet.





Humberto Rafeiro, 2009

As ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB) e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).



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