terça-feira, 4 de julho de 2017

Jó: Um estudo sobre o sofrimento do justo (parte 3) por John Piper

Jó: Um estudo sobre o sofrimento do justo (parte 3) por John Piper

Jó, santificação através sofrimento

Do capítulo 4 ao 31, Jó conversou com seus três amigos, Elifaz, Bildade e Zofar, sobre o significado do sofrimento. O resultado de tudo isso foi que a teoria de seus amigos não era satisfatória.

A Teoria Insatisfatória dos Amigos de Jó

Eles argumentaram que o sofrimento é, basicamente, a punição para o pecado e que a prosperidade é a recompensa para a justiça (4:7-8). Elifaz tinha admitido (em 5:17) que alguns sofrimentos e castigos podem ser bons para nós, mas torna-se claro que para ele esta é a exceção, não a regra, e que o sofrimento prolongado como o de Jó não podia ser explicado desta forma. Assim ele acaba dizendo a Jó: "Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniquidades?" (22:05). O sofrimento extraordinário de Jó, em sua opinião, só poderia ser explicado como o castigo de Deus a um pecado grave. Jó se defendeu o tempo todo dizendo, ao contrário da opinião dos seus três amigos, que há boas evidências em todo o mundo de que os ímpios muitas vezes prosperam e que os justos sofrem frequentemente (21:29-30). E no seu caso em particular, ele não era um inimigo de Deus e não tinha cometido qualquer pecado grave que provocou para ele tal sofrimento. Então, Elifaz, Bildade e Zofar não foram capazes de sustentar a sua teoria diante do realismo do argumento de Jó e de sua integridade. Seus discursos se tornaram repetitivos, hostis, e cada vez mais curtos, enquanto a conversa chega ao fim. Finalmente, apenas Jó continuava a falar.

O argumento venceu, mas a pergunta continua sem resposta

Ele ganhou o argumento. Mas ele não respondeu sua pergunta. Ele tem mostrado que o sofrimento não pode ser explicado pelo princípio simples de retribuição da justiça, onde cada pessoa recebe o que merece: o sofrimento para o mal e prosperidade para o bem. Mas, ele também não encontrou outra resposta convincente. No final do capítulo 31 ficamos apenas com a idéia de que Deus é caprichoso e faz as coisas sem motivos óbvios. Tudo parece ser arbitrário. Deus governa os assuntos dos homens. E Ele faz isso com sabedoria (28:12-28). Jó nunca duvida disto. Mas por que a justos sofrem? Até agora ele não tem uma resposta. Seria possível viver o resto de nossas vidas a este nível de compreensão? Muitos cristãos tentam. Nós poderíamos simplesmente dizer: "Sim, eu acredito que Deus governa o mundo e controla o que acontece. Eu também acredito que ele é justo e sábio. E eu acredito que, embora as coisas pareçam caprichosas e arbitrárias nesta vida, todos os erros serão corrigidos no tempo porvir. Ele me mostrou o seu amor em Jesus Cristo e sei que ele é a única esperança para o sentido da vida agora e para a salvação do mundo por vir. Então, eu vou confiar em Deus, embora eu não possa compreender suas estranhas decisões." Isso não é uma má maneira de viver. Mas o escritor do livro de Jó não está satisfeito em viver dessa maneira. E ele quer que seus leitores saibam que Deus não esconde todos os seus caminhos. Há mais para ver do propósito de Deus no sofrimento do que podemos pensar.

Eliú aparece em cena

Então, um jovem aparece em cena no capítulo 32 chamado Eliú. Seu discurso vai até o capítulo 37. E aqui nós aprendemos algo que nem Jó nem seus amigos tinham descoberto, ou seja, que o sofrimento do justo não é um sinal de inimizade de Deus, mas do seu amor. Não é um castigo dos seus pecados, mas um refinamento da sua justiça. Não é uma preparação para a destruição, mas uma proteção contra a destruição. Os três amigos estavam errados – o sofrimento não é a prova de pecado. E Jó estava errado, o seu sofrimento não foi a prova da arbitrariedade de Deus. Nem tinha Deus tornado-se seu inimigo. Eliú chegou e argumentou algo diferente.

Cinco razões por que devemos aceitar os conselhos de Eliú

Vamos começar nossa pesquisa sobre a teologia de Eliú, perguntando por que devemos aceitá-la. Muitos intérpretes entendem que Eliú não disse coisas melhores do que Elifaz, Bildade ou Zofar . Admito que há algumas coisas em seu discurso que são difíceis de entender. E é verdade que quando você lê seus discursos, você ouve algumas das mesmas coisas que os três amigos disseram (eles não estavam totalmente errados!). E é verdade que ele é duro com Jó, talvez até demais às vezes. Mas há pelo menos cinco razões pelas quais eu tomo as palavras de Eliú como sendo representantes da verdade e como um discurso inspirado por Deus. Em outras palavras, eu acho que Eliú dá o primeiro passo na resolução do problemas de Jó, e que depois Deus fala pessoalmente, nos capítulos 38-41, dando a palavra final conclusiva. Aqui estão as cinco razões pelas quais eu acho que devemos absorver a teologia de Eliú.

1. Sua fala é apresentada como algo novo

As palavras de Eliú são introduzidas para nós no capítulo 32, não como uma continuação ou repetição do que os três amigos tinham dito, mas como algo novo. Versículos 1-3: “Então, aqueles três homens cessaram de responder a Jó; porque era justo aos seus próprios olhos. E acendeu-se a ira de Eliú, filho de Baraquel, o buzita, da família de Rão; contra Jó se acendeu a sua ira, porque se justificava a si mesmo, mais do que a Deus. Também a sua ira se acendeu contra os seus três amigos; porque, não achando que responder, todavia, condenavam a Jó.” (Jó 32:1-3). Em outras palavras Eliú discorda de ambos os lados do argumento. Assim, ele diz no versículo 14 para os três amigos: "Ora, ele (isto é Jó) não dirigiu contra mim palavra alguma, nem lhe responderei com as vossas palavras." Então Eliú não tem nenhuma intenção de tentar resolver a questão da mesma forma como os três amigos fizeram. O escritor quer ouvir algo novo que nos leva além do argumento antigo.

2. Seis capítulos dedicados a suas palavras

A segunda razão que eu acho que Eliú é mais do que uma continuação da teologia ruim dos três amigos de jó, é que o escritor dedica seis capítulos as suas palavras (32-37). A inadequação da teologia dos três amigos foi demonstrada pelo fato de que seus discursos ficaram mais curtos perto do fim, e depois desapareceu completamente. Bildade termina com seis versos (capítulo 25), e Zofar não pode nem mesmo emitir um comentário de fechamento. Seria muito estranho, então, se fossem dados seis capítulos a Eliú neste momento para dizer coisas inadequadas novamente sem fazer nenhum avanço sobre a teologia inadequada dos outros três amigos. Certamente este grande espaço dado as suas palavras é sinal de que algo importante está sendo dito aqui.

3. Resposta de Jó para Eliú

Jó não tenta argumentar com Eliú. Ele tinha sido bem sucedido em silenciar Elifaz, Bildade e Zofar, mas ele não diz uma palavra contra Eliú embora Eliú o tenha desafiado em 33:32, "Se você tem alguma coisa a dizer, responde-me." A explicação mais fácil para este silêncio é que Jó concordou com ele. De fato, em Jó 42:6 ele se arrepende de algumas das coisas que disse, o que mostra que a repreensão de Eliú não está totalmente incorreta.

4. Resposta de Deus para Eliú

Em 42:7 Deus olha para o longo período de sofrimento de Jó e repreende os seus três
amigos, “BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Jó 42:7) Mas, Deus não repreende Eliú. Por que não? Provavelmente porque as palavras de Eliú não estão na mesma classe com as palavras dos outros três. As palavras de Eliú são verdadeiras e preparam o caminho para as palavras finais e decisivas de Deus. (Ele diz ser guiado pelo Espírito de Deus - 32:8).

5. Ele oferece algo novo e útil

Finalmente, Eliú realmente oferece uma nova compreensão do sofrimento do justo que Jó e seus três amigos não tinham percebido. E sua visão realmente faz sentido no contexto do sofrimento, aparentemente arbitrário, de Jó e que outras pessoas justas passam. Vamos tentar aprender esta manhã que este jovem tem a dizer.

Eliú repreende a Jó

Eliú pensa que Jó foi errado em algumas coisas que ele disse. Na verdade, ele vê orgulho e arrogância na atitude de Jó (veja 33:17; 35:12; 36:9). Em 33:8-12, ele põe o dedo no erro de Jó: Na verdade tu falaste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das tuas palavras. Dizias: Limpo estou, sem transgressão; puro sou, e não tenho iniquidade. Eis que procura pretexto contra mim, e me considera como seu inimigo. Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas. Eis que nisso não tens razão; eu te respondo; porque maior é Deus do que o homem. (Jó 33:8-12) Jó estava errado em afirmar sua inocência às custas da graça de Deus. Sabemos que Eliú está certo sobre isso, porque em Jó 42:6 ele se arrepende "Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza." Seu sofrimento o levara a dizer coisas sobre si mesmo, que foram excessivamente otimistas e coisas desrespeitosas sobre Deus. Mesmo que Jó fosse um homem justo, ele não era um homem perfeito e sem pecado. Houve um sedimento de orgulho que começou a obscurecer a pureza de sua vida quando passou pelo sofrimento.

Explicação de Eliú para o sofrimento

Pelo menos, parte da compreensão de Eliú a respeito do sofrimento tem a ver com este resíduo de orgulho na vida dos justos. Vemos a primeira explicação da sua visão em 33:14-19. Ele descreve dois caminhos de Deus falar ao homem: através de sua palavra e do sofrimento. Estes foram os dias antes das Escrituras, então a palavra de Deus assumia a forma de visões e sonhos. Ele diz: “Antes Deus fala uma e duas vezes; porém ninguém atenta para isso. Em sonho ou em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e adormecem na cama. Então orevela ao ouvido dos homens, e lhes sela a sua instrução, Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba. Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. Também na sua cama é castigado com dores; e com incessante contenda nos seus ossos;” (Jó 33:14-19)

Não para punir, mas para salvar

Então Eliú coloca a dor da doença e as visões lado a lado como duas formas que Deus fala ao homem para o seu bem. O versículo 17 descreve o propósito de Deus: "Para apartar o homem daquilo que faz, e esconder do homem a soberba." Em outras palavras o propósito de Deus para os justos nestes sonhos e nessa doenças não é punir, mas é salvar das más obras, do orgulho e finalmente da morte. Eliú diz que Deus não se apresenta para o justo como um juiz irritado, mas como um Redentor, um Salvador, um médico. A dor que Ele causa é como faca do cirurgião, não como o chicote do carrasco.

O "Justo Pecador"

Eliú explica sua visão do sofrimento em um outro lugar, ou seja, no capítulo 36:6-15. A única coisa útil nestes versos é que Eliú deixa claro que existe tal coisa como uma pessoa justa, mas que ainda tem pecado que precisa ser revelado e erradicado. Uma pessoa justa não significa que a pessoa está perfeita e sem pecado. Existe um justo que ainda comete pecado, ou seja, um ‘justo pecador’. Isso é útil porque o próprio Deus chamou Jó de um homem justo em 1:1 e Jó ganhou seu argumento com base em sua reputação como um homem justo. E ainda no final do livro Jó se arrepende e despreza a si mesmo. Então Jó é justo (com o testemunho de Deus!) apesar de ainda ter pecado na vida dele. Ele não está entre os ímpios. Eliú olha para esses dois grupos de pessoas, os maus e os justos, e ele distingue os diferentes papéis que o sofrimento tem em cada um. Vamos começar lendo o versículo 6: Ele não preserva a vida do ímpio, mas faz justiça aos aflitos. Do justo não tira os seus olhos; antes estão com os reis no trono; ali os assenta para sempre, e assim são exaltados. (Jó 36:6) Agora, se ele tinha parado lá, ele teria soado exatamente como Elifaz: os maus sofrem e os justos prosperam. Há um sentido em que isso é verdadeiro em longo prazo na vida. Mas a pergunta que assola Jó é porque os justos sofrem no curto prazo. Então Eliú continua no versículo 8: E se eles [isto é, os justos] estão presos em grilhões, amarrados com cordas de aflição [então Eliú admite de imediato que os justos não são sempre com os reis no trono, pois eles sofrem], então lhes faz saber a obra deles, e as suas transgressões, porquanto prevaleceram nelas. Abre-lhes também os seus ouvidos, para sua disciplina, e ordena-lhes que se convertam da maldade. (Jó 36:8) Em outras palavras os justos estão longe de serem perfeitos e sem pecado. Há muito da velha natureza ainda existente neles, e de vez em quando esta velha natureza de orgulho eclode em um comportamento realmente pecaminoso como fez com Jó, quando ele acusou Deus de ser seu inimigo. É disso que Jó se arrepende no final do livro.

O sofrimento refina o justo

O ensino de Eliú, então, é que a aflição faz uma pessoa justa sensíveis à sua pecaminosidade remanescentes e ajuda-o a odiá-lo e renunciar a essa pecaminosidade.O sofrimento abre o ouvido dos justos (v. 10). O salmista disse a mesma coisa no Salmo 119:71: "Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos." Há dimensões da santidade que o justo só pode aprender através da aflição. Assim, o novo ponto de vista que Eliú nos dá é que o sofrimento do justo não é o fogo da destruição, mas o fogo que refina o ouro de sua bondade. Para os justos o sofrimento não é punitivo, mas curativo.

O Propósito do Sofrimento para os santos e os justos

Versículos 13-15 descrevem o mesmo contraste entre o propósito do sofrimento para os ímpios e o sofrimento para os justos. E os hipócritas de coração amontoam para si a ira; eamarrando-os ele, não clamam por socorro. A sua alma morre na mocidade, e a sua vida perece entre os impuros. Ao aflito Ele livra da sua aflição, e na adversidade Ele abre aos seusouvidos.(Jó 36:13-15) Os versículos 13-14 descrevem um grupo de pessoas para quem o sofrimento resulta em nada, mas apenas em destruição, eles são os "sem Deus no coração." Mas, depois (no v. 15) ele descreve um outro grupo cujos ouvidos estão abertos em suas aflições e que experimentam libertação por sua aflição. Estes não são os ateus ou os maus. Eles são os justos. Eles são as pessoas como Jó, que são retos, e temem a Deus, e se afastam do mal, e têm uma reputação irrepreensível. Eles sofrem, também. Mas o propósito divino não é o mesmo.

Será que Eliú acrescentou para a nossa compreensão?

Como então, podemos perguntar, tem Eliú acrescentado para nossa compreensão além do impasse entre Jó e seus três amigos? Voltamos para o início do discurso de Eliú em 32:2-3. Ele tinha duas queixas: 1. Ele estava zangado porque Jó justificava a si mesmo em vez de Deus; 2. E ele estava zangado com três amigos de Jó, porque não tinham achado nenhuma resposta, apesar de terem declarado que Jó estava errado. Eliú conseguiu mostrar por que sua ira foi justificado em ambos os casos.

1. Ele mostra por que os três amigos de Jó estão errados

Eles disseram que a única maneira de explicar o sofrimento de Jó era dizer que Deus estava punindo-o pelo pecado. Eliú mostra que esta não é a maneira de explicar o sofrimento de Jó. Os justos sofrem. E seu sofrimento não é um castigo para o pecado, mas um refinamento da sua justiça. Sofrimento desperta seus ouvidos, para novas dimensões da realidade de Deus e novas profundidades de sua própria imperfeição e de sua necessidade de perfeição.O sofrimento aprofunda sua fé e piedade. Assim, os três amigos de Jó estavam errados.

2. Ele mostra por que Jó está errado

Mas Jó está errado também. Ele não tinha explicação melhor para seu sofrimento do que seus três amigos tinham. Sua concepção de justiça de Deus foi basicamente a mesma que a deles. Jó apenas insistiu que era justo, e por isso ele não poderia entender o seu sofrimento como algo justo da parte de Deus. Ele ficou tão irritado às vezes que ele pensou em Deus como seu inimigo. Quantas culpas e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto, e me tens por teu inimigo? (13:23-24) Eliú disse que Jó estava errado por justificar-se às custas de Deus como em (33:8-12). Deus não era inimigo de Jó. E Jó não era tão puro como dizia ser. Deus é o Pai amoroso Jó. Ele permitiu que essa doença se arrastasse por meses, porque ele ama Jó, não porque ele o odeia. O sofrimento trouxe o pecado oculto de Jó a tona, o orgulho. Agora o ouvido de Jó foi aberto para sua imperfeição restante. Agora, ele pode se arrepender e ser limpo e depender de Deus, como ele nunca tinha dependido antes. Seu sofrimento não foi apenas uma ocasião para Deus obter glória sobre Satanás (que vimos nos capítulos 1 e 2), foi também uma ocasião para Deus aprofundar a visão, santidade e confiança de Jó.

A Lição Central

Assim, a principal lição para nós a partir do livro de Jó é que hoje os filhos de Deus aqueles que confiam em Deus e são conduzidos por seu Espírito e tem seus pecados cobertos pelo sangue de Jesus, podem de fato sofrer. E quando o fazem, não é um castigo pelo pecado. Cristo sofreu o castigo por nossos pecados, e não há dupla penalização! O sofrimento dos filhos de Deus não é a aplicação firme de um princípio de justiça retributiva. É a aplicação livre do princípio da graça soberana. Nosso Pai do céu nos escolheu livremente desde antes da fundação do mundo, ele nos regenerou livremente pela obra do Espírito Santo, ele nos justificou gratuitamente através do dom da fé salvadora, e ele está agora santificando-nos livremente pela sua graça, através do sofrimento de acordo com sua infinita sabedoria. O sofrimento não é dispensado à toa no meio do povo de Deus. É distribuído para nós individualmente de forma especial como terapia pela mão amorosa de nosso grande Médico. E seu objetivo é que a nossa fé pode ser refinada, a nossa santidade pode ser  alargada, a nossa alma possa ser salva, e nosso Deus seja glorificado.Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (1 Pedro 1:6-7) Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela. (Hebreus 12:10-11) Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos; (2 Coríntios 1:8-9) Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações;Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.
(Tiago 1:2-4)