quinta-feira, 1 de março de 2012



Posted: 29 Feb 2012 06:00 AM PST
vivendopelapalavra.com Por: Helio Clemente   Os maiores períodos de avivamento da história do cristianismo foram: A Reforma, o grande reavivamento na Inglaterra no século XVIII e a igreja dos puritanos na América. Nenhum desses períodos caracterizou-se por um crescimento gerencial da igreja ou por uma metodologia de captação da simpatia dos homens, pelo contrário, era por extremo complicado ser reformado em meio à perseguição da igreja de Roma e os príncipes aliados, e também muito difícil ser admitido como membro da igreja ao tempo dos puritanos. Segue abaixo mais uma citação de Lloyd Jones: David Martin Lloyd Jones: “Deus só pode habitar numa Igreja pura - não necessariamente numa Igreja grande, mas numa Igreja pura, pura na doutrina e pura na vida. Pode parecer surpreendente, mas não hesito em asseverar, mesmo hoje, que o maior problema da Igreja atualmente é que ela é grande demais”. O movimento de crescimento da igreja não tem o suporte de teólogos de expressão dentro do cristianismo, mas de discípulos mundanos do culto à personalidade. A ideia é que o sucesso gera mais sucesso, a metodologia na frase abaixo de um dos discípulos mais famosos do movimento é a de seguir o líder. Win Am: “Treinandos que saem de igrejas vitoriosas e têm sido treinados por homens que são eles próprios multiplicadores de igrejas, são geralmente eficazes”. Os aderentes deste movimento apresentam exemplos bíblicos e históricos de liderança: Neemias, Paulo, Calvino, Lutero. Nada pode ser mais equivocado, estes líderes cristãos nunca foram apologistas de: “Siga o líder”. A idéia de todos os verdadeiros líderes cristãos de todas as épocas é: “Siga Cristo”. Quando os religiosos passam a depositar sua confiança em outros homens no lugar de Cristo, e consideram isto normal, existe de fato, um grande problema na igreja. Mateus 23,8: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos”. O conceito de liderança também é estendido à igreja local através da igreja líder, que será uma igreja que tem conseguido sucesso numérico e financeiro, será que era isso que Jesus pretendia quando fundou sua igreja? O erro fundamental do movimento é asseverar que o crescimento da igreja está vinculado aos ministros seguirem os passos de um líder de crescimento, ora, quem provê o crescimento da igreja é Deus. 1 Coríntios 3,6: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus”. Segue abaixo mais uma declaração de um dos especialistas do movimento, George Barna: George Barna: “Muitas pessoas julgam o pastor não pela sua capacidade de pregar, ensinar ou aconselhar, mas pela sua capacidade de fazer a igreja funcionar tranquila e eficientemente. Na essência ele é julgado como um homem de negócio”. Na igreja com propósitos, espera-se do pastor, que assuma uma posição gerencial em relação à igreja, como se fosse o diretor geral de uma empresa. O movimento de crescimento é uma aliança de líderes comprometidos com a meta de crescimento físico da igreja. É um fato que esses líderes usam o nome de Cristo, usam-no, porém, em contrariedade com a Escritura. A premissa fundamental do movimento é que os esforços e resultados na evangelização podem ser medidos, a eficácia pode ser avaliada através das estatísticas das pessoas convertidas, tudo isso pelo método científico, pois não existe possibilidade bíblica para esta avaliação, somente Deus conhece aqueles que foram realmente convertidos. E o mote do movimento é que o crescimento da igreja deve ser buscado através do nome de Cristo transformado em uma estratégia de marketing. Isto não é somente herético, como blasfemo, o método científico não pode jamais ser usado para avaliar a real conversão e a obediência aos mandamentos de Cristo. Mateus 15,9: “E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. O que o movimento de crescimento pretende é encontrar o melhor método gerencial para ser utilizado, o movimento usa um esquema de marketing secular, onde um líder dinâmico e convincente procura outras pessoas que sejam dinâmicas e convincentes, estas pessoas recebem os conceitos do líder e o crescimento se desenvolve. Nenhum crente pode negar que o crescimento da igreja é necessário, mas qual crescimento? Material ou espiritual, seguindo líderes carismáticos ou seguindo Cristo? O problema está na definição dos termos: O que é a igreja para estes líderes e o que é a igreja de Deus para os cristãos. Os grandes exemplos do movimento, Billy Graham, Mc Quilkin e Peter Wagner colocam a ênfase da evangelização na vontade do homem, como afirma Peter Wagner: “O objetivo do evangelismo é persuadir homens e mulheres...”. Ora, todos sabem que o objetivo do evangelismo é levar a Palavra, nenhum pregador tem a capacidade de persuadir, somente Deus pode fazer isso. Mateus 23,15: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós! Uma pergunta que fica no ar é a seguinte: Como evangelizar onde os meios justificam os fins, sem uma confissão comum, sem uma base doutrinária estabelecida? O que é evangelização afinal, sentar a pessoa na igreja? A meta estabelecida parece ser a seguinte: Apropriar-se de seus dízimos. Uma meta de crescimento físico não pode substituir uma confissão doutrinária, existe no movimento de crescimento da igreja uma confissão doutrinária comum? A resposta é: Não!