domingo, 11 de março de 2012


Posted: 09 Mar 2012 01:53 PM PST
“Tudo que você precisa é amor” assim canta os Beatles. Se os mesmos tivessem cantando sobre o amor de Jesus, eles teriam dito a verdade. Mas o que muitas vezes a cultura popular chama de amor, não é de todo um amor autentico, é uma fraude, e esta longe de ser “tudo que você precisa” e é algo que deve ser evitado a todo custo.

O apóstolo Paulo trata do mesmo assunto em Efésios 5.1-3: “1 Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados,2 e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus.3 Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça; pois essas coisas não são próprias para os santos.”O recado simples do versículo 2: “e vivam em amor, como também Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus”, resume a obrigação moral do homem cristão, afinal, o amor de Deus é o princípio único e fundamental que define o dever do cristão. 

“Tudo que você precisa é desse tipo de amor”. Também citado em Romanos 13.8-10: “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. Pois estes mandamentos: “Não adulterarás”, “Não matarás”, “Não furtarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: “Ame o seu próximo como a si mesmo” O amor não pratica o mal contra o próximo.

 Portanto, o amor é o cumprimento da Lei.” Gálatas 5.14 ecoa a mesma verdade: Toda a Lei se resume num só mandamento: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Em resumo, o amor é o vínculo da perfeição.Quando Paulo nos ordena a caminhar em amor, o contexto revela em termos positivos, para que sejamos gentis uns com os outros, compassivos e perdoar uns aos outros - Efésios 4.32: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.”O modelo para este amor desinteressado é Cristo, que deu sua vida pra salvar seu povo do pecado“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos.” João 15.13Em outras palavras, o verdadeiro amor é sempre um sacrifício, uma entrega, é misericordioso, compassivo, carinhoso, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades positivas e benevolentes são as que a Bíblia associa ao amor divino (veja 1 Coríntios. 13:4-8).Mas olhe pelo lado negativo, refletido também no contexto de Efésios 5.

 A pessoa que ama verdadeiramente aos outros como Cristo nos ama deve rejeitar todas as formas de falso amor. O apóstolo Paulo cita algumas dessas falsidades. Estes incluem a impureza, imoralidade e ganância (ou cobiça). A passagem continua: Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual como também de nenhuma espécie de impureza e de cobiça. Bem, você pode ter certeza que todo aquele que é sexualmente impuro ou ganancioso (ou seja, um idólatra) não tem lugar no reino de Cristo e de Deus. Não deixe ninguém mentir para você com palavras vãs, porque por estas coisas que a ira de Deus cai sobre os desobedientes. Portanto, não se associe com eles.Imoralidade em nossa geração é o substituto preferido para o amor. O apóstolo Paulo usa a palavra grega porneia, que inclui todos os tipos de pecado sexual.

 A cultura popular está desesperadamente tentando borrar a linha entre a paixão imoral e o amor verdadeiro. Mas a imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, que busca a auto-gratificação, ao invés do bem dos outros.A impureza é outra perversão diabólica do amor. Aqui Paulo usa o termo grego akatharsia, que refere-se a todos os tipos de sujeira. Como porfirias e provocações, características particulares de mal companheirismo.

 Este tipo de camaradagem não tem nada a ver com o amor verdadeiro, e o apóstolo afirma categoricamente que não tem lugar no caminho do cristão.A ganância é outra corrupção do amor que se origina no desejo narcisista de auto-gratificação. É o oposto do exemplo que ele define quando ¨ Cristo se entregou por nós ¨ (v.2). No versículo 5 Paulo compara a ganância com a idolatria. Novamente, isto não tem lugar no caminho do homem cristão, e de acordo com o versículo 5, a pessoa que é culpada por este pecado não tem lugar no reino de  de Deus.

 Tais pecados, como diz Paulo, "não deveria sequer se nomeie entre vós, como convém aos santos" (v.3). Com aqueles que praticam estas coisas, diz ele, seus associados ¨ Não ¨ (V.7). Em outras palavras, nós não estamos mostrando o verdadeiro amor a menos que sejamos intolerantes de todas as perversões populares de amor.Nos dias atuais a maioria das conversas sobre o amor ignora este princípio. Amor esta sendo redefinido como uma ampla tolerância para com o pecado, abraçando o bem e o mal igualmente. Isso não é amor, é apatia. Lembre-se, que a manifestação suprema do amor de Deus é a cruz, onde Cristo ¨Ele nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (V.2). Cristo tornou-se um sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido.

 Longe de perdoar nossos pecados, com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como oferta pelo pecado, para responder a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores.Este é o coração do Evangelho. Deus manifesta o seu amor de uma maneira que confirma sua santidade, justiça e misericórdia, sem compromisso. ¨ O verdadeiro amor não se alegra com o mal, mas se regozija com a verdade ¨ 1 Coríntios13:6. Este é o tipo de amor que somos incentivados a andar.Traduzido e adaptado de “Amor verdadero” -

 John MacArthur (em espanhol) por Carlos Reghine Confira também o novo layout do Blog REFORMANDO-ME