quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Que tipo de amor está faltando?



Certa ocasião uma aluna escreveu, numa redação, que o que falta ao mundo para ser feliz é o amor. Será que falta mesmo o amor no mundo? E a explosão demográfica? A humanidade aumenta a cada dia! Parece-nos que o que está infelicitando o mundo é exatamente excesso de amor. Ama-se livre e desordenadamente. Ama-se animalescamente, irresponsavelmente. Isso é mau.

Claro que o amor de que falava a aluna é o amor em seu mais alto conceito.

O amor sacrifício. O amor por amor ao próprio amor. O amor-sentimento, não o amor-sentido que se dirige unicamente e exclusivamente a um objeto. O que está sobrando no mundo é o amor erótico, sensual, que mais aproxima o homem do animal inferior. 

O que está faltando ao mundo é o amor-reflexo-do-amor-de-Deus que aproxima o homem de sua fonte de origem. É o amor da abnegação, amor ao que não é irmão, ao que não é amigo, ao que não é sequer conhecido.

Jesus Cristo ensinou: "...amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem". Esse é o amor que está faltando para unir os povos do mundo, para dirigir os atos e as atitudes dos governantes em relação aos seus governados.

Isso evitaria que um governante afirmasse que um professor ganha bem quando o último holerite vem marcando o contrário. Esse é o amor que está faltando para acabar com a guerra político-partidário, emperradora do progresso, de situação e oposição em qualquer nação do mundo. O que falta ao mundo é o amor - ágape de João 3:16: "de tal maneira amor ao Deus o mundo que lhe deu Seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pareça, mas tenha vida eterna."

Só esse amor poderá impedir que os jovens se destruam sobre o poder dos entorpecentes, sobre o poder dos vícios, que os animalizam e lhes embotam a razão. Se todos os seres humanos se amassem como no filme "se todos os homens do mundo", ou como Livingstone amou a África ou como Anchieta amou o Brasil, então tudo seria diferente, tudo seria muito melhor.

O erro do homem está em que só sabe amar quem merece ser amado, é os que não merecem são os mais necessitados de amor. Pois se os homens se amarem como irmãos, sentir-se-ão irmãos, as barreiras cairão e a aproximação será mais fácil e mais factível.

Por que o caro leitor não começa o movimento? Ame seu próximo mesmo que ele não seja muito próximo, ou mesmo que ele demonstre não merecer o seu amor. Ame o ser humano, mesmo que ele pouco apresente de humano. O seu amor criará no seu objeto um valor tal que ele mesmo descobrirá isso e, sentindo-se amado, Se sentirá valorizado e, naturalmente se humanizará. Crie valor naquele que você ama.

Você poderá argumentar que isso é muito difícil, mas exatamente por ser difícil é que vale a pena, as coisas fáceis não tem valor. Lembre-se das palavras do apóstolo João: "amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nós amarmos uns aos outros, Deus está em nós e em nós é perfeito o seu amor".