segunda-feira, 25 de maio de 2015

Podem os Anjos Caídos se Arrepender e Ser Perdoados?



Não, os anjos caídos não podem se arrepender [na verdade, nunca terão a mais remota possibilidade de sequer desejar se arrepender, nunca terão a mais remota possibilidade sequer desejar sequer um dos termos de Deus]. Os anjos caídos foram entregues à sua pecaminosa rebelião. Arrependimento é algo concedido por Deus [somente] aos homens 
(“Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, ” (2Tm 2:25 ACF)), e é parte do operar que resulta em salvação, operar este que é a obra exclusivamente de Deus. Anjos não têm nenhuma maneira de ser redimidos, sabemos disso pela Bíblia, porque o padrão de redenção envolve a encarnação de Deus, onde Ele tomou carne de homem e se tornou um homem como nós e morreu para benefício e em lugar de nós os homens. Isto significa que somos capazes de ser resgatados pelo sacrifício de Cristo, o Deus em carne (“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1:1 ACF);    “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1:14 ACF)    “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;” (Cl 2:9 ACF)). Mas não existe nenhuma semelhante obra redentora à disposição do reino dos anjos caídos. Portanto, não há nenhuma regeneração possível (nem possibilidade de mudança da situação caída, dos demônios), o que significa que não há nenhuma possibilidade de nenhum arrependimento por parte dos anjos caídos.

A Bíblia fala de anjos eleitos ou anjos escolhidos. 
“Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. ” (1Tm 5:21 ACF)Assim, podemos ver que há anjos escolhidos. Isso provavelmente significa que Deus elegeu alguns anjos [2/3 deles] para não caírem na grande rebelião espiritual que houve [poucos dias] depois da criação do mundo. Uma vez que eles foram escolhidos para não cair, isto provavelmente teve um propósito: servirem a Deus. Nós, como seres humanos, não fomos escolhidos por Deus para não cair, mas fomos escolhidos para ser resgatados (2 Tessalonicenses 2:13; Efésios 1:4-5).

Assim, os anjos caídos não têm a menor possibilidade de se arrepender, ser salvos, e passar a eternidade com Deus. Eles conheceram a Deus no reino espiritual, O rejeitaram, e vão enfrentar o Seu justo castigo.

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Poderão os Anjos Fiéis a Deus [na Revolta de Satanás] Cair, Pecar, Tornarem-se Perdidos?


Em 1 Timóteo 5:21 (
“Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade. ” (1Tm 5:21 ACF)), os anjos são chamados de "eleitos". Isto sugere que, uma vez que optaram por permanecer fiéis a Deus e nunca a Satanás, a decisão deles é permanente. À medida que eles continuam a servir a Deus eles estão "confirmados em santidade." Louis Berkhof explica desta forma: "É evidente que Os anjos receberam uma graça especial de perseverança, pela qual foram confirmados em sua posição." Devido a esta graça, os santos anjos são incapazes de pecar, e sua alegria é amar a Deus de todo o coração e servir-Lhe sempre, de todo coração.
Leiamos Ap 21:12  “E tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.” (ACF). Na eternidade futura, a cada momento 12 dos milhões de milhões de anjos eleitos, os santos anjos fiéis a Deus, atuarão como guardiões dos 12 portões da Nova Jerusalém.

Agora, leiamos He 12:22 “Mas vós chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos;” (ACF)
Portanto, na eternidade futura, a Nova Jerusalém será o um só destino e localização dos santos anjos e o dos homens salvos de todos os tempos e que terão seus corpos glorificados e que não mais casarão nem serão dados em casamento. “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu.” (Mt 22:30 ACF).
O destino eterno dos homens salvos e dos santos anjos é um só: nenhum elemento dos dois grupos poderá jamais, nem por 1 segundo nem 1 grau, deixar de crer, amar, adorar e servir ao Deus Triúno, de todo seu coração e alma e entendimento e forças.

Por outro lado, o destino eterno dos homens perdidos e dos anjos caídos também é um só: no Lago de Fogo de sofrimento literal, eterno, consciente, inescapável, então, do modo como será com os homens perdidos também será com os anjos caídos: nenhum elemento dos dois grupos poderá jamais, nem por 1 segundo nem 1 grau, deixar de descrer, odiar, blasfemar, desobedecer e estar em revolta contra o Deus Triúno, de todo seu coração e alma e entendimento e forças.


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Podemos nós Usar o Argumento do Silêncio Nesses dois Assuntos?



Nem sempre é válido um "argumento baseado no silêncio" (que alega que uma coisa é verdade porque a Bíblia nunca explicitamente afirma o contrário"). Por exemplo, não é válido se dizer que "na eternidade teremos dois queixos porque a Bíblia nunca explicitamente diz que não teremos." Mas quando uma coisa é o óbvio ou natural de se pensar (quer pela sadia lógica, ou pelos muitos exemplos semelhantes na Bíblia, ou por coerência com outras doutrinas clara e firmemente estabelecidas pela Bíblia interpretada literalmente dentro de suas dispensações e contextos), e quando a Bíblia silencia em estabelecer o oposto a ela, e este oposto é tão extraordinário que o bom senso indica que, se pudesse ocorrer, seria de se esperar que Deus o tivesse revelado na Bíblia, então o argumento do silêncio pode ser usado e tem enorme força. Por exemplo, nunca é explicitamente dito que na eternidade teremos múltiplos queixos, mas ter múltiplos queixos só é possível se tivermos muitas bocas com seus dentes e línguas, e isto é algo tão não natural, tão estranho, tão chocante, que podemos dizer que, se pudesse ocorrer, Deus nos teria dito na Sua Palavra, e podemos, sim, usar o argumento do silêncio para afirmarmos o contrário, isto é, que, na eternidade, continuaremos a ter, cada um de nós, um só queixo.

De modo semelhante, a Bíblia nunca, jamais, abre a menor sombra de possibilidade de um anjo caído se arrepender e ser salvo, e aprendemos que salvação só é possível pelo derramamento do sangue de um representante perfeito (sem pecado) da raça do pecador (Deus tendo encarnado como um exemplar daquela raça e morrendo em benefício e em lugar dela), e anjos não têm corpo, portanto não podem morrer, não podem derramar sangue que não têm, etc., portanto podemos concluir, mesmo pelo argumento do silêncio, que nenhum anjo caído têm, jamais, a menor possibilidade de se arrepender e, ainda mais, de ser salvo.

Por outro lado, a Bíblia nunca, jamais, abre a menor sombra de possibilidade de um santo anjo fiel a Deus cair, e podemos concluir, mesmo pelo argumento do silêncio, que isso jamais ocorrerá com nenhum deles, pois o bom senso indica que, se pudesse ocorrer, seria de se esperar que Deus o tivesse revelado na Bíblia.




Matt Slick
(traduzido, adaptado e expandido por Hélio)