domingo, 6 de janeiro de 2013

Surpresa absoluta




Embora as Escrituras levantem a cortina e nos deixem enxergar algumas das extraordinárias bênçãos futuras, ainda haverá muita surpresa pela frente. Estamos cientes de que haverá novos corpos. O atual corpo corruptível será transformado num corpo incorruptível. O atual corpo mortal será revestido de imortalidade (1 Co 15.53).

Estamos cientes de que haverá novos céus e nova terra, onde habita a justiça, pois os céus e a terra que agora existem serão desfeitos pelo fogo (2 Pe 3.13).

Estamos cientes de que Deus enxugará dos olhos toda lágrima:“não haverá mais morte, nem lamento, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem passou” (Ap 21.4).

Estamos cientes de que a comunhão com Deus será perfeita, integral, intensa e contínua, pois Ele mesmo habitará conosco (Ap 21.3).

Estamos cientes de que na nova ordem já não haverá imagens confusas nem mistério algum a respeito de Deus, pois conheceremos plenamente todas as coisas (1 Co 13.12).

Por serem situações absolutamente novas, das quais não temos nenhuma experiência pessoal, nem sempre penetramos a fundo nessas bem-aventuranças escatológicas. 

Muito do que aconteceu a partir da encarnação de Jesus era surpresa absoluta para os crentes da velha aliança, que viveram muito antes do advento do Messias. Assim também, o último desenrolar da redenção há de trazer muita surpresa para os crentes da nova aliança.

A citação que Paulo faz, talvez do livro de Isaías (64.4), na Primeira Epístola aos Coríntios é válida em qualquer ocasião:“Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma concebeu o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9, NVI). Olhos não veem agora, ouvidos não ouvem agora e mentes não pensam agora as bênçãos sucessivas que estão à nossa espera.

Em outra passagem, Paulo escreve: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18, NVI).


Existe uma escalada que ainda não se completou:“Estamos sendo transformados com glória cada vez maior” (2 Co 3.18, NVI). Daí esta outra declaração: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4.17). O último patamar dessa escalada é a total recuperação da imagem e semelhança de Deus perdida por ocasião da queda: “Ele [Jesus] transformará nossos corpos humilhados, para serem semelhantes a seu corpo glorioso” (Fp 3.21, NVI).

Retirado de “Pastorais para o Terceiro Milênio” (Elben César). Editora Ultimato, 2000.