domingo, 7 de dezembro de 2014

Defendendo a Expiação Definida (Limitada)




Objeções respondidas[1]

As grandes objeções à expiação limitada são baseadas em considerações textuais e práticas. As objeções textuais incluem o seguinte:

1. Textos em que a palavra mundo é usada para descrever os objetos da morte da morte de Cristo, como em João 3:16 e 1 João 2:2: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo”.

2. Textos em que a palavra todos é usada para descrever os objetos da morte de Cristo, como em 2 Coríntios 5:15, “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”, Romanos 8:32, “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?”, e 1 Timóteo 2:4-6, que fala de Cristo dando a si mesmo como um “resgate por todos”.

3. Textos que parecem indicar que alguns por quem Cristo morreu podem perecer. Um texto, é Romanos 14:15: “Mas, se por causa da comida se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem Cristo morreu” Outra, 2 Pedro 2:1, em que o apóstolo fala de falsos mestres que negam o Senhor “que os resgatou”.

Quando estes textos são tratados com cuidado e honestidade, considerando seu contexto e a intenção do autor e comparando a Escritura pela Escritura, problemas aparentes são quase sempre prontamente resolvidos.[2] Por exemplo, a palavra grega para o mundo (kosmos) pode ter vários significados nas Escrituras. Às vezes, ela se refere aos eleitos do mundo, significando ambos os judeus e gentios; às vezes, refere-se ao público que cercava Cristo, especialmente os judeus; por vezes, se refere a todos os tipos de pessoas, tais como reis e súditos; às vezes, se refere à humanidade sob o justo juízo de Deus ou ao reino das forças do mal, tanto angelicais como humana, relacionados com a terra; às vezes, ele se refere à criação, ou a própria terra, ou, no sentido clássico, a um universo ordenado, e às vezes ela, simplesmente, se refere a um grande número de pessoas.[3]

Quanto a textos específicos, João 3:16 não reflete sobre a extensão da expiação; em vez disso, a chave para João 3:16 está no propósito do versículo 17: a fim de que “o mundo através dele pudesse ser salvo.” Mundo não está se referindo a todos, mas ao mundo sob julgamento e condenação. B. B. Warfield diz que kosmos não é usado em João 3 para sugerir que o mundo é tão grande que é preciso uma grande dose de amor para envolvê-lo, mas que o mundo é tão ruim que é preciso um tipo grande de amor para amá-lo em tudo, e muito mais para amar como Deus amou-o quando ele deu o seu Filho pelos pecadores.

Em 1 João 2:1-2, o apóstolo está dizendo que a defesa de Cristo diante de Deus é tão completa que é suficiente para os pecados do mundo. Ele também está dizendo que o sacrifício que Cristo fez não foi só para os judeus ou para um pequeno grupo de crentes do primeiro século, mas para as pessoas de toda tribo, língua e nação através de todos os tempos. John Murray fala sobre o universalismo étnico do evangelho mostrando que aqueles por quem Cristo morreu estão espalhados entre todas as nações. Abraham Kuyper mostra que a palavra grega traduzida "para" (peri, não hiper) significa “apropriado para” ou “com relação a”. Assim, o significado do grego pode ser que Jesus é a propiciação suficiente que nós e o mundo inteiro necessitamos - ou, da mesma forma que Jesus é a nossa propiciação, assim o mundo inteiro necessita desta mesma propiciação.[4]

Quanto aos textos que usam a palavra todos, 2 Coríntios 5:14-15 usa todos no contexto da unidade da morte e ressurreição. Cristo ressuscita para aqueles em união com ele, por isso, sua morte deve ser pensada naqueles mesmos termos.[5] Mesmo a frase “entregou por todos nós”, em Romanos 8:32 está no contexto da pré-ordenação de Deus do seu povo (vv. 28-30) e da intercessão de Cristo para com os eleitos (vv. 33-39). As palavras “Resgate por todos” em 1 Timóteo 2:4-6 estão claramente definidas no contexto de orações que estão sendo oferecidas para todos os tipos de pessoas (vv. 1-2). Desde que a palavra todos nem sempre signifique todos os indivíduos pela linguagem grega ou inglesa, não há razão para concluir que todos nos versículos 4 e 6 se refere a cada pessoa.

E sobre os textos que parecem falar de crentes que caem da fé? O contexto de Romanos 14:15 mostra que o apóstolo não está falando de um irmão por quem Cristo morreu apostatando-se da fé por completo, mas de alguém que se sentiu esmagado por um companheiro cristão que se tornou tal como uma pedra de tropeço na sua vida de fé e que iria começar a percorrer o caminho que leva à destruição. E 2 Pedro 2:1, provavelmente, se refere a falsos mestres que tinham sido membros nominais da igreja, mas que em suas ações, estavam negando o Salvador que uma vez professaram, mas que nunca conheceram de verdade. Eles podem ter tido uma fé histórica, ainda que temporária e milagrosa, mas nunca possuíram a verdadeira fé salvadora[6], por eles rejeitarem o Salvador e “tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados” (1 Pedro 2:8). Certamente, Cristo não resgatou os que foram ordenados para serem desobedientes!

A maioria das principais objeções práticas para a expiação limitada pode ser resumida em duas perguntas:

Como pode a expiação ser gloriosa se for limitada a alguns? Esta questão, realmente, tem dois aspectos. O primeiro é a falsa ideia de que Cristo morreu por um pequeno remanescente de pessoas. Ambos, os Cânones de Dort e a Segunda Confissão Helvética, rejeitam essa conclusão com base em passagens bíblicas que dizem que o céu vai abrigar uma grande multidão de pessoas redimidas que nenhum homem pode contar, de toda espécie, tribo, língua e nação (Ap 7 :9-17).[7]

O segundo aspecto é a falsa ideia de limitação na expiação. Como Charles H. Spurgeon mostrou, é o arminiano e não o calvinista que limita a redenção de Cristo:
Os Arminianos dizem: Cristo morreu por todos os homens. Pergunte a eles o que eles querem dizer com isso. Cristo morreu para assegurar a salvação de todos os homens? Eles dizem: Não, certamente não. Fazemos a seguinte pergunta: Cristo morreu, de modo a assegurar a salvação de qualquer homem em particular? Eles respondem: “Não”. Eles são obrigados a admitir isso se eles são consistentes. Eles dizem: “Não, Cristo morreu para que qualquer homem pudesse ser salvo se” - e então, seguem-se determinadas condições de salvação. Dizemos, então, que nós iremos voltar ao Velho Testamento – Cristo morreu para que uma incerteza garantisse a salvação de alguém? Você deve dizer “não”. Então, você é obrigado a dizer que para você, mesmo depois que um homem foi perdoado, ele ainda pode cair da graça e perecer. Agora, quem é que limita a morte de Cristo? Por que, você. . . Você é bem-vindo à sua própria expiação; você pode mantê-la. Nós nunca vamos renunciar a nossa pela segurança que há neste argumento.[8]

O calvinista ensina que a salvação é certa para cada homem, mulher, adolescente, menino ou menina que vem ao Senhor Jesus Cristo. Ninguém deve ser lançado fora (João 6:37). O calvinista diz: “Em sua expiação, Jesus construiu uma ponte entre as profundezas da minha depravação para Deus e o céu, e, através do envio de seu Espírito, vai trazer cada pecador, para quem a ponte foi colocada, ao caminho da glória”. Esta declaração é a essência do evangelho. Deus não vai falhar em reunir cada um de seus eleitos. Não haverá lugares vazios no céu.

Os arminianos dizem que a expiação só faz a salvação ser possível. Ao fazer isso, eles limitam muito a eficácia do sangue do Filho de Deus que foi derramado. Um arminiano coloca desta forma: “A expiação seria tão eficaz e gloriosa a Deus se o pecador, alguma vez, se apropriar dela”. Na visão arminiana, a expiação criou a possibilidade de salvação, mas os homens devem completar a ponte, exercendo seu próprio livre-arbítrio.[9]

Como você pode pregar o evangelho a todos os homens sem distinção, se Cristo não morreu para salvar a todos? Em outras palavras, se você não pode chegar a um pecador e dizer: “Cristo morreu por você”, como você pode pedir para ele acreditar no Senhor Jesus Cristo? O Calvinismo enfraquece o zelo evangelístico? Deixe-me oferecer três respostas. Primeiro, o conteúdo do evangelho não é dizer às pessoas que Cristo morreu por esta ou por aquela pessoa específica. Não há um exemplo na pregação do livro de Atos, privada ou pública, onde o evangelho apostólico diz que Cristo morreu para um indivíduo específico. O evangelho diz que Deus enviou seu Filho, que viveu, morreu e ressuscitou. Essa é a salvação adequada para o mais vil dos pecadores, pois a promessa é: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo”.

Segundo, a visão calvinista da expiação garante o sucesso da evangelização. O eleito será salvo, infalivelmente, através da pregação do evangelho, pois Deus determinou que assim seria através da aliança eterna da redenção estabelecida entre as pessoas da Trindade. Em sua soberania, graça e amor, o Pai escolheu certas pessoas (Rm 9:11-13; Ef 1:4) a quem ele deu o seu Filho (João 6:37, 39; 17:6, 24) que, por sua vez, comprometeu-se a realizar a redenção, obedecendo, perfeitamente, os preceitos da lei moral de Deus representando-os (obediência ativa) e pagando a penalidade devida por eles pela desobediência à lei (obediência passiva). Assim, Deus pode ser justo e justificador dos que creem em Jesus (Romanos 3:26). Sob a aliança trinitária, o Espírito é enviado ao mundo pelo Pai e pelo Filho (João 15:26; 16:5-15) para aplicar a obra salvadora de Cristo aos eleitos.

Precisamos lembrar que a vontade pactual e decretiva de Deus é eficaz e que os propósitos de Deus são realizados. A expiação de Cristo é a obra que ele comprometeu-se desde a eternidade. A expiação definida flui para o propósito eletivo de Deus e uni-se, totalmente, com outras doutrinas da Cristologia que se baseiam na eternidade, tais como: as doutrinas de Cristo como o segundo Adão, o seu trabalho sacerdotal e o seu papel no pacto.

O conhecimento de que os eleitos serão reunidos pelo segundo Adão (João 17:12; Rm 5:12-19) faz os calvinistas ousados no evangelismo. Eles, também, são pacientes, sabendo que Deus vai salvar os pecadores no seu tempo e através do trabalho sacerdotal de Cristo (Isaías 55:10-11). Eles são zelosos, sabendo que a glória de Deus virá (1 Coríntios 1:27-31) e piedosos, sabendo que apenas ele pode e irá realizar a salvação como um Senhor sempre fiel e mantenedor do pacto (Ef 2: 1-10).[10] Quase todos os grandes e zelosos evangelistas desde a Reforma do século XVI ao início do século XIX, antes de Charles Finney (1792-1875), se comprometeram com a expiação definida enraizados nesta teologia da aliança centrada em Deus. Será que alguém ousaria dizer que George Whitefield faltou em zelo evangelístico na sua pregação do evangelho? Alguém diria o mesmo de Charles Spurgeon, William Carey, David Brainerd, Jonathan Edwards ou Asael Nettleton? Cada um desses grandes evangelistas criam em uma concepção definitiva da obra expiatória de Cristo e corajosamente anunciavam Cristo como o Salvador oferecido gratuitamente a todos aqueles que se arrependiam e criam.[11]

Terceiro, enquanto não podemos compreender plenamente, com nossas mentes finitas, como conciliar uma expiação limitada e definitiva pelo sangue todo-suficiente de Cristo e um convite universal para crer, assim como é o padrão das Escrituras e a maneira de Deus (João 6:37-40). Além disso, uma vez que a expiação não é limitada em si mesmo, ainda que seja no seu objetivo, e uma vez que a promessa é que todos que, pela fé verdadeira, venham a Cristo para a salvação certamente serão salvos (Rm 10:13), a expiação limitada não é incompatível com a chamada universal à fé.

Esta é também a posição dos Cânones de Dort. Afirmando que o sangue de Cristo é derramado efetivamente apenas para aqueles “que foram desde a eternidade escolhidos para a salvação e dados a Ele pelo Pai” (Capítulo II, Art 8), os Cânones aconselham:
A promessa do Evangelho é que todo aquele que crer no Cristo crucificado não pereça, mas tenha vida eterna. Esta promessa deve ser anunciada e proclamada sem discriminação a todos os povos e a todos os homens, aos quais Deus em seu bom propósito envia o Evangelho, com a ordem de se arrepender e crer. (Cap. II, Art 5).

Roger Nicole diz que o nosso grande problema em entender expiação definida é que pensamos que condições similares são necessárias para uma oferta sincera de qualquer espécie, isto é, Cristo teria que ter morrido por cada pessoa que fosse oferecida a salvação Nele. Nicole diz que esta premissa é falsa, mesmo em assuntos seculares:
Por exemplo, os anunciantes que oferecem produtos nas páginas de um jornal não esperam que se exijam deles um estoque nas mesmas condições dos números de circulação do jornal. Realmente, o único requisito para um convite sincero é este - que, se as condições forem cumpridas, aquilo que é oferecido será realmente concedido.[12]

Jesus diz: “Aquele que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora” (João 6:37). Ao contrário das lojas com estoque limitado, o estoque de Jesus nunca se esgota.

William Symington argumenta da mesma forma:
Afirmamos que o sacrifício do Senhor Jesus possuía um valor intrínseco suficiente para a salvação de todo o mundo. Neste sentido, foi suficiente para o resgate de cada ser humano... O valor da expiação de Cristo que nós asseguramos é, no sentido mais estrito do termo, infinito, absoluto, todo-suficiente... Este todo-suficiente é o que estabelece as bases para a universalidade irrestrita do chamado do evangelho... [13]

Symington conclui:
Deixem os pecadores, em toda parte, conhecerem que se eles perecem, não é porque não há mérito suficiente em Cristo para atender a todas as exigências da lei e da justiça contra eles. Deixe-os voltar e aceitar o chamado urgente, sincero e singular para a vida e a salvação, por mera gratuidade da parte de Deus: “Quem quiser, tome a água da vida”.[14]

Se, pela graça, você toma esta água da vida, você será salvo. Nenhum daqueles que creram no Senhor Jesus Cristo jamais pereceram. A mensagem do evangelho é: “A ponte está concluída. Cristo irá permitir-lhe colocar o seu peso sobre ele, e ele vai levá-lo em toda a extensão. Ele recebe todos os que vêm. Confie nele”.

Sem a fé, a expiação de Cristo não nos é agradável. Nós somente experimentamos os benefícios da realização de Cristo quando nós, com as nossas mãos vazias, aceitamos Cristo. A boa notícia é que a expiação foi alcançada antes que nós exercêssemos a fé (Romanos 5.5-11). A reconciliação está lá para ser recebida; e pela graça, nós recebemos, quando Cristo, pelo Espírito Santo, nos atrai para si.

Redimidos pelo Sangue Precioso

O Arminianismo e o Calvinismo estão baseados em diferentes premissas. Os calvinistas acreditam em uma expiação definida, no qual afirma que Jesus Cristo realmente resgatou todos que ele pretendeu resgatar através da sua morte vicária. Como Tom Ascol diz:
Assim como o sumo sacerdote, sob a antiga aliança, usava os nomes das doze tribos de Israel em seu peitoral ao executar o seu serviço sacrificial, o nosso grande Sumo Sacerdote, sob a nova aliança, tinha os nomes do Seu povo inscrito no seu coração, sendo assim Ele ofereceu a Si mesmo como um sacrifício para seus pecados.[15]

Ninguém que pertence a Cristo será perdido.

Nicole disse, várias vezes, que quando calvinistas declaram que acreditam numa expiação limitada, arminianos podem proclamar uma expiação ilimitada, mas quando calvinistas proclamam uma expiação definida, nenhum arminiano quer reivindicar uma expiação indefinida.[16] Apesar de expiação definida ou redenção particular serem expressões melhores que expiação limitada, não nos esqueçamos de que cada calvinista e arminiano, na verdade, acredita em uma expiação limitada. Como Ascol ressaltou: “a visão arminiana, alegando que a expiação é ilimitada em sua extensão, é forçada a concluir que ela é limitada em sua eficácia. Ele não conseguiu realizar o seu propósito universal”.[17] Spurgeon, também, descreve esta falha:
Muitos religiosos... acreditam em uma expiação para todos, mas então, sua expiação é somente isso. Eles acreditam que Judas foi perdoado assim como Pedro, pois eles acreditam que os condenados no inferno eram tanto um objeto de satisfação de Jesus Cristo como o salvo no céu; e apesar de não dizerem em palavras adequadas, mas é o que significa por uma inferência justa, que, no caso de multidões, Cristo morreu em vão, pois Ele morreu por todos, eles dizem; e ainda assim foi ineficaz na Sua morte por eles, porque apesar do fato de que Ele tenha morrido por eles, eles estão condenados para sempre.[18]

Falando como Spurgeon, nós, os calvinistas, podemos dizer aos nossos amigos arminianos: “Você é bem-vindo à sua expiação; você pode mantê-la. Nós nunca vamos renunciar a nossa pelo amor a ela”, pelo fato de que nós precisamos de um Salvador que realmente salva (Mateus 1:21) com uma redenção que realmente redime pelo “...precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós; e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus. (1 Pedro 1:19-21).
Sustentando a vergonha e o rude escárnio,No meu lugar condenado Ele estava; Selei o meu perdão com Seu sangue: Aleluia! Que Salvador! - Philip Bliss Paulo

A expiação de Cristo não falhou parcialmente, mas foi totalmente bem-sucedida. Jesus nunca falha!

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Notas:
[1] See also the author's article 'Definite Atonement' on the Banner of Truth website.
[2] John Gill, Body of Divinity (Grand Rapids: Sovereign Grace Publishers, 1971), 467–475; John Owen, The Works of John Owen, 10:316-421; John Murray, Redemption Accomplished and Applied, (Edinburgh: Banner of Truth, 2009 edition), 51–53; A. W. Pink, The Satisfaction of Christ, 253–66.
[3] Vine’s Expository Dictionary of New Testament Words (Nashville: Thomas Nelson, 1985), 233–234; and Duane Edward Spencer, TULIP: The Five Points of Calvinism in the Light of Scripture (Grand Rapids: Baker, 1979), 36–37.
[4] Abraham Kuyper, Particular Grace: A Defense of God’s Sovereignty in Salvation (Grandville, Mich.: Reformed Free Publishing, 2001), 23–33.
[5] Herman Ridderbos, Paul: An Outline of His Theology (Grand Rapids: Eerdmans, 1975).
[6] For helpful exegetical considerations, see Letham, The Work of Christ, 240–45.
[7] See the Conclusion of the Canons and the Second Helvetic Confession, chap. 10, 'We must hope well of all, and not rashly judge any man to be a reprobate' (Schaff, Creeds of Christendom, 3:848).
[8] Charles H. Spurgeon, 'Particular Redemption,' in The New Park Street Pulpit (1858; reprint, Grand Rapids, MI: Baker Books, 1994), 4:135; quoted in J. I. Packer's Introduction to John Owen, The Death of Death in the Death of Christ (Edinburgh: Banner of Truth Trust, 1959), note page 14.
[9] Cf. Pink, Atonement, 244.
[10] See Letham, The Work of Christ, 234–37.
[11] Shedd, Dogmatic Theology, 2:482–89; J. I. Packer, Evangelism and the Sovereignty of God (Downers Grove, Ill.: InterVarsity, 1961).
[12] Roger Nicole, Evangelical Theological Society Bulletin (Fall 1967): 207.
[13] William Symington, The Atonement and Intercession of Christ (Grand Rapids: Reformation Heritage Books, 2006), 185–86.
[14] Ibid.
[15] Thomas K. Ascol, 'For God So Loved the World,' Tabletalk, 29, no. 9 (September 2005):16.
[16] Roger Nicole, 'The "Five Points" and God’s Sovereignty,' in Our Sovereign God, ed. James Boice (Birmingham, Ala.: Solid Ground Christian Books, 2008), 32–33.
[17] Thomas K. Ascol, 'For God So Loved the World,' 17.
[18] Charles Spurgeon, New Park Street Pulpit (Pasadena, Tex.: Pilgrim Publications, 1975), 4:70.
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Fonte: Banner of Truth
Tradução: Eric N. de Souza