quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ordem


"Não vos ensina a mesma natureza...?" (1 Co 11:14). Este versículo tem uma aplicação bastante ampla. Deus, em Sua sabedoria, colocou grandes diferenças, físicas, mentais e emocionais, na elaboração do homem e da mulher. Ele tornou claro que desejou fazê-los distintos, porém para que se complementassem.
O porte, a força e o caráter emocional do homem contrasta com a graça, amabilidade e agilidade mental naturais à mulher. O próprio fato de a mulher ter sido tirada do homem (Gn 2:23) prova sua igualdade. Ela não é um ser inferior, mas uma igual - uma auxiliadora. Entre um homem e outro há similaridade; entre o homem e a mulher há igualdade, mas com diversidade. 
O fato de a mulher haver sido tirada do homem proclama o senhorio que Deus deu ao homem, bem como o privilégio da mulher em conceder ao homem o lugar que Deus lhe deu. Moralmente, o homem e a mulher são iguais, porém, posicionalmente, o homem é a cabeça.
As Escrituras estabelecem claramente: "Porque o varão não provém da mulher, mas a mulher do varão. Porque também o varão não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do varão... Todavia, nem o varão é sem a mulher, nem a mulher sem o varão, no Senhor. Porque, como a mulher provém do varão, assim também o varão provém da mulher, mas tudo vem de Deus." (1 Co 11.8-9,11-12). Com que primoroso cuidado a verdade é apresentada, e quão equilibrada é!
Tudo isso tem como objetivo ilustrar a relação que existe entre Cristo e a Igreja. Em Efésios 5 é apresentada a relação entre o marido e a esposa. Deve a esposa submeter-se ao marido? Sim, deve fazê-lo com base no fato de que "o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja" (Ef 5:23). Devem os maridos amar suas esposas? Sim, até mesmo "como Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela" (Ef 5:25). Deve o marido deixar seu pai e sua mãe e se unir à sua esposa como uma só carne? Somos lembrados de que "grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja" (Ef 5:32).

O leitor verá que, desde o princípio, o lugar da mulher na natureza tipifica o seu lugar em graça e é uma figura da relação que a Igreja tem com Cristo. Quão maravilhoso é!