sábado, 2 de novembro de 2013

Dignidade do Púlpito


Gostaria de fazer algumas considerações em torno da palavra Púlpito. O dicionário registra púlpito comoTribuna Sacra onde se prega a mensagem do evangelho. O dicionário define Tribuna como: lugar elevado de onde falam os oradores; corresponde ao púlpito reservado aos oradores sacros, ou pregadores sacros. Do latim Tribuna.

No inicio era propriamente o montículo, o cômoro de terra de onde o chefe de uma tribo falava aos que estavam sob seu comando. Então o púlpito nas Igrejas deve ser o lugar mais importante e o que merece maior reverência, pois é nele que os sacerdotes transmitem suas mensagens baseadas na Bíblia, para os cristãos, a Palavra de Deus. 

Para ocupar o púlpito de uma igreja tem que ser pessoa qualificada, pessoa que mereça a aceitação do auditório, no caso, a igreja propriamente dita, como digno que é da Palavra que é pregada no púlpito.

O púlpito, que serve para se pregar uma boa nova (evangelho) não pode ser ocupado pelas "piores" pessoas. O púlpito não é palanque para comícios políticos. É preciso ter muito cuidado, principalmente quando se aproximam as eleições. Para os candidatos vale tudo. Até se fazer de "irmãos" de comunidades religiosas a que eles, na realidade, não pertencem.

Os pastores não podem ser ingênuos a ponto de ceder os seus púlpitos para exploração política, se não devem ser ingênuos, muito menos de má fé e tirar proveito desse fato. Púlpito não é lugar para se receber benefícios, é lugar, isto sim, de se distribuir os benefícios dos ensinamentos de Jesus Cristo, através de uma palavra firme e irrefutável, baseada só no evangelho.

Eu me lembro de quando assumi o pastorado da Igreja Presbiteriana de Itararé, no dia em que celebrávamos um culto de ação de graças pelo aniversário da cidade, eu cheguei ao templo e vi que havia no púlpito sete cadeiras onde normalmente há três, para o caso de o pastor querer levar com ele ao púlpito um ou dois presbíteros. 

Eu tirei quatro cadeiras e deixei as três de praxe. Logo chegou um presbítero e me perguntou quem tinha tirado as cadeiras de lá. Eu lhe respondi que era melhor descobrir quem tinha posto as cadeiras lá.

Então ele me disse que era costume, em ocasiões especiais, convidar as autoridades locais para acompanharem o pastor ao púlpito. Eu lhe disse então que aquele costume estava desaparecendo a partir daquele momento. 

Expliquei que, por maiores que sejam os méritos de uma autoridade, por mais probo que seja o cidadão, ele não está autorizado a ocupar o púlpito de uma igreja. Toda e qualquer autoridade cessa quando se entra num templo onde quem deve imperar majestosamente é o Rei dos reais e Senhor dos senhores, o Senhor Jesus Cristo. 

A cessão do púlpito, para qualquer pessoa não qualificada para isso, é profanar o sagrado. Na realidade a verdade é que a missão do púlpito é sacralizar o profano. O caro presbítero entendeu e até pediu desculpas.

Finalizando gostaria de fazer um apelo aos colegas pastores. Não vulgarizem os seus púlpitos. Dignifiquem-no com mensagens genuinamente evangélicas e com posturas compatíveis com a dignidade que o púlpito merece.

Pr. Samuel Barbosa