quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um dos alvos de nossas orações - Jonathan Edwards

1703 - 1758

...A Escritura, em geral, não nos dirige nem nos encoraja a orar só e, acima de tudo, pelo Espírito Santo; porém, a expressa vontade revelada de Deus é que sua igreja esteja em oração intensa a favor de um glorioso derramar do Espírito,que se dará nos últimos dias, e por aquilo que deve ser realizado por ele. 

Ao falar desse abençoado evento (Ez 36), Deus, sob a figura de "purificar a casa de Israel de todas as suas iniquidades, lavrar a terra e os lugares desertos,fazendo-os como o jardim do Éden e multiplicando-lhes os homens como um rebanho,o rebanho de santos,o rebanho de Jerusalém nas suas festas solenes", diz "Assim diz o Senhor Deus: Ainda nisto permitirei que seja eu solicitado pela casa de Israel" (Ez 36:37). O significado disso é, sem dúvida, que Deus quer que a disposição extraordinária de seu povo para orar por essa graça proceda à concessão dela. 

Desconheço outro lugar na Bíblia em que se produza uma expressão tão incomum com o significado de "importunar" em oração quanto a que é usada em Isáias 62:6,7: "Vós,os que farei lembrado o Senhor,não descanseis,nem deis a ele descanso até que restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra". 

Que frase forte; que chamado eloquente à igreja de Deus para clamar ao Senhor com oração fervorosa e incessante por tão grande misericórdia. Maravilhosas são as palavras usadas quanto ao modo em que os vermes do pó devem se dirigir ao Alto e Sublime que habita a eternidade. 

E que encorajamento temos aqui para nos aproximar do trono da graça com grande liberdade, humilde ousadia, fervor, constância e plena certeza de fé, procurando obter de Deus esse magnífico favor que pode ser buscado na oração cristã."...

Jonathan Edwards - A Busca do Avivamento - Editora Cultura Cristã, p.68