quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aos homens está ordenado morrer uma só vez




E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo - Hebreus 9.27

Há algum tempo atrás, assistindo a um programa noturno muito famoso, uma das nossas ilustres escritoras brasileiras, Rachel de Queiróz, primeira mulher Presidente da Academia Brasileira de Letras, quando entrevistada, respondendo sobre o morrer fez uma afirmação muito triste de que ela diariamente pensava sobre a morte, mas que não tinha nenhum mestre para prepará-la para tão importante momento. 

A morte de cada ser humano é uma realidade e podemos observar naquilo que escreveram importantes personalidades. Citando apenas dois:

  • O famoso escritor e pastor Thomas Brooks escreveu que “Tantos quantos são os poros da pele, tantas são as janelas pelas quais a morte pode entrar”.
  • E William Gurnall diz que: “Correr da morte é tão impossível quanto correr de nós mesmos”.

O texto bíblico que lemos para nossa meditação nos fala de maneira clara a realidade pela qual cada um de nós, terá de passar, pois a morte é um acontecimento de suma importância, em nossas vidas, como o foi o nosso nascimento.

O que poderemos aprender com o versículo 27 deste capítulo que nos diz que, “aos seres humanos está ordenado morrerem uma só vez?”. Como será a morte de cada um de nós?

Raquel de Queiroz disse que não tinha nenhum mestre para prepará-la para esse momento. Nós, como cristãos temos o NOSSO SENHOR JESUS E SALVADOR JESUS CRISTO que disse ser a RESSURREIÇÃO E A VIDA: Quem crer em mim, ainda que esteja morto, VIVERÁ.

Portanto, observemos o que nos ensina a Sua santa e bendita PALAVRA sobre a MORTE:

1 – EM PRIMEIRO LUGAR, SABEMOS QUE SERÁ UM ENCONTRO FÍSICO

Milhares de pessoas morrem diariamente. O Rev. Enéias Tognini, em um dos seus preciosos folhetos evangelísticos, escrito há algumas décadas atrás, disse que “a cada segundo morrem 3 pessoas; a cada minuto 180 pessoas; a cada hora 10.800 pessoas e a cada dia 259.200 pessoas”. 

Estes são dados estatísticos oferecidos pela ONU há mais de quarenta anos atrás. Imaginem hoje!

Isso significa que, enquanto você está lendo este texto, milhares de pessoas acabaram de partir para a eternidade. Portanto, sendo um Encontro Físico sabemos que: 

a) Este dia está reservado para cada pessoa: 
No Salmo 139.16 lemos o seguinte: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda”. 

b) A vida é EFÊMERA e a morte é CERTA: 
Moisés, no Salmo 90.9 diz: “Pois todos os nossos dias se passam na tua ira; acabam-se os nossos anos como um breve pensamento”. E Tiago em sua Epístola assim a descreve: “Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). (g.n.)

II – EM SEGUNDO LUGAR, SABEMOS QUE SERÁ UM ENCONTRO PESSOAL
“vindo, depois disto, o juízo” (v.27).

Ninguém poderá comparecer perante a morte representado por outra pessoa. A pessoa, e tão somente ela é quem deverá se apresentar nesse encontro bem pessoal. O pior dos criminosos tem o seu advogado que o representa perante um tribunal. No entanto, diante da morte, cada um de nós terá que comparecer, pessoalmente. 

E o pior disso será para os ímpios que terão de comparecer perante o tribunal de Deus, para darem contas dos seus pecados. 

Em Romanos 14.l0b o apóstolo Paulo afirma categoricamente: “...pois todos comparecerão ante o tribunal de Deus”. Para o cristão, no entanto, como escreveu Paulo, “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. 

III – EM TERCEIRO LUGAR, SABEMOS QUE OCORRERÁ, MAS O DIA É INCERTO
A realidade é que não sabemos como morreremos, onde morreremos e nem quando morreremos. 

Deus nos deu duas grandes bênçãos com referência à nossa própria morte.

A primeira é a de sabermos que um dia nos encontraremos com ela, sem medo ou desespero. E a segunda é a de nos ser oculta essa data, esse acontecimento, e assim não nos desesperarmos. Além de ser incerta ela é também indiscriminada. 

Friedrich Tholuck escreveu: “A morte, que nivela todos os homens, é o sermão mais eficiente para os governantes da terra”, e poderíamos acrescentar a todos os que se julgam melhores, mais cultos, mais inteligentes e mais poderosos. 

O dia é incerto para todos nós, mas não para Deus. E, por outro lado a morte age de maneira indiscriminada. 

IV – EM QUARTO LUGAR, SABEMOS QUE JESUS CRISTO É A SOLUÇÃO PARA A MORTE

Hebreus 9.28

Dietrich Bonhoeffer, pastor, escritor e teólogo alemão, quando estava na prisão escreveu que o ser humano tem que defrontar com três grandes realidades, ou seja: Pecado, Morte e Juízo. 

Só em Jesus Cristo está a solução de tudo isso, pois:

a) Na sua grandiosa morte na cruz, Ele pagou pelos nossos pecados. 
b) Na sua gloriosa ressurreição, Ele venceu por nós a morte. 
c) Na sua maravilhosa vinda Ele nos garante a vida eterna sem julgamento e juízo.

Pois bem, no dia de Finados, os cemitérios do Brasil ficam superlotados de pessoas que vão visitar os túmulos dos seus queridos. Outros de grandes personagens ou religiosos. Muita gente ganhou muito dinheiro na venda de flores, velas e outras coisas.

Infelizmente, este é um dia quando pessoas inseguras, incertas da redenção, da ressurreição e da vida eterna têm necessidade de visitar seus mortos. Até alguns crentes que ainda estão sendo trabalhados pelo Espírito Santo, ainda procuram os túmulos.

Minha mãe, uma crente muito firme no Senhor, no entanto, durante muitos anos conservou esse costume de visitar o túmulo do meu irmão caçula que faleceu com 17 anos. 

Eu dizia para ela: “Mãe, não precisa ir ao cemitério justamente nesse dia. Se a senhora tem saudades dele, como todos nós temos, então vá num outro dia do ano, mas não nesse, pois é um dia muito supersticioso e idólatra. E a verdade é que ele não está lá, ele está no céu com Jesus”.

Até que ela me ouviu, aquiesceu e parou de ir naquela data de Finados.

V – FINALMENTE, TEMOS UM GRANDE TÚMULO VAZIO.

O evangelho de Lucas, 24.1-5 nos descreve essa maravilhosa realidade:

“Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive” (Lc 24.4,5).

Os evangelistas nos narram o dia quando o povo de Deus parou de visitar os túmulos. Lucas 24.5, como lemos, nos diz que foi numa madrugada memorável. O Senhor Jesus estava morto e havia sido sepultado na sepultura nova de José de Arimatéia.

Elas foram até o sepulcro, que alguns ainda costumam chamar de santo sepulcro, e que na realidade não há nada de santo numa sepultura vazia, apenas um lugar onde se ganha muito dinheiro com ele, e lá, tiveram uma visão de dois anos que lhes disseram:

NOTEM O PEQUENO SERMÃO QUE OS ANJOS PREGARAM A ELAS NESSA DIA:

1º) Eles as exortam reprovando a atitude delas.
“Porque buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc 24.5

O cristianismo não é uma religião de cultos memoriais e muito menos a e de mortos. O cristianismo celebra a morte da morte na morte do Senhor Jesus e a vida eterna na ressurreição dEle como já disse aos irmãos.

2º) Eles as confortam dando uma grande notícia.
“Ele não está aqui mas ressuscitou” (Lc 24.6a). A grama não teve tempo de crescer nas bordas da sepultura do Senhor Jesus.

3º) Eles as edificam refrescando a memória delas.
“Lembrai-vos de como vos preveniu, estando na Galiléia quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores e seja crucificado e ressuscite no terceiro dia. Então se lembraram das suas palavras” (Lucas 24.6b a 8).

ENTÃO, NO DIA DOS FINADOS PODEMOS DIZER COM VOZ TRIUFANTE SOBRE A MORTE DA MORTE NA RESSURREIÇÃO DE CRISTO: “Onde está, ó morte o teu aguilhão?”.

Se por um lado o pecado foi derrotado e morto na morte do nosso Senhor, por outro lado a morte for morta na sua triunfante ressurreição. A morte para o cristão não é mais um flagelo ou uma catástrofe. Passou a ser bênção. 

Se para o ímpio, aquele que não é cristão, a morte se constitui numa tragédia, num desespero eterno, para o cristão se passa ao contrário. 

Notem ainda, algumas coisas auferidas ao cristão na morte. 

“A morte – 

a) é o enterro dos defeitos de nossas tristezas” (Ambrósio); 

b) “dá fim às tentações” (Anônimo); 

c) “é o funeral de nossas tristezas” (T. Watson); 

d) “é o melhor dia do crente.” (T.Brooks). 

Na morte do crente a esperança da ressurreição o acompanha até o dia em que se levantará com o cântico de triunfo dizendo: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (v.55). 

Conclusão
Como é que está você frente à realidade da morte: preparado ou não? Apesar dela ser física, pessoal e incerta para todos e cada um de nós, Jesus Cristo é o nosso grande amigo e ajudador.

Alguns, ou muitos dos nossos queridos partiram. Ficou o vazio e a saudade. Mas são coisas momentâneas, pois sabemos com certeza de que um dia estaremos no nosso verdadeiro lar, onde não há tristeza, nem pranto, nem dor. Tudo será transformado para a glória de Deus Pai.

Há um hino que diz o seguinte:

“Ao findar o labor desta vida, / Quando a morte ao teu lado chegar.
Que destino há de ter a tua alma? Qual será, no futuro, teu lar?
Meu amigo, hoje tens a escolha: Vida ou morte, qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde, / Hoje Cristo te quer libertar”. (NC 213, 1ª. Est).

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