sábado, 30 de março de 2013

AS ESTRATÉGIAS SATÂNICAS CONTRA A IGREJA DE CRISTO



“… para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios.” (2Coríntios 2.11).

Como os melhores generais da história, Satanás planeja bem e ataca quando e como menos se espera. Devido a um problema na igreja de corinto, havia perigo de Satanás armar ciladas para destruí-la. Por isso, Paulo ordenou que os coríntios perdoassem e restaurassem o irmão disciplinado pela igreja (2Co 2.5-11). O termo “desígnios” significa “propósitos”, no sentido mal de “tramas”, “ardis”. Quando ele tentou Adão e Eva, ele colocou a mentira acompanhada por uma apresentação atraente (ler Gn 3.5-6). É importante notar que a bondade e inocência do casal não os protegeram de Satanás.

Paulo declara que satanás enganou Eva com sua astúcia (2Co 11.3). A palavra “enganou” sugere não simplesmente iludir, mas enganar totalmente. É verdade que Adão não foi enganado (1Tm 2.14) quanto aos efeitos imediatos, mas certamente não procurou saber as consequências globais de sua desobediência. Satanás é mentiroso (Jo 8.44). Propaga falsas ideias com astúcia para alcançar seus objetivos. Ele se faz de anjo de luz para iludir os mais instruídos (cf 2Co 11.14). Ele veste roupagem santa para iludir o povo de Deus. Por isso, Paulo ordena, que na igreja de Corinto falem apenas dois ou três profetas e outros julguem (1Co 14.29). Se Satanás não tivesse acesso ao culto, não teria necessidade de avaliar as mensagens. Conforme o verso 37 havia o perigo de alguém ser porta-voz do inimigo. Por isso também João diz para as igrejas discernirem se vem de Deus ou do diabo a mensagem (1Jo 4.1).

A apostasia das igrejas acontece porque não se reconhece que os espíritos enganadores espalham suas doutrinas demoníacas sem que os fiéis percebam a falsidade: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,” (1Tm 4.1). 

Ignorância e Cegueira – Ele mantém os homens ignorantes acerca de seus métodos de atuação. Os incrédulos são mantidos em cegueira espiritual (cf 2Co 4.4). Mas não somente no mundo, pessoas dentro da igreja também. E estas precisam de disciplina (ler 2Tm 2.25).

Engano, Ilusão e Valores Invertidos – Satanás emprega ideias “universalmente aceitas” para convencer os homens de que as suas sugestões astuciosas são válidas. Considere o exemplo de Pedro, que emprestou sua mente e língua ao diabo, tornando-se pedra de tropeço para Jesus (Mt 16.23). Convencido, como todos nós, de que salvar a vida do seu amado Mestre era o supremo bem, Pedro caiu na armadilha (v.22). Pedro cogitava as coisas dos homens e não as de Deus. Por isso foi alvo das palavras de Jesus (ler: Mc 8.33). Se tivesse compreendido melhor as profecias (Sl 22; Is 53; Zc 13), o apóstolo teria resistido mais eficazmente à investida de Satanás. 

Alguns meses depois, Pedro caiu novamente na mesma armadilha do diabo. A advertência do Senhor, que Satanás o tinha em mira para peneirá-lo como trigo, nem sequer penetrou em sua cabeça (Lc 22.31). Não vigiou nem orou (Lc 22.40). Então negou o Senhor (Lc 22.56-58). Minutos antes, ele estava pronto para defender Jesus (Jo 18.10). Judas Iscariotes foi vencido por uma armadilha semelhante (Jo 13.2; cf Lc 22.3).

Hoje, Satanás vence facilmente pessoas que valorizam a opinião da maioria. “Todos estão fumando maconha”. “Todos colam na prova, eu também vou”. “É burrice pagar o imposto de rendo integralmente”. “Quem não leva a namorada para um motel?”

Ananias e sua mulher Safira se entregaram à sugestão de Satanás com certa facilidade (At 5.1-9). O diabo encheu-lhes o coração. Em suas mentes, os apóstolos ficariam gratos, pela “generosidade” que demonstravam com a igreja. Eles acreditavam que a “mentirinha” que contariam não iria de forma alguma ser um erro.

Satanás encoraja este tipo de racionalização. Quando os benefícios são grandes e a mentira soa prejudica o próximo (“não mentistes aos homens”) engoli-se o veneno com pouca resistência. 

Escrituras Torcidas – Outra armadilha – Satanás usa a Bíblia como arma para derrubar os fiéis. Temos o exemplo notável na tentação de Jesus (Mt 4.1-11). Satanás sugeriu que Ele se atirasse do pináculo do templo, um prodígio que convenceria a população judaica a confiar nEle como o Messias. O diabo logo citou Salmo 91.11s., onde se encontra a promessa de que Deus ordenará aos Seus anjos que guardem os justos. Não protegeria muito mais Seu Filho? Além do mais, iria desmoralizar todo o império Romano. Mas aí está: o salmista não ousou dizer que os que creem em Deus devem se atirar dos penhascos, beber veneno ou pular numa cova de leões (cf Sl 91.13). Há um tempo assisti a um documentário em que mostra um pastor americano que agarra serpentes venenosas nos cultos para provar que crê literalmente em Marcos 16.18.

Se o demônio achou que Jesus cairia em sua interpretação distorcida das Escrituras, quanto mais os crentes que lêem pouco a Bíblia e a entendem menos ainda. Em Corinto, os falsos apóstolos e obreiros fraudulentos, que Paulo tachou de “ministros de satanás” (2Cr 11.13-15), empenhavam-se em distorcer a Escritura de acordo com o modelo de seu tutor, o diabo. Havia muitos “pregadores” que “mercadejavam (lucrar com negócio desonesto - ler Is 1.22) a Palavra de Deus”(2Co 2.17). Alguns judeus munidos de “cartas de recomendação” com nomes ilustres de Jerusalém conseguiram se infiltrar na igreja de Corinto, como anjos de luz (cf 2Co 11.14). Outros se apresentavam como apóstolos, mas sua mensagem, ao invés de salvar, condenava (2Co 11.15).

Há casos em que “colaboradores” plantados na congregação fingem doenças graves ou se apresentam como aleijados. Na hora de mensagem e da oração são “curados” e, assim, apelos por contribuições são recebidos muito mais favoravelmente.Se o crente não conhecer as Escrituras, e não confiar plenamente nelas será um alvo fácil para Satanás. Testemunhas de Jeová citam textos da Bíblia, como se eles fossem os próprios autores dela. Mas nem por isso escapam da armadilha satânica de distorcer aquilo que realmente diz o texto. Assim também é o livro de Mórmon. Na idade média, a igreja de Roma chegou a proibir seus fiéis a lerem a Bíblia. Satanás tem muita facilidade em impor seus ensinos, pois o homem não quer conhecer a Bíblia (ler 1Tm 4.1). Satanás é aquele que tira a palavra do coração do homem (Mc 4.15). 

As Armadilhas dos prodígios, do poder e da prosperidade – O poder de satanás se faz presente na falsidade. O que é real pode ser falsificado, seja dinheiro, sejam pinturas ou assinaturas. O diabo também falsifica os dons do Espírito Santo, especialmente os dons de línguas e curas. Os milagres nem sempre são operações graciosas de Deus, a despeito da teologia popular (Jo 9.16,33). Paulo profetiza acerca da vinda do iníquo, “segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios da mentira”(2Ts 9.2). Essa força sobrenatural demoníaca convence o mundo incrédulo com maior eficiência.  Satanás engana com seus milagres mentirosos (2Ts 2.10). Provavelmente é o mesmo “iníquo” que João descreve, em Apocalipse 13, como “a besta que emerge da terra”, o falso profeta. Parecia um cordeiro, mas falava como o dragão. Ele opera grandes sinais para seduzir a terra (Ap 13.13s). Os espíritos imundos que saem da boca do falso profeta também operam milagres (“sinais” , Ap 16.13s).  

Devemos tomar cuidado para não tirarmos o foco do que é real. A tolerância religiosa de nossos dias abre portas para a aceitação de heresias vindas do diabo. Um pastor americano disse: “o homem foi criado para ser o deus deste mundo”. O diabo se orgulha em dividir essa posição com os homens (cf 2Co 4.4). Toda aberração teológica, assim como escândalos morais e transgressões da lei de Deus apontam para uma vitória de Satanás.

Satanás abraça os que não estão atentos diante das tentações que acompanham a prosperidade. A Jesus ele ofereceu toda a autoridade e glória dos reinos  do mundo (Lc 4.6). As “riquezas e deleites da vida” são tão eficazes em sufocar a semente que caiu entre os espinhos, assim como as perseguições e oposições de inimigos (Lc 8.14).


Por Rev. Ronaldo P Mendes