sábado, 9 de novembro de 2013

O MISTÉRIO DAS ERAS [As Dispensações de Deus]

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O ADIAMENTO DO REINO


Introdução
 - “Tem sido demonstrado que o Reino de Deus está completamente ausente da cena - de Adão até Cristo - e que o Reino do Céu existiu desde a pessoa de Adão até a descendência pessoal de Abraão; depois para uma nação (Israel), quando a coroa foi arrebatada sob a liderança de Conias (Jeremias 22), para não mais aparecer. Quando João Batista andou pelo deserto, espalhando sujeira e poeira de suas sandálias, já não havia o Reino do Céu (literal), na Terra, nem ainda o Reino de Deus (espiritual). Tudo que existia era um bando de pervertidos líderes religiosos, imersos na mitologia babilônica, vestindo longas vestes, gozando o título de “Pais”, levando Israel a crer que o único Reino que iria vir (se ele viesse) seria o literal, visível, messiânico e davídico Reino Judaico do Céu! Nem sequer um entre dez destes sacerdotes e fariseus, amantes da tradição, vestidos de longas vestes, dizimistas, jejuadores, e parceiros de cama se lembrou (ou tentou se lembrar) de que descendiam todos de Adão, bem como do “Pai Abraão”. Adão foi um homem espiritualmente morto, que havia perdido a imagem de Deus, produzindo, portanto, uma raça de rejeitadores da Bíblia, de odiadores da verdade, de assassinos religiosos”  (Ver Efésios 2:1; Mateus 23:9-36; João 9). (Dr. Peter Ruckman).

         O judeu tinha todo o direito de esperar que o Reino de Davi fosse restaurado (Ele tinha mais de 1.500 versos no Velho Testamento com esta promessa); porém, ele esqueceu a pregação dos profetas, a qual trata da retidão moral, que acompanha o reino (Ver Zacarias 6:13; 8:16-17; Malaquias 3:5; Ageu 1:6-9). Por isso, a primeira coisa que Jesus fez, na abertura oficial do Seu ministério, foi se sentar (Mateus 5-7) para enfatizar os princípios de retidão moral que devem ser adotados pelos judeus, antes que seja estabelecido um “Reino, tanto na Terra como no céu”.


I - QUALIFICAÇÕES DE CRISTO PARA GOVERNAR (Isaías 9:6-7).

A - Sua Imagem - O Rei que Se apresenta é o “Leão da Tribo de Judá” (Gênesis 49). Ele tem todas as qualificações para ocupar o trono de Davi. Nasceu na cidade de Davi; Sua mãe é descendente de Davi; Seu pai adotivo é da linhagem de Jeconias. Contudo, Ele nasceu de uma virgem e, por isso, não foi incluído na descendência de Jeconias (filho de Jeoiaquim e neto do Rei Josias - 1 Crônicas 3:16).



B - Sua Vitória Sobre Satanás -  Satanás não tem poder apenas sobre os reinos do mundo, por causa do reino de Israel (Jeremias 22), mas tem também o poder sobre a morte (Hebreus 2:14), por causa de sua vitória sobre Adão. Quando ele tentou Cristo, no Monte da Tentação, viu que estava enfrentando um inimigo invencível. O  sangue de Cristo não é sangue humano. Tendo em vista que “a vida de toda carne é o seu sangue” (Levítico 17:14) e Sua vida é a vida eterna (1 João 5:20), então Ele tem “o sangue de Deus” (Atos 20:28). Quando este Homem morre, Sua morte precisa ser uma doação voluntária de Sua vida (João 10:18). Ele é diferente de Abraão, de Davi, de Uzias ou de Jeoiaquim.

         Quando era um Querubim ungido sobre o trono (Ezequiel 28:9-16), Lúcifer desejou adoração. Sua esfera é proeminentemente religiosa; ele não é ateu. Sendo um “deus deste século” (2 Coríntios 4:4), ele quer ser adorado, até mesmo pelo Filho de Deus: “E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”.(Mateus 4:9). Jesus não deseja outra coisa, além de fazer a vontade do Pai  (João 4:34; 5:19,30; 6:38; Hebreus 10:5-8).

         Quando a tentação acabou, Jesus desceu do Monte com duas coroas intactas, brilhando - a do Reino de Deus e a do Reino do Céu. Como Rei sobre oReino do Céu, Ele terá o encargo de dirigir Israel para o cumprimento perfeito da comissão original concedida a Adão, de frutificar e encher a Terra. Como Rei sobre o Reino de Deus, Ele poderá restaurar a imagem perdida por Adão, a fim de que haja uma raça que possa cumprir as exigências divinas, para a entrada no vasto reino universal e celestial, destinado a preencher todo o espaço exterior.



C- Sua Obra - As obras de Jesus não apenas incluíram uma variedade de milagres jamais antes operados, os quais deveriam convencer os judeus (1 Coríntios 1:22), como o Seu ensino seguiu exatamente a linha dos profetas que vieram antes Dele. Em vez de reunir tropas, de armar milícias e de invocar fogo contra Roma; em vez de dividir o Jordão, a fim de que todos os Seus discípulos pudessem fugir para o deserto, enquanto 12 legiões de anjos desceriam do Sinai para ajudá-Lo (Judas 5; Deuteronômio 33:2; Habacuque 3; Salmo 68), o popular Messias Se vestiu com as roupas comuns do Seu tempo, criticando os “filhos do Concerto” e a baixa validade dos concílios religiosos (Mateus 23; João 9 e Marcos 13:9).



II - O DESEJO DE ISRAEL DE ACEITAR O REI
         De Mateus 5 até Mateus 13, muitas admoestações são encontradas nos discursos de Jesus, todas elas tendo caído em ouvidos moucos. Aqui e ali, uma ou duas pessoas (num total de umas 600 em Seus três anos de ministério) creram Nele e receberam Sua missão e mensagem, crendo Nele como o Messias. Para os demais e para os líderes judeus, as verdades de Sua primeira vinda foram ignoradas. Todos esperavam que aparecesse um rei usando uma Coroa.


A - Quatro mulheres gentias da linhagem real (Mateus 1:3-7).

B - Três reis gentios vêm vê-Lo (Mateus 2:2).

C - A ancestralidade abraâmica nada vale (Mateus 3:9).

D - O direito legal incapaz de contar (Mateus 5:20).

E - A justiça de Deus mencionada em conexão com o Reino de Deus - não o Reino do Céu (Mateus 6:33).

F - O Reino do Céu incluindo também os gentios e não somente os judeus (Mateus 8:11-12).

G - Demonstrações da Graça, tomando agora o lugar das restrições da Lei (Mateus 9:10-13).

H - Censura contra as cidades judaicas, comparando-as desfavoravelmente com as cidades gentílicas (Mateus 11:20-24).

I - Admoestações de que as observâncias cerimoniais da Lei do VT têm apenas significação legal a elas conectada. (Mateus 12:4-9).

J - Admoestação sobre o fato de que não apenas os gentios vão obedecer a mensagem do Rei melhor do que os judeus (Mateus 12:40-42), como ainda confiarão no Salvador pessoal (enviado a Israel) para os salvar dos seus pecados (Mateus 12:21).



III - A FORMA DO MISTÉRIO DO REINO
         Em Mateus 13,  Jesus admoesta Sua audiência  de que o Reino do Céu assumirá uma forma de “mistério”. A seguir, vem uma série de ensinos  sobre relacionamentos morais, visto como estes afetarão o literal e visível reino terreno. Observem que, nestas sete parábolas, a consideração principal não é sobre a linhagem política do poder que foi entregue a um rei terreno sobre o reino de Davi; mas, em seu lugar, sobre as responsabilidades e exigências morais das pessoas que acham que vão entrar no Reino. (Mateus 13:15, 19, 22, 37-41, 49; 18:23, 28, 30, 33, 34; 20:13, 15; 22:6-8, 13; 25:12, 23, 26, 30, 40, 41, 46).

         Este ensino mistério veio por causa da rejeição oficial a Cristo (Mateus 12); e logo que Jesus saiu de casa (Mateus 13:1). Guardem em mente que Jesus nunca foi censurado por não esperar o Reino (Ver Atos 1). Àqueles que O crucificaram, até foi dada a chance de aceitarem um reino diferente, após terem-No crucificado, em vez do tempo indefinido que iria preceder a vinda do Reino do Céu, pelo qual eles estiveram esperando (Atos 3:19-26; 3:17; Lucas 23:24; 1 Coríntios 2:7-8).

         “Vejamos: os líderes de Israel cometeram, em 35 d.C., um erro tão grande como o erro dos seus sucessores - os católicos romanos, em 335 d.C. e em 1963. Esse erro foi pensar que todos precisavam de um líder ‘como todas as nações que os rodeavam’. Este foi o mesmo erro cometido 1.000 anos antes, conforme Samuel 8:5, 20. O mesmo erro que a Alemanha cometeu em 1930-1945; o mesmo erro que todo indivíduo e nação comete, quando pensa que algum reino na Terra pode ser trazido sem a restauração da imagem original de Deus. Esta imagem é a do próprio Filho de Deus (2 Coríntios 4:4) e a única maneira do homem receber esta imagem na Terra é quando ele ‘nasce de novo” pelo Espírito Santo (João 1:11-12). Cristo não pode produzir Sua imagem em pessoa alguma, sem que ela morra primeiro (João 12:24); pois, como pode um Espírito Santo, sem pecado, entrar num homem decaído e pecador, mesmo no modo de falar, até que, pelo menos, um Homem tivesse vivido vida santa e sem pecado? (Romanos 3:24-26). Esse Homem sem pecado é  apresentado em Mateus 13. A vida está ali. O Rei está ali. Ambos os Reinos se encontram à mão e, exatamente quando parece que as coisas estão se encaminhando para um final feliz, Jesus adverte que um Reino do Céu físico, literal  e visível vai entrar num estágio indiscernível para os judeus e, até que tal aconteça (Lucas 19:11), os judeus terão apenas o Reino de Deus, com o qual poderão tratar (Lucas 17:20).

         Existem duas respostas para esta admoestação: a nação de Israel tropeça nas parábolas, achando que nenhum Reino santo e moral precisa acompanhar o esperado Reino do Céu; e que ele está se espalhando sem a restauração e a preeminência da nação à qual ele foi dado! Mateus 13 é o local  para todos os rejeitadores da Bíblia - judeus e gentios - desenvolverem uma psicose teológica, como todos fazem”
  (Dr. Peter Ruckman).



 

OS DIAS DOS PROFETAS


Introdução -
 Os profetas foram os grandes heróis... especialistas na demolição da teocracia do VT. Eles trovejaram de todas as maneiras, bombardeando os inimigos, até que estes dessem cabo deles (Mateus 23:35) ou que eles precisassem fugir para escapar com vida (1 Reis 22:35). Devemos acreditar nos profetas de Deus, a fim de podermos prosperar (2 Crônicas 20:20) e certamente deveríamos distinguir um profeta de Deus (Deuteronômio 18:22) de um profeta do Diabo (Jeremias 28:9, 14-16, 21, 25-26 e 28).

         A maioria dos profetas era constituída de contemporâneos dos reis que já estudamos na lição anterior. Oséias, Miquéias, Amós, Elias e Eliseu profetizaram para as tribos do Norte. Isaías, Jeremias, Joel, Obadias, Naum, Sofonias e Habacuque, proclamaram a mensagem de Deus em Judá. Ezequiel e Daniel profetizaram durante o tempo do cativeiro na Babilônia. Ageu e Zacarias pregaram a verdade durante o tempo de Esdras e Neemias, quando o remanescente obteve permissão para regressar  a Jerusalém. Malaquias fica sozinho, por ter escrito, provavelmente, em algum tempo após o regresso.

         Junto com uma variedade de mensagens contemporâneas escritas para Israel e Judá, vamos descobrir, quando estudamos os profetas, que:



01. - Isaías aponta para a mesma Pessoa que sofrerá e morrerá pelos pecados e, contudo, governará a Terra.

02. - Jeremias é um clássico dos santos da Tribulação os quais vão sofrer, antes da Segunda Vinda.

03. - Ezequiel profetiza contra as nações gentias do passado, presente e futuro.

04. - Daniel dá um esboço profético para os próximos 2.500 anos, o qual tem sido absolutamente correto, sem o menor deslize.

05. - Oséias coloca ênfase sobre o arrependimento e restauração de Israel, na Segunda Vinda.

06. - Joel coloca ênfase na Batalha do Armagedom, na Segunda Vinda.

07. - Amós dá a rota da Segunda Vinda e a natureza dos castigos, que vão cair sobre outras cidades, além de Jerusalém.

08. - Obadias aponta o fato de que Edom será o local do Lago de Fogo, no Milênio.

09. - Jonas permanece na Bíblia como um dos maiores tipos de um judeu durante a Tribulação, chamado para testemunhar aos gentios (Apocalipse 7).

10. - Miquéias compara a Primeira Vinda com a Segunda Vinda.

11. - Naum trata de Nínive como um tipo de Babilônia, mostrando as condições que prevalecerão na Segunda Vinda.

12. - Habacuque coloca ênfase no governo da Segunda Vinda.

13. - Sofonias coloca ênfase na natureza negativa da Segunda Vinda.

14. - Ageu tipifica a construção do Templo, que deve acontecer dentro de vinte anos.

15. - Zacarias compara as duas Vindas, dando os detalhes dos eventos, após o Armagedom.

16. - Malaquias dá as admoestações finais que precedem a Segunda Vinda.



I - O PROPÓSITO DOS PROFETAS
A - Pregar o Arrependimento - Não é coincidência termos lido que, durante o tempo dos profetas, o povo de Deus vivia em pecado. Historicamente, um dos primeiros deveres dos pregadores de Deus foi identificar e clamar contra o pecado.

B - Proclamar as Mensagens da profecia - Através de livros, como Daniel, as nações foram categorizadas e identificadas, anos antes de existirem. Reis foram nomeados antes do nascimento. Contudo, as maiores proclamações foram dirigidas, principalmente, às duas Vindas de Cristo e ao Seu Reino. A Tribulação, Segunda Vinda e o Milênio ocupam grande espaço nos profetas.

C -  Para Lembrar a Restauração - Existem mais de 1.500 versos no Velho Testamento que apontam para o Reino e sua restauração. A maioria destes aparece nos profetas.



II - A MENSAGEM DOS PROFETAS

O modelo clássico de um profeta do Velho Testamento:

A -
 Ele jamais pregava revolução como um meio de desalojar a ordem social “estabelecida”.

B - Ele era um forte segregacionista, que se opunha a todo tipo de integração religiosa.

C - Ele mostrava o coração pecaminoso do homem como sendo a fonte de todos os “ais” da humanidade - não o sistema econômico.

D - Ele não era sonhador e jamais perdia cinco minutos pregando uma
“duradoura paz na Terra”, a não ser a do Reino Milenar de um Messias judeu, em Israel”.

E - Todas as suas mensagens se embasavam num conceito bíblico sobre Deus e Sua Santidade. Ele nada sabia sobre “valores relativos”, “ética da situação”, “mudanças culturais”, etc.

F - Ele enfatizava a IRA e o castigo divino contra indivíduos e nações, os quais imaginavam que Deus concorda com tudo.

- Ele tinha absoluta capacidade de predizer corretamente os eventos futuros, até 2.000 anos após sua morte.