sábado, 9 de novembro de 2013

O MISTÉRIO DAS ERAS [As Dispensações de Deus]

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A DISPENSAÇÃO PATRIARCAL:


Introdução - 
Esta dispensação se estende desde a “chamada de Abraão até o Êxodo”, por um período de 430 anos, sendo conhecida como a “Dispensação da família”.

         Após a Dispensação de Babel, os descendentes de Noé e de seus filhos  tornaram-se idólatras. Claro que Deus tinha uma testemunha, embora não haja um registro. Então, Deus decidiu que apenas uma família recomeçasse tudo ao Seu gosto. Abraão foi escolhido e comprovou ser um poderoso homem de fé; contudo, sua justiça declinou em seus descendentes; Isaque foi um homem bom, porém não tão bom como o seu pai; Jacó, filho de Isaque, o qual conseguiu o direito de primogenitura, foi pior ainda, e os doze filhos de Jacó, com exceção de José, afastaram-se grandemente do modelo paterno e esta dispensação de apenas 430 anos terminou com todos os descendentes de Abraão tornando-se miseráveis escravos, nas fábricas de tijolos do Egito. Existem três coisas que devem ser ressaltadas a respeito de Abraão:



I - SUA COROA

         
Abraão é chamado de “o amigo de Deus “ (Tiago 2:23; Isaías 41:8) e não há qualquer dúvida sobre sua realeza, pois, em Isaías 41:2 lemos: “Quem suscitou do oriente o justo e o chamou para o seu pé? Quem deu as nações à sua face e o fez dominar sobre reis? Ele os entregou à sua espada como o pó e como pragana arrebatada pelo vento ao seu arco”.
         Então, Abraão sobe ao trono, para o grande desgosto do “príncipe das potestades do ar”. À medida que o tempo passa, todos os meios são usados para destronar este novo rei; mas, uma aliança incondicional de graça foi-lhe dada (por causa do fracasso de Noé), conforme Gênesis 8:21, e este novo rei dificilmente poderá ser destronado (Romanos 4:1-13). Um rei instalado pela graça dificilmente pode ser removido, visto como o seu reinado não depende de sua conduta.

 

II - SUA PROPRIEDADE 
         A Abraão, foi prometido por Deus todo o domínio literal, físico e visível da Terra (Gênesis 15:13-21). Esta promessa foi dada também aos seusdescendentes. A importância deste fato não pode deixar de ser enfatizada, quando se estuda o “Reino”, pois, agora o domínio de Satanás está sendo drasticamente reduzido em relação ao Reino do Céu. Dessa vez, o “Reino” foi instalado pela graça, com uma promessa incondicional de proteção divina, respaldando essa promessa; ela é passada automaticamente à descendência de Abraão, porque “ele há de ordenar a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor” (Gênesis 18:19).

         O local descrito para o domínio terreno, físico e visível que lhe foi dado (Gênesis 15:13-21), transformou-se no principal campo de batalha deste planeta. O pedaço de terra onde Abraão viveu fica, “deliberadamente”, no centro dos três continentes, dados a Sem, Cão e Jafé - Ásia, África e Europa. Ele é tão visado, pela localização, que todo o homem que apóia a teoria católica romana do Domínio do Reino obviamente se coloca CONTRA os descendentes de Abraão, a quem foi dado o Reino. O próprio Papa católico pode atestar este fato melhor do que ninguém mais. Deixemos que a publicação destas palavras no católico de “Tablet” faça a sua pregação:    “Sua santidade  (porta voz do Arcebispo Gregorius Hakin, de São João de Akka) regressando de Roma, onde falou com o papa PIO XII, pediu que transmitisse sua grande satisfação e alegria de unidade e total colaboração demonstrada pelos árabes palestinos na proteção da Terra Santa! O papa estudou os textos contra a declaração Balfour feita pelo seu antecessor, o papa Pio XI... à política da Santa Sé. A política da Santa Sé relativa à declaração não mudou. Sua Santidade, o Papa, não pode ajudar o Sionismo contra os árabes palestinos, porque ELES são os legítimos proprietários da Terra Santa”.
         Mais uma vez, a Bíblia pode esclarecer o assunto (embora ninguém mais lhe dê atenção), pois, nela, encontra-se escrito que o PROPRIETÁRIO da Terra é o DOADOR da terra, o RECEBEDOR da terra e o titular da mesma (1 Coríntios 10:26-28; Isaías 45:18-19, 40:15-17; Salmo 8:3-4; 24:1; Gênesis 15:18; Salmo 105:6-12; II Crônicas 6:25, 31, 38). Esta terra não foi dada a Ismael - o árabe (Gálatas 4:25-28)! O próprio Deus age contra “Gesem, o árabe” em (Ne 6:1, 4:7), quando ele aparece, professando ser a “semente escolhida”, a quem a promessa foi feita. Se a Bíblia é verdadeira, todo turco, mulçumano e cruzado europeu que morreu nas cruzadas católicas, morreu em vão, tentando preservar a fábula católica, sobre a qual Deus nem se daria ao trabalho de cuspir. Vocês podem ver agora a razão por que os homens sempre ODIARAM a “velha Bíblia”? Ela sempre corre na direção oposta às suas operações políticas, quando eles tentam trazer o Reino.



III - SUA SALVAÇÃO
A salvação de Abraão foi operada em duas etapas. Ele recebeu a justiça imputada, quando creu em Deus (Gênesis 15:6; Romanos 4:3, 20-22) mas, foi justificado, quando ofereceu Isaque (Gênesis 22; Tiago 2:21-23). A um santo da Igreja, estas duas etapas da salvação  acontecem simultaneamente, quando ele crê em Jesus Cristo (Romanos 4:24-25). Vamos ver as verdades referentes ao seu sacrifício:

A - Até que Deus Se tornasse o sacrifício, a reparação era incompleta (Hebreus 10:4).

- Até que Deus Se oferecesse voluntariamente, Ele não podia aceitar o seu (de Abraão) sacrifício (Hebreus 10:5-7; Levítico 1:3).

C - Todos os sacrifícios entre Gênesis 3 e Mateus 27 eram expedientes que não resolviam completamente o problema da reparação (Hebreus 10:11).

D - Deus provê uma classe sacerdotal à nação de Israel, para oferecer sacrifícios (1 Crônicas 15:14-16; Êxodo 28:40-43 e Levítico 9).

E - Mas não existia classe sacerdotal, antes  de Números 1-13, nem após Atos 2 (Ver Mateus 27:51; Hebreus 8:1; 9:24; 1 Pedro 2:9 e Apocalipse 7:7).

F - Melquisedeque não ofereceu sacrifício de sangue, mas apenas um sacrifício “memorial” (Gênesis 14:18; 1 Coríntios 10:16-17; 11:25).

G - Todo o corpo de crentes nascidos de novo é constituído de “sacerdotes” no Novo Testamento e jamais oferece sacrifício de sangue (1 Pedro 2:5; Hebreus 13:15-16; 1 Coríntios 10:16-17).

H - A provisão divina será aceitável pelo homem fiel (Romanos 10:4).

I - Portanto, o homem fiel, após Atos 2, confiará na provisão do sacrifício de  Deus no Calvário, a qual foi dada uma vez para sempre (Hebreus 10:8-12 e 9:24-26).

J - O homem fiel, entre Êxodo 20 e Mateus 27, confiará na provisão que Deus fez no templo de Jerusalém. (não seria no Calvário?)

K - O infiel fará provisão por si mesmo, inventando e instituindo o sacerdócio, após Mateus 27; rejeitando, desse modo, a provisão divina (Gálatas 5:4; Romanos 10:1-3).



 

A DISPENSAÇÃO D A LEI:


Introdução 
- Esta dispensação se estende desde o Êxodo até o nascimento de Cristo, durante um período de mais ou menos 1.491 anos, sendo conhecida como aDispensação da Lei. Ao final da dispensação anterior, os filhos de Israel clamavam a Deus por causa do seu cativeiro; por isto, Ele lhes enviou um “redentor” chamado Moisés. Até então, Deus havia permitido que o homem se governasse sozinho; mas, agora, Ele quis organizar uma república com leis e regulamentos e um sistema “visível” de adoração, com um local de habitação ou adoração.

         Este governo deveria ser teocrático. A intenção de Deus era governar a Terra através de um representante que Ele mesmo nomearia. A pessoa escolhida foi Moisés. Quando este faleceu, foi sucedido por Josué. Após sua morte, os filhos de Israel ficaram sem um governante, exceto quando caíam cativos dos inimigos e então clamavam novamente ao Senhor; por isto, Ele lhes deu os “juízes”, que os governaram durante 450 anos (Atos 13:20). Foi quando eles provocaram Deus, exigindo um rei e Deus lhes deu Saul, o qual foi escolhido para governar durante 40 anos. Ele foi sucedido por Davi, este por seu filho Salomão, tendo cada um desses reinados perdurado 40 anos.

         Quando Salomão faleceu, em 975 a.C., o reino foi dividido: o filho de Salomão - Roboão - ficou com as duas tribos chamadas Judá, enquanto Jeroboão, “o usurpador”, ficou com as dez tribos chamadas Israel. Israel perdurou 721 anos e, 115 anos depois, Judá foi levada em cativeiro para o exílio na Babilônia.

         Em 536 a.C., após 70 anos de cativeiro, os judeus regressaram a Jerusalém e de 166 até 40 a.C., eles ficaram sob a regência dos asmoneus, em Israel?. Em 40 d.C., Herodes, o Grande, um idumeu, foi sagrado rei pelos romanos e, em 70 d.C., Jerusalém foi saqueada e queimada por Tito; e os judeus foram expulsos de Israel.

         Durante a Dispensação da Lei, Deus lidou com a nação escolhida, Israel. Esse trato foi embasado na lei escrita, entregue a Moisés, no Monte Sinai.  Esta Lei Cerimonial foi dada somente a Israel e a nenhuma outra nação. Deste modo, Israel deve ser julgada segundo a sua observância da Lei. No que se refere ao exterior, a Lei Cerimonial cessou com a destruição de Jerusalém, em 70 d.C. Por causa do grande número de eventos significativos durante esta dispensação, estudaremos algumas lições cobrindo este período. Este esboço vai tratar da Páscoa e dos eventos que conduziram à mesma.



I - TIPOS

A -
 O Egito - Os filhos de Israel não foram criados para o Egito nem o Egito para eles. Os israelitas foram criados para a Terra de Canaã - ou Terra da Promessa. O Egito simboliza este “mundo mau”. Nos dias de Moisés, ele representava a pior espécie de glória e magnificência mundanas jamais vista no mundo. O Egito tinha tudo para gratificar a “concupiscência da carne”, a “concupiscência dos olhos” e a “soberba da vida ” (1 João 2:16).

B - O Faraó era um tipo de Satanás. O Egito vivia mergulhado na idolatria, sendo a exata fortaleza de Satanás e o covil de todo tipo de pecado. Ter Israel sob o seu poder era o constante desejo do Faraó e foi o que ele tentou fazer.  Satanás faz exatamente isto com o pecador.
C - Moisés foi um tipo de Cristo. Ele foi preparado e enviado por Deus para a obra de libertação do povo israelita do cativeiro egípcio.

- As pragas do Egito foram castigos contra os seus deuses:

01.- A água transformada em sangue - contra o ídolo Rio Nilo.

02.- As rãs - contra a adoração às mesmas.

03.- Os piolhos - contra o deus da terra, Seb, e os sacerdotes, os quais não poderiam efetuar os seus serviços por causa da coceira.

04.- As moscas - Contra o deus atmosférico “Shu”, filho de “Ra”, o deus Sol.

05.- A peste nos animais - contra o touro sagrado, Ápis.

06.- As úlceras - contra os deuses Sutec e Tifon, a quem eram oferecidas vítimas, cujas cinzas eram espalhadas ao vento.

07.- A saraiva - contra o deus Shu.

08.- Os gafanhotos contra o inseto sagrado.

09.- As trevas - contra o deus Sol, Ra, de quem o Faraó acreditava ser filho.

10.-  A morte de todos os primogênitos, contra a nação culpada de infanticídio, que havia ordenado que todos os filhos dos hebreus fossem atirados ao Rio Nilo (Êxodo 1:22).



II - Os compromissos - Quando Moisés e Arão apareceram diante do Faraó, eles disseram: “Assim diz o SENHOR Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. Mas Faraó disse: Quem é o SENHOR, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir Israel” (Êxodo 5:1-2). Em seguida, Moisés e Arão pediram permissão para uma jornada de três dias pelo deserto. Novamente, o Faraó recusou e praticamente falou que “o culto ao Senhor era uma perda de tempo”. Em seguida, ele aumentou a carga horária de trabalho dos filhos de Israel. Depois de três pragas, veio a das moscas e o Faraó achou que chegara a hora de assumir um compromisso. Mandou chamar Moisés: “Então chamou Faraó a Moisés e a Arão, e disse: Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Êxodo 8:25).



A - O Primeiro Compromisso -  (Êxodo 8:25-26) - Faraó não iria se opor a um sacrifício ocasional “na terra”, se isso deixasse Israel satisfeito e o povo israelita continuasse no Egito, sob o seu poder. Satanás nunca se opõe a qualquer “espasmo” religioso, enquanto a pessoa permanece no mundo. Moisés respondeu, lembrando ao Faraó que Ápis - o boi sagrado - era um dos deuses do Egito e se Israel oferecesse sacrifício de bois ao seu Deus, na terra, isto seria abominação para os egípcios e estes iriam apedrejar o seu povo (Ver Êxodo 8:26). Isto significa que um homem não pode ser cristão e adorar o seu Deus na terra, sem ofender o mundo.



B - O segundo Compromisso - (Êxodo 8:27-28): “Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao SENHOR nosso Deus, como ele nos disser. Então disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao SENHOR vosso Deus no deserto; somente que, indo, não vades longe; orai também por mim”. Faraó sabia que teria Israel de volta, caso o povo não fosse muito longe. Observe o Natal, a Páscoa e outras festas religiosas, mas, pelo resto do ano, deleite-se nos prazeres do Egito. Israel jamais teria chegado a Canaã, se permanecesse nas proximidades do Egito. Quando um cristão pergunta: “É pecado fazer isto?”, logo descobrimos que ele não foi muito longe no estudo da Palavra.



C - O terceiro Compromisso - (Êxodo 10:7-11). Entre o segundo e o terceiro compromisso, aconteceram as pragas da peste dos animais, das úlceras e da saraiva. Mais uma vez, Faraó se comprometeu em concordar que somente os homens fossem sacrificar no deserto. Ele sabia que se estes deixassem no Egito os seus entes amados, com certeza não demorariam em regressar. Este compromisso significa: “deixemos que os mais idosos sejam religiosos, mas não forcemos os jovens a praticar religião alguma. A religião é um assunto pessoal e os jovens precisam gozar os prazeres do Egito”.


D - O Quarto Compromisso - (Êxodo 10:24-26) – Neste compromisso, vemos o Faraó permitindo que Israel vá, mas, insiste em que fiquem no Egito os seus rebanhos e o gado. Este compromisso significa ser um cristão, entregar a alma a Deus, mas guardar todos os seus bens para si mesmo. As pessoas sucumbem diante deste compromisso, investindo o dinheiro para aumentar suas riquezas, porém, nada investindo no Reino de Deus (Mateus 6:20).



III - A PÁSCOA - O modelo de “poder” divino no Velho Testamento é encontrado no Êxodo. Mas, antes de Deus libertar o povo pelo Seu poder, esse povo precisava ser remido pelo sangue. A Páscoa é uma bela ilustração do Plano de Salvação através do sangue de Jesus Cristo. “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Coríntios 5:7).  Assim como o sangue do cordeiro pascal salvou Israel, do mesmo modo, o sangue do Cordeiro de  Deus nos salva: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pedro 1:18-19).

         Enquanto os filhos de Israel habitaram a terra de Gósen, a qual pertencia ao Egito, eles estavam sob a “maldição do Egito”, que seria a morte de todos os primogênitos. Para evitar isso, aos filhos de Israel foi ordenado que apanhassem um cordeiro imaculado, com um ano de idade, matassem-no e dele retirassem o sangue e o aspergissem nas ombreiras das portas de suas casas, de ambos os lados, pois, quando o Senhor  visse o sangue, ele passaria por cima da casa, naquela noite fatídica, e não destruiria o primogênito, o qual estaria protegido pelo sangue marcado na porta. (Êxodo 12:1-28).

         A Páscoa passaria a ser para Israel o “princípio dos meses” (verso 2), ou seja, o primeiro mês do ano judaico. Um homem não começa a viver, até que  seja salvo pelo sangue de Cristo. Até então, ele está espiritualmente “morto em ofensas e pecados” (Efésios 2:1-3). O tempo gasto nas alvenarias do pecado e nos prazeres da carne não contam e devem ser omitidos da vida cristã. A Páscoa, como um meio de salvação, foi o plano da própria visão de Deus. Nenhum homem teve participação nele, a não ser fazendo o que Deus havia ordenado. Tudo é GRAÇA!



A - O Sacrifício - Seria um cordeiro ou cabrito (Êxodo 12:5). Um emblema da mansidão e pureza de Jesus iria demonstrar que “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Isaías 53:7). Se algum defeito fosse detectado no cordeiro destinado ao sacrifício, ele seria inadequado para esse fim. Jesus era imaculado; absolutamente sem pecado. (2 Coríntios 5:21 e 1 João 3:5).

         Muitos têm a idéia de que são automaticamente salvos pela morte de Cristo. Mas, o caso não era simplesmente matar o cordeiro. Algo precisava ser feito com o seu sangue e com a sua carne. O sangue deveria ser aspergido nos umbrais, dos dois lados das portas das casas, e a carne deveria ser comida (Êxodo 12:7). O primogênito não estaria seguro, caso o sangue fosse apenas derramado e apanhado na  bacia. Não era suficiente examinar o sangue; ele deveria ser usado na aspersão das portas das casas, com um molho de hissopo. Hissopo é uma planta comum que cresce em todo o Egito. Deus não exigiu que os israelitas usassem uma planta rara, que eles precisassem ir buscar noutro país. O hissopo é um sinônimo de fé. [N. T. - Deus nunca dificulta as coisas. Isso é uma especialidade de Satanás. Toda religião exige sacrifício dos seus seguidores. Cristo exige de nós apenas fé e sinceridade na fé].



B - A Festa - (Êxodo 12:8-10) “E naquela noite comerão a carne assada no fogo, com pães ázimos; com ervas amargosas a comerão. Não comereis dele cru, nem cozido em água, senão assado no fogo, a sua cabeça com os seus pés e com a sua fressura. E nada dele deixareis até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo”.

         Os israelitas foram salvos pelo sangue, mas o caso não era apenas matar o cordeiro e usar o seu sangue. Eles precisavam se alimentar do cordeiro. Alguns cristãos param, logo após terem sido salvos; porque deixam de se alimentar do Cordeiro. Por isso é que existem tantos crentes mal nutridos na vida cristã. O cordeiro não devia ser cozido na água, mas assado no fogo (verso 9). Para o assarem, os israelitas usaram um espeto, que lembra o formato de uma cruz, simbolizando a cruz onde Jesus, o Cordeiro de Deus, ficaria à mercê do fogo da ira divina contra o pecado.

         O cordeiro pascal deveria ser comido com pães ázimos (verso 8). O fermento é um símbolo do mal; portanto, não poderia ser usado na Festa da Páscoa; tanto que o apóstolo Paulo nos aconselha: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (1 Coríntios 5:7-8).

Eles também deveriam comê-lo com ervas amargosas (Êxodo 12:8), símbolo de sua antiga servidão; e tudo que sobrasse do cordeiro deveria ser queimado no fogo (verso 10). Eles deveriam ficar acordados para se alimentarem do cordeiro e nada deveria ser deixado, quando eles partissem. Que lindo quadro temos aqui! Enquanto o terrível furacão da ira divina varria todo o Egito, à meia-noite, destruindo os “primogênitos”, em todas as casas que não estavam aspergidas com o sangue do cordeiro, os filhos de Israel festejavam pacífica e alegremente, sua primeira Páscoa, com o cordeiro assado.