quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Se a NASA tem sorte, então Deus tem o quê?

Sou fascinado por ficção científica. Sou fã da série Star Trek e não é de hoje que acompanho as missões da NASA de perto. Para promover a missão Curiosty, a NASA prometeu gravar em um microchip a bordo do robô que seria enviado ao planeta Marte os nomes dos participantes de uma campanha no site oficial da missão. É claro que embarquei nessa, e foi apenas mais um motivador para acompanhar todo o projeto com muita atenção.

O momento mais dramático de qualquer missão espacial dessa natureza é a aterrissagem. Dá para perceber a complexidade dessa fase no vídeo. Todos os cálculos, projeções e testes são conduzidos aqui na terra para fazer com que o processo de aterrissagem seja autônomo e eficaz. Interagir com o equipamento durante a aterrissagem em tempo real é impossível. 

Todas as variáveis precisam ser previstas, e se algo sair errado, já era! Para completar a aflição, durante o mergulho na atmosfera do planeta, o controle da missão perde contato com o equipamento. Simplesmente não há nada para fazer senão torcer para que tudo dê certo. Se os gênios da NASA fizeram tudo certinho e a sorte cooperar, o robô aterrissará em solo marciano como o esperado.

A confirmação do sucesso da missão só pode resultar nessa explosão de alegria. O vídeo está anexado para mostrar a alegria contagiante de todos no controle da missão quando é confirmado que a aterrissagem foi um sucesso. A felicidade diante dos integrantes do controle da missão é resultado da sorte. É o brado de alegria contido pela expectativa. A ansiedade para descobrir se todos os esforços valeram o preço é finalmente satisfeita com a confirmação de que tudo correu como esperado.

Será que é assim que algumas pessoas entendem Lucas 15:10?

“Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.”

Deus fez a sua parte. Inspirou a escrita de uma Bíblia descrevendo o seu projeto de salvação do homem com a precisão e engenhosidade que se espera de um Deus. Enviou o seu filho para cumprir a missão como idealizada. E agora fica lá, junto com os anjos na sala de controle da missão nos céus, roendo as unhas de ansiedade, esperando que a sorte, ou o homem com o seu livre-arbítrio, não coloque tudo a perder! Se Cristo pagou o preço, o pastor pregou bem o seu sermão evangelístico e tudo corre como o esperado de nossa parte – pensam os anjos – o pecador se arrependerá de seus pecados e Deus confirmará sua sorte no plano que idealizou...

Não, não e não! Os anjos não explodem em júbilo quando um pecador se arrepende à semelhança dos engenheiros da NASA, que não têm controle sobre o projeto e justamente na fase crucial da missão. Pelo contrário! Os anjos estão jubilosos porque, mais uma vez, presenciam a magnífica obra daquele que sempre faz todas as coisas segundo sua perfeita e soberana vontade.

Deus é quem executa a salvação do homem do início ao fim! Ele não conta com a sorte e muito menos fica a mercê dos caprichos da carne e do sangue de quem Ele quer salvar.

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” Romanos 8:30
“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” João 1:13

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Autor: André R. Fonseca