domingo, 23 de dezembro de 2012

O socialismo e a modificação do senso comum


Por Raymundo de Carvalho M. Neto


O marxismo cultural vem ao longo das ultimas décadas se estabelecendo como hegemonia na sociedade pós-moderna. Antônio Gramsci, foi o grande propugnador do marxismo cultural, colocou como projeto para a implantação do socialismo a destruição lenta e gradativa da cultura Ocidental. Vamos nesse artigo como isso vem ocorrendo. A esse projeto Gramsci chamou de "modificação do senso comum". A mentalidade revolucionária funciona assim, “metamorfoseando” seu marketing de acordo com a época. Por exemplo, Stalin pretendia  implantar o socialismo através de uma sociedade ateia, marcada pela perseguição a Igreja; os novos marxistas perceberam que perseguir a Igreja é algo sempre danoso ao ideal revolucionário, pois quanto mais cristãos mortos, mais mártires são criados e mais forte fica o cristianismo. Com o passar do tempo perceberam que o caminho mais seguro para mudar a mentalidade do mundo é o de entrar na Igreja e mudá-la, desde dentro. Uma verdadeira mutação psicológica que tem no relativismo o objetivo de corroer as bases da doutrina cristã.

Os marxistas acreditam que a Igreja é sustentada por uma lógica burguesa, que tem “apego” ao certo e ao errado, ao moral e ao imoral e usarão isso contra ela.  Eles não têm uma opinião clara sobre qualquer tema: quando algo ajuda a revolução, são favoráveis; quando atrapalha, abominam. Exatamente por isso, o marxismo  tem um sistema racional versátil, revolucionário e dialético.

Gramsci alertava para a não existência do bem e do mal, tendo como um de seus inspiradores a figura de Maquiavel, ao dizer que tudo aquilo que Maquiavel fez a favor do Príncipe, precisava ser feito a favor do partido comunista. Existe aquilo que é oportuno, aquilo que ajuda ou não a revolução. Para o marxismo cultural Tudo que existe de realidade racional é fruto de uma criação humana. Não existe verdade, que determina um agir. Isso é bastante coerente da parte dos marxistas, pois só havia uma ordem a ser seguida no agir se houvesse um intelecto criador. Como são ateus, defendem que o intelecto criador (Deus) não existe, e, portanto, não há ordem a ser seguida ou verdade (Deus) que determine o agir humano. 

Só para esclarecer esta ideia, dizer que a ordem que existe no mundo não é obra de um Criador não foi mérito só dos marxistas, por incrível que pareça. A visão tradicional de que a ordem que existe no mundo é criacional e racional foi combatida por uma obra de um supostamente filosofo iluminista chamado Immabuel Kant. Para Kant o que está fora da mente humana é irracional, caótico. A realidade é absolutamente caótica e irracional. Quem cria a racionalidade é o intelecto humano. 

Os marxistas também pensam dessa forma, não por concordar com o pensamento kantiano, mas por afirmar que a ordem imposta ao mundo irracional é a que traduz o interesse de uma classe, especificamente a classe burguesa. Segundo o marxismo, existe uma superestrutura baseada da religião judaico-cristã, na filosofia grega e no direito romano, que justifica o status quo, a situação opressora na qual a sociedade se encontra. Esta superestrutura cria uma cultura que busca defender seus interesses de classe. 

Com a queda da União soviética os intelectuais socialistas se espalharam e dominaram o ocidente e hoje a também América Latina, basta perceber que na atual conjuntura política da América Latina os marxistas governam 15 países. No Brasil não é diferente, já está há 18 anos no poder. Apesar de o regime brasileiro dos anos 60 a 80 ser chamado de ditadura, mas, se percebermos quando comparado às outras ditaduras da América Latina, vê-se que o regime no Brasil não foi tão violento assim. A contagem de vítimas de perseguição, feita pelos próprios esquerdistas, chegou a cerca de trezentas pessoas, levando em consideração em que diversos momentos o exército se confrontou com guerrilhas ou se envolveu em confrontos armados. Ao contrário, é notório que a repressão militar representou o crescimento da cultura comunista no nosso país. Tal realidade é confirmada pelos próprios marxistas. 

Os militares eram liberais e por isso acreditavam que era preciso dar espaços também à esquerda. Os militares tinham medo da insurreição armada, dando aos marxistas uma válvula de escape: as universidades. Os espiões nas salas de aulas só verificavam se os professores ensinavam algo no que diz respeito à revolta armada. Quando isso era comprovado, o indivíduo era levado para interrogatório e esporadicamente, torturado. Os militares brasileiros não souberam identificar e combater o marxismo cultural, mas somente o marxismo armado. 

O marxismo cultural, no Brasil, já conseguiu a hegemonia na cultura e em qualquer curso universitário é possível constatar tal realidade através do ódio frontal e fundamental ao cristianismo e seus valores. Através da política da dominação de espaços, também já dominaram a classe falante (jornalistas, cineastas, psicólogos, religiosos, juízes, políticos e escritores) que são formados no pensamento do marxismo cultural. Não existe nenhuma universidade brasileira que seja exceção. 

O autor de novela da rede globo de Televisão Dias Gomes, foi um dos responsáveis em levar aos lares brasileiros a revolução cultural gramsciana, usando o lesbianismo levado como navio quebra gelo pelo movimento gay no Brasil.

Dias Gomes transpôs para as novelas a mentalidade marxista. Através de sua obras, aproveitando-se do liberalismo militar e do liberalismo capitalista de Roberto marinho, fomentou a aceitação do divórcio na sociedade brasileira. Também nas novelas os marxistas apresentam uma caricatura da Igreja como uma farsa, mostrando que estaria interessada somente em dinheiro e na opressão com leis morais retrógradas.

Aproveitando-se dessa situação, alguns autores comunistas passaram a se aproveitar de novela para ir, pouco a pouco, apresentando o conteúdo revolucionário para a nação. As novelas (realidade que ainda hoje continua no Brasil) se prestaram a levar à frente a proposta da escola de Frankfurt, de revolução cultural. Mas para a população em geral, a grande impressão era a de que as novelas eram a expressão da sociedade capitalista decadente e que estavam por destruir o cristianismo e a família brasileira. 

Atualmente no Brasil, ganha-se grande exposição nas novelas um dos grandes bastões da revolução cultural: a promoção homossexual. Para que se explique a importância do homossexualismo no contexto revolucionário é necessário fazer um pequeno resgate histórico e teórico. Marcuse, percebendo que a revolução marxista não eclodiu através da luta de classes, se aproveitou de uma realidade característica do ser humano (a inveja), para alimentar um combustível de revolta. Pierre Bourdieu, por sua vez, sistematizou a revolta no conceito excluído, que foi criado para promover a questão da inveja. Aí entram os homossexuais, pois o seu desejo de igualdade com os heterossexuais os leva a revoltas. Existe algo de muito inquietante no homossexualismo por sua própria natureza, pois ele está numa situação em que sua própria opção de vida sexual o coloca contra a realidade biológica da ordem das coisas. Querem igualdade, organizam passeatas, mas não existe ideologia nesse mundo que consiga tal intento, pois a estrutura da realidade não é de acordo com o que estão querendo ou exigindo. Não existe ideologia no mundo que consiga mudar o fato de que de uma união homossexual não irá produzir fruto (filho). Exatamente por isso que o movimento homossexual é um dos utilizados para quebrar a ordem das coisas. 

Seguindo esta cartilha, as novelas brasileiras tem buscado apresentar a “cultura homossexual”, basta lembrar das primeiras novelas que trabalharam esse tema, uma vez que os grandes opositores do homossexualismo, os heterossexuais, aceitam mais facilmente o relacionamento entre duas mulheres do que o relacionamento entre dois homens. O machismo do brasileiro é maior empecilho para aceitação do homossexualismo neste país. 

Os que pensam a revolução cultural sabem que seu trabalho deve ser feito de forma lenta, gradual, dando a impressão de naturalidade, ou seja, dando a impressão de que a sociedade caminha assim naturalmente.

Vejamos o que diz a Palavra de Deus: "E até importante que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós" ( I Corintios 11:19). No Texto, Paulo estava falando para a Igreja sobre questões de heresias e diz que ela é importante para que se conheça quem são os crentes de Verdade. Hoje não é diferente, existe muitos crentes que estão introduzindo conhecimentos mundanos, heresias e que se fazem necessárias para que os sinceros (crentes de verdade) se manifestem.

Fonte: A Palavra