quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Caim foi um Recipiente da Graça Comum?

Rev. Angus Stewart
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

O réprobo Caim era um filho "do diabo" (I João 3:10), que "matou a seu irmão" porque "suas obras eram más" (v. 12). Caim era "abominável ao Senhor" (Pv. 3:32; 11:20; 16:5), assim como tudo dele: suas "mãos" (Pv. 6:16-17), seus "lábios mentirosos" (Pv. 12:22), seus "pensamentos" (Pv. 15:26), seu "sacrifício" e "caminho" (Pv. 15:8-9).

Deus falou com Caim (Gn. 4:6-7, 9-15) – uma criatura racional e moral – colocando diante dele o caminho da vida e da morte (6-7), explicando sua maldade (9-10) e amaldiçoando-o (11-12), deixando-o assim "inescusável" (Rm. 1:20). Tão longe estava Deus de conceder uma "graça comum" sobre Caim, que Ele não o abençoou, mas amaldiçoou (Gn. 4:11-12)!

Deus marcou Caim, para que ninguém o matasse (Gn. 4:15). A vida prolongada de Caim significava que ele ajuntaria mais ira para si (Rm. 2:5). Deus desejou a continuação de Caim sobre a terra por alguns anos, para que a linhagem dos réprobos continuasse e crescesse em pecado (Gn. 4), em oposição à linhagem dos eleitos (Gn. 5).

Nem eram a edificação de uma cidade por Caim (4:17), ou as riquezas, talentos artísticos e avanços tecnológicos de seus descendentes (20-22), sinais do amor de Deus pelos réprobos. O propósito de Deus "quando florescerem todos os que praticam a iniqüidade" (incluindo Caim e sua semente com a prosperidade terrena dela) é "que serão destruídos perpetuamente" (Sl. 92:7). Deus não extermina os ímpios imediatamente, pois está cavando a cova para eles (Sl. 94:13) – assim como fez com Caim, aquele filho do diabo, que matou o primeiro mártir, Abel, seu próprio irmão (I João 3:10-12)!