segunda-feira, 14 de março de 2011

O dia em que o milagre não aconteceu. Pr. Luiz Carlos Euzébio


O dia em que o milagre não aconteceu.

Há coisas que fogem a nossa compreensão, ao nosso raciocínio.
E, uma destas coisas é: Porque Jesus me ama? (João 3:16).
A única coisa que sei, é que Ele me amou tanto, ao ponto de dar sua vida por mim.

Viveu uma vida simples, sem ostentação; tornou-se um simples carpinteiro, profissão de seu pai.
Quando seu pai morre, Ele não se utiliza de seus poderes; mas, Lázaro seu amigo morre, e ao quarto dia de sua morte, já entrando em estado de putrefação, Ele o ressuscita (João 11:43-44).

E, quando uma multidão o ouvia falar por horas, empolgados e boquiabertos, pois, nunca haviam ouvido alguém com tamanha autoridade, que lhes tocava no fundo da alma.
Ao sentirem fome, bastaram apenas cinco pães e dois peixinhos, que se multiplicaram em milhares, para saciar a fome dos que o ouviam (João6:9-13).

E mais, andou por sobre as águas, como se fosse terra firme (João 6:19).
Dizia palavras misteriosas (João 7:33-36).
Capaz de amar e perdoar como nenhum outro (João 8:11).
Ao murmurarem Dele, Ele responde de forma magnifica
 (João 6:43-44).

Sabe porque muitos não compreendiam sua maneira de falar?
(João 8:43-47). Diferente dos homens comuns, Ele não buscava fama (João 8:50).

Mas, ainda assim, curou cego (Lc. 18:41-42), expulsou demônio (Lc. 9:42-43); revelou-se ao excluído (João 9:35-39).

Alerta para que se tome cuidado com falsos líderes, e, afirma que daria a sua vida, pelas suas ovelhas (João 10:11-15).
Purifica o templo (Mt. 21:12-13); isto te lembra alguma coisa?

Profetiza a destruição do templo (Mt. 24:1-2).
Mas..., lá no monte das Oliveiras, Ele sente uma tristeza intensa (Mt. 26:38).

Ele bem sabia o terror que lhe aguardava (Is. 53:1-12).
Um homem tão envolvente, e, que amou tão profundamente, a ponto de chamar o seu traidor de amigo (Mt. 26:49-50).

E, como o Bom Pastor, Ele protege seus discípulos (João 18:7-9). Cercado por soldados armados, os discípulos começam a sentir a dor da perda do mestre amado.

Pedro se altera, e na sua fragilidade procura defender o Senhor Jesus (João18:10). Afinal, quando os discípulos caminhavam no deserto de suas almas, encontraram em Jesus, um Oásis de esperança.

Ter Jesus por perto, era ter paz e segurança na alma.
Os discípulos não conseguiam entender. Por mais que tentassem, suas mentes não conseguiam alcançar, o sentido glorioso e misterioso de suas palavras.

Ele tinha que partir (João 16:28).
Ele teria que morrer (João 18:11).

Tantas vezes ficamos sem entender...; talvez, por não tirarmos as pedras que impedem o milagre tão esperado (João 11:39).

As pedras do medo, das culpas, das dúvidas..., e, tantas outras.

Ah..., Ele curou cegos, aleijados, purificou leprosos. Como é grande a sua compaixão pelo ser humano.
Somente Ele pode dizer: Não chores (Lc. 7:13).

O máximo que diríamos, seria meus sentimentos; talvez, se fosse alguém muito próximo choraríamos.
Mas, Ele..., (Lc. 7:14-15), devolve a alegria, transformando a dor em conforto, a tristeza em alegria e a morte em vida.

E, quando seu povo foi espalhado, quando o dia se torna negridão, e, não havia quem nos acolhesse (Ez. 34:11-12, 22-27).

Não, naquele dia não houve milagres.
Foi preso, açoitado, crucificado e sepultado.
Os discípulos não conseguiam entender...
Eles viam o mestre simplesmente como um profeta (Lc. 24:19-21).

Maria madalena vai ao sepulcro, e, não vendo o corpo de Jesus, começa a chorar (João 20:11).
Ela procura por um defunto (João 20:13).

Quem procura por um cristo morto, nunca reconhecerá, o Cristo vivo, presente e em pé diante dos próprios olhos (João 20:14).

Há coisas que fogem ao nosso entendimento. O senhor Jesus foi preso, açoitado, trocado por um assassino, coroado com espinhos, teve como trono uma cruz, e como vestes, o sangue que escorria de seu corpo.

Pagando assim, uma divida que era nossa...
E, quando muitos anos depois, João o vê, cai sem forças, mas é reconfortado (Ap. 1:17-18).

Jesus morreu, mas, ressuscitou!
E, da vida e da morte, Ele é o Senhor.