sábado, 5 de março de 2011

Orar por quem?

É...,discutimos tantas coisas com relação a palavra de Deus. Somos alunos tão aplicados, em busca das melhores notas. Somos professores tão sábios, em busca de reconhecimento.
Desejamos ser chamados de: doutor, mestre, pastor, apostolo, bispo, evangelista, missionário, diáconos e afins.

Estamos tão envolvidos em preencher o nosso ego, que, não temos tempo para olhar ao nosso redor, e, procurar entender porque devo orar.

Talvez a resposta seja simples: oro pela minha família. Oro pelo meu emprego e meu carro novo. Oro para que as janelas dos céus se abram, e, sejam derramadas poderosas bênçãos sobre mim.

Oro para Deus me fazer próspero, afinal, Ele é meu pai, e quer o melhor desta terra para mim; não é mesmo?
(obs. Não sou contra alguém ser bem sucedido.)

Mas, de que estamos rodeados? Que tipo de pessoas caminham pelas ruas?
Quem são aqueles nos trens? E, aquelas pessoas dentro dos ônibus e lotações, quem são?
Os carros que passam apressados, e, os metros cheios de pessoas várias, como está suas vidas?

Há todo tipo de pessoas. Pessoas boas e ruins. Pessoas honestas e desonestas.
Pessoas violentas e sanguinárias. Pessoas angustiadas e vazias. Pessoas que choram..., que sofrem..., que sentem medo e solidão.
Há também os servos de Deus. E o que todos tem em comum?
Eles precisam da nossa oração.

Não importa o que são, ou o que fazem; nós oramos por eles.
Nós suplicamos por eles, como se cada um deles fosse “eu”.
Orar, e, como servos do Deus vivo, subir ao Senhor como Moisés, e fazer propiciação por seus pecados, (Ex. 32:30).

Não estamos olhando como deveríamos ao nosso redor. E, sabe porque?
A necessidade de “reconhecimento e poder”, tem chegado a muitos, Lucas 14:11 diz: “Pois todo o que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado”.

Oremos, por aqueles que não conseguem caminhar, nesta vida de tempestades, neste mundo de dores. Guiemos os cegos, que tropeçam na escuridão de suas almas.
Mostrar a eles, o caminho verdadeiro, (João 14:6); em um mundo, onde vários caminhos estão a nossa frente, (Pv. 14:12-13).

Mas, se estivermos mergulhados em nosso orgulho e egoísmo, isto nos impedirá de “ver” a dor do próximo.
Que sofrem as frustrações e decepções da vida. Que vivem a depressão e a angustia tão profundas, que se tornam mudos.

Vivem a “prisão” da alma, e não há quem os liberte. Mas, o Senhor Jesus veio a esse fim, (Lc. 4:18-19). As pessoas passam diante de nossos olhos, e, em sua grande maioria vivem a tempestade da alma.

Uma tempestade intensa, onde sopram fortes ventos, e, águas procuram naufragar o barco de suas vidas.

Pessoas que beiram a loucura, que já não encontram mais forças para segurar o leme de suas vidas. Pessoas que gritam desesperadamente por socorro, pois, a sua experiência tornou-se nada, diante de tanta revolta no mar de suas emoções, (Mt. 8:23-27).

Orar por eles; é tão pouco, tão simples. Em uma certa igreja, pedi para que orássemos uns dias, por pessoas consideradas a escória da sociedade.
Mas, a resposta que recebi dos servos de Deus, “tão cheios” do Espirito e de poder, foi o silêncio.

(Mt. 10:16), somos ovelhas no meio de lobos, e, não devemos temer, (Mt. 10:28).
Pois, não fazemos em nosso nome, mas, em nome o Senhor Jesus, (Mt. 10:40).
O Senhor não abandonou a humanidade a própria sorte, (João 8:51).

O Senhor Jesus, detém todo o poder, (João 1:3).
E quer ressuscitar a alma, dando nova vida as emoções dos homens, (João 1:4).
Transformou água em vinho, (João 2:6-10), mostrando que, seu objetivo é transformar vidas.
Oremos, ensinemos, amemos o nosso próximo, (João 13:34-35); pois somos seus discípulos.

Ou porventura, estamos tão acostumados com as coisas que presenciamos, que, já não sentimos nada com relação á dor, e sofrimento dos outros?              (Ef. 4:17-19).

Assim como nós, as pessoas precisam da misericórdia de Deus, (I Pe. 2:10).
Não podemos servir a Deus sem Deus. Muitos de nós tem-se tornados fariseus; vivendo o tão temível engano, (Hb. 3:12-13).

Temos perdido o senso de comunhão, (Sl. 133:1). E, quando nos reunimos, é como se fosse um encontro social.
Ao menos oremos pelos pecadores, para que se arrependam, para que haja alegria diante dos anjos de Deus, (Lc. 14:10).

Não importa para quantos você prega, ou para quantos você ora. Não importa quantos te ouçam, ou quantos são curados.

Importa sim, o que se volta para Deus e o adora, (Lc. 17:17-19); não se preocupe, o teu trabalho não é vão no Senhor.

Talvez, você ache pesado o teu cargo, (Nm.11:14), e queira desistir. Talvez, por um momento você duvide do Senhor, e, seu poder, (Nm.11:22).

Mas, saiba: duvide você ou não, a palavra de Deus se cumprirá, (Nm. 11:23).
O Senhor é Deus, e, ainda opera coisas tremendas.
Continue a orar pela humanidade, pois, o Senhor ouve, (Is. 59:1-8).

E, por tudo isso, Deus amou..., (João 3:16).