quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Não ser claro é estratégia do engano!



Por Josemar Bessa


A centralidade fundamental de “Cristo e este crucificado”, e os motivos pelos quais isso é essencial no plano eterno de Deus, é de importância fundamental para aferir se a Verdade está sendo proclamada ao mundo.

A missão do evangelismo na busca de uma apresentação do evangelho que vai convencer os ouvintes é equivocada. Se o fato da morte de Jesus na cruz e o SIGNIFICADO claro desta morte não são CENTRAIS na mensagem proclamada. Se não ficar claro que Deus não se adapta ao mundo e a cultura, mas que a mesma cruz nos mata para o mundo e o mundo para nós: “...a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” - Gálatas 6:14

Se não fica claro que Deus não se adapta a nós, nossas preferências, gostos e opiniões... mas que tudo isso também vai para a cruz, nos capacitando a não vivermos para nós mesmos mas para Deus: “Ele morreu por todos, para os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” – 2 Coríntios 5.15

Se não ficar claro que Cristo morreu levando sobre si a essência de todo pecado, que é não glorificar a Deus, para que em sua morte fôssemos livres de nós mesmos, a mensagem foi terrivelmente alterada.

Se não ficar claro que Cristo morreu para nos livrar deste presente mundo mau: “Ele se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” – Gálatas 1.4 – Se não acordamos para entender a tenebrosa condição espiritual do mundo e dá sociedade, tentaremos viver de alguma forma sincronizados com “este mundo perverso”, achando que a morte de Cristo não foi para nos libertar disso, mas para aproveitarmos isso de maneira melhor.

Se na proclamação não ficar claro o “outrora” que a mensagem da cruz traz: “Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Ef 2.2) – se isso não fica claro na proclamação, não é a cruz que está sendo proclamada, mas uma falsificação.

Se não fica claro que o viver mundano não era liberdade, mas escravidão, e que nossa liberdade é a liberdade da obediência, e que o evangelho nos transforma pela cruz de “filhos da desobediência” ( Ef 2.2) em homens com a “mente de Cristo” que diz: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” João 4:34 – então o que é pregado é uma falsificação e a mensagem foi alterada.

O grito de liberdade da Bíblia é:  “...não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” - (Rm 12.1) – Isso é ser livre! Não ser mais como o mundo, não ser enganado pelos gurus da cultura... se isto não está claro na proclamação, a mensagem foi corrompida e mudada.

A cruz sempre desmascara a fraude do diabo sobre o que é viver, fraude que é graficamente expressa na vida do mundo, da cultura a nossa volta.

A cruz tem sido e sempre será considerada um escândalo e absurdo intelectual num mundo escravizado pelo pecado, composto por “filhos da desobediência... filhos da ira...”, como diz Paulo. A busca por uma mensagem que é mais facilmente compreensível, deve deixar tudo isso mais claro, todo esse escândalo, e não eliminar a natureza provocadora da notícia de que Cristo morreu por que a ira de Deus estava e está sobre este mundo “sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” - Romanos 1:18

Paulo sabe, e nós devíamos saber também,  que é apenas o poder de Deus, o poder soberano do Espírito de Deus trabalhando nas pessoas,  que convence homens incrédulos a verdade, notícia (que nestes se torna boa notícia)  de Jesus e este crucificado, e que os leva à fé em Jesus, o Messias e Salvador.

Esta geração tem mudado não apenas a abordagem, mas o evangelho... com a tola estratégia de esvaziar a mensagem da cruz de sua loucura e escândalo para o homem natural.

Muitos dizem: “Estamos mudando a abordagem mas não a mensagem”. Mas não é esta a verdade que aparece quando você olha o foco do que é pregado.

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Fonte: Josemar Bessa