domingo, 2 de junho de 2013

Mais perto hoje do que ontem


“Vai alta a noite, e vem chegando o dia” (Romanos 13.12-14).

Paulo, neste capítulo 13 de Romanos, dá um fôlego em todo o desenvolvimento do seu pensamento bíblico-teológico chamando a atenção da Igreja para o iminente retorno do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.


A Igreja vive, no coração da sua história, a escatologia, isto é, a expectativa e a ânsia da Segunda Vinda Triunfal de Jesus a este mundo. O Segundo Advento.

O apóstolo, em todos os seus escritos, mostra o sonho de se encontrar com o Senhor. Este deve ser também o sonho de cada um de nós.

Por isso, observamos aqui, que esta palavra de Paulo aos Romanos é:

1 – UMA PALAVRA DE RECORDAÇÃO PARA OS DE CASA
“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo;” (Rm. 13.11a)

Todos nós temos a capacidade de sentir, de perceber as mudanças do tempo e das estações. Sabemos quando vai anoitecer ou amanhecer, quando o verão está dando espaço e lugar para o outono e este para o inverno e assim por diante. O Senhor Jesus em Mateus fez este alerta dizendo: 
“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.32,33).
Paulo nos diz que “Vai alta noite, e vem chegando o dia”. Que Dia é este?

a) Dia de Terror. Será o dia quando os ímpios terão de prestar contas a Deus.

b) Dia de Vitória. Será um dia de Bênçãos, de Graça, de Recompensas celestiais para aqueles que se humilharam arrependidos de seus pecados perante o nosso Senhor Jesus Cristo reconhecendo-O como único Salvador e Senhor de suas vidas.

2 - UMA PALAVRA DE ALERTA PARA OS DE CASA
“já é hora de despertardes do sono;” (Rm 13.11b),

É preciso que estejamos preparados. Jesus disse: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt. 24.42). Somos em Romanos 13, alertados por Paulo que deseja que estejamos preparados para aquele Dia:

a) Sobre o que Devemos Deixar. “Deixemos, pois, as obras das trevas”. O que significa isto? Paulo, conforme comenta W. W. Wiersbe está dizendo que “o cristão não tem razão de estar envolvido com os pecaminosos prazeres do mundo” que são “as orgias e bebedices, impudicícias e dissoluções, contendas e ciúmes” (13.13).

b) Sobre o Que Devemos Fazer. “revistamo-nos das armas da luz”“O cristão usa como veste, a armadura da luz, não as coisas, os feitos das trevas”. Para que isso nos aconteça é preciso então que“Andemos dignamente, como em pleno dia” (13.13). 

M. Henry nos diz que 
“Longe de estar, adormecidos, nas obras da carne, devemos andar. O Espírito não nos foi dado para estar meramente em pé, senão que para avançar (Gl 5.25) em pleno dia (v. 13) em plena luz, portanto, honestamente, com o decoro que requer o nosso caráter cristão, longe da conduta viciada dos filhos deste século, dos filhos das trevas”.
3 – UMA RECOMPENSA ABENÇOADORA PARA OS DE CASA
“porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13.11c).

Diz-nos Paulo:

a) “A nossa Salvação”. Devemos lembrar que fomos salvos do poder do pecado e estamos, diariamente, sendo salvos, da sua influência. A salvação nos foi concedida pelo nosso Amado Senhor Jesus Cristo. Fomos alcançados pela sua graça, fomos libertados pelo poder remidor do Seu precioso sangue, fomos tornados filhos e herdeiros da glória de Deus.

b) “Está mais perto”. Estar mais perto agora do que antes é o que o cristão vê no horizonte da sua fé; no resplendor da Segunda Vinda de Jesus, na beleza da Nova Jerusalém que se aproxima a cada dia que passa. Certo irmão comentando conosco dizia: “Pastor, sou crente há mais de cinquenta anos, portanto, estou mais perto hoje de estar com o Senhor do que quando cri, há cinquenta anos”. 

Uma vez que é iminente a Vinda do Senhor, o cristão a sente mais e mais perto.

Conclusão
Nós, que somos de casa, temos nos alegrado com essas bênçãos maravilhosas que nos tornaram herdeiros de todas as recompensas eternas de Deus, conscientes que dia a dia nos aproximamos do resplendor dessa gloriosa Vinda?