quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cinco razões pelas quais Jesus não é um mero profeta

Keith Thompson
Este artigo apresentará questões e argumentos aos leitores Muçulmanos que crêem que o Novo Testamento ensina que Jesus não é Deus, mas um mero profeta. O Alcorão diz que Jesus foi apenas um profeta. Por exemplo, na S. 5:75 lemos: “O Messias, filho de Maria, não é mais do que um mensageiro...”. Porém, os textos do século I que foram escritos pelas testemunhas oculares que também ouviram o que Jesus falou nos apresentam um Jesus diferente – o verdadeiro Jesus.

 Por esta razão este artigo demonstrará que o Jesus do primeiro século não é um mero profeta. Será demonstrado que embora Jesus tenha sido um profeta, ele não foi um mero profeta. Ele é Deus. É de minha esperança que este material esclareça o que o Novo Testamento ensina sobre Jesus àqueles Muçulmanos que o Pai quer conduzir a Cristo.

1) Se Jesus é apenas um profeta, então por que João 5:23 diz que, “... Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou.”. (João 5:23)? Honrar a Jesus do mesmo modo que se honra ao Pai não seria uma blasfêmia se Jesus fosse meramente um profeta? Seria aceitável para um Muçulmano honrar a Mohamed do mesmo modo e do mesmo tanto que se honra a Allá?

A principal definição para a palavra Grega para ‘como’ (kathos) é “... tal como, exatamente como, igualmente a, no mesmo grau que.” (1) Assim, não há dúvidas de que este verso ordena que os crentes honrem, reverenciem ou venerem a Jesus do mesmo modo que honramos, reverenciamos e veneramos ao Pai. Tal como o Pai deve ser honrado como Deus e como o maior que há, Jesus também. Assim, Jesus não é um mero profeta.

2) Se Jesus é um mero profeta, então por que em Apocalipse 5:8-14 se diz que no céu toda criatura, incluindo anjos e anciãos, adorarão a Jesus dizendo que Ele é digno de louvor, glória, honra e poder para todo o sempre? Se Jesus é um mero profeta e não Deus, isso não roubaria a adoração que só Deus merece? Se a adoração tem de ser dada apenas a Deus, então isso não prova que os textos do século primeiro afirmam que Jesus é mais que um mero profeta? Apocalipse 5:8-14 diz:

E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.

E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre. E os quatro animais diziam: Amém. E os vinte e quatro anciãos prostraram-se, e adoraram ao que vive para todo o sempre. (Apocalipse 5:8-14)

3) Se Jesus é um mero profeta cuja vida começou na concepção como o resto da humanidade, então por que o NT ensina que Jesus pré-existia com o Pai Glória comum a ambos? Filipenses 2:6-11 diz:

Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Filipenses 2:6-11)

Note que Jesus pré-existia em forma de Deus (glória de Deus) e se esvaziou tornando-se homem. Isso também demonstra que Jesus tem poderes divinos já que ele pessoalmente se esvaziou e se tornou homem, algo que é impossível para quem não tem as habilidades de Deus. Similarmente, em João 8:58 Jesus explica

Sua pré-existência como Deus. “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58) Observe, Jesus não apenas diz Ele já vivia antes que Abraão nascesse, mas que Ele existia como Deus antes de Abraão nascer, já que Jesus aplicou o “Eu Sou” a Si mesmo, título este que pertence a Deus.(2)

4) Se Jesus é meramente um profeta, então por que Ele diz ter o poder para ressuscitar a Si mesmo da morte, uma vez que tenha morrido? Isso é algo que algum profeta já disse ser capaz de fazer? Ser capaz de ressuscitar a si mesmo da morte não demonstra que Jesus continuava consciente e tendo o poder divino necessário para ressuscitar corporeamente? Isso não é algo que devemos esperar que apenas Deus tenha a capacidade de fazer se Ele se tornasse homem? João 2:19-22 e 10:17 dizem:

Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito. (João 2:19-22)

Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. (João 10:17)

5) Se Jesus é um mero profeta que prega, por que Suas declarações denotam-Lhe igualdade com Deus e sendo Deus? Em João 10:33 e 5:18 lemos:

Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus. (João 5:18)

Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. (João 10:33)

Claramente as pessoas dos dias de Jesus, bem como o próprio comentário do Apóstolo João reconheciam que Suas palavras eram tão explícitas em afirmar sua Divindade que todos sabiam sem dúvidas que ele afirmava ser Deus. Há algum outro caso na Bíblia ou no Alcorão onde o ensino de um profeta fez com que os ouvintes passassem a crer que ele fosse Deus?

Conclusão
A realidade é que os registros mais antigos de Jesus, oriundos do primeiro século depois de Cristo mostram que Ele não foi um mero profeta. Jesus fez e disse coisas que um mero profeta não poderia fazer ou dizer. Há coisas relatadas sobre Ele que não podem ser aplicadas a nenhum mero profeta, então, falando histórica e teologicamente, Jesus é mais que um profeta, Jesus é Deus. Se o Senhor quiser estas informações serão úteis a todos Muçulmanos sendo encaminhados a Cristo que desejam saber com verdade o que os relatos do primeiro século dizem sobre Ele.

Cristo ressuscitou, Ele é o Senhor.

Notas de Rodapé
1 – Joseph Henry Thayerm A Greek-English lexicon of the New Testament [Harper, 1887], pg. 315

2 - “Eu Sou” é um título divino que Deus deu a si mesmo no Antigo Testamento. Por exemplo, em Êxodo 3:14 Deus disse a Moisés, “Eu Sou o que Sou”. E ele disse, “Diga ao povo de Israel, o Eu Sou me enviou a vós” (Êxodo 3:14). O nome divino “Eu Sou”, quando traduzido para a versão Grega do Novo Testamento conhecida como Septuaginta ficou como “ego eimi”. É exatamente isto o que aparece na frase grega que Jesus usa em João 8:58, demonstrando que Ele é o grande “Eu Sou” - o próprio Deus.