segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CRISTO É VERDADEIRAMENTE DEUS

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Por: Helio Clemente


A natureza divina: Cristo é verdadeiramente Deus, ele não é um homem elevado à divindade, mas, pelo contrário, ele é o Verbo de Deus, a segunda pessoa da Trindade, que assumiu a natureza humana e tabernaculou na terra durante seu ministério. Ele é chamado na bíblia de Deus Forte, Senhor dos Senhores e o título mais preeminente: Pai da Eternidade, em Isaías.

Irineu - Capítulo sexto do livro III: “Aquele que, em acepção absoluta e não particularizada, na Escritura é chamado Deus, esse é verdadeiramente o Deus único, e Cristo, com efeito, é chamado Deus em acepção absoluta”.

Quanto a si mesmo ele diz aos judeus que antes que Abraão existisse, EU SOU. Este é o título do Deus YAHWEH, o que não deixa dúvida quanto à sua divindade.

Colossences 2,9: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade”.

O Cristo é o Verbo de Deus, uma das pessoas da Trindade divina: Deus, o Pai e o Verbo e o Espírito Santo. Pode-se ver a manifestação da divindade de Cristo comparativamente nos versos de Isaías, capítulo seis e a atribuição destes versos a Cristo no evangelho de João.

Isaías 6,1-5: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. As bases do limiar se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça. Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!”.


João 12,37-41: “E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados. Isto disse Isaías porque viu a glória dele e falou a seu respeito”.


Novamente em Isaías ele se refere a YAHWEH, o SENHOR dos Exércitos, como a pedra de tropeço dos judeus, no capítulo nove do livro de Romanos o apóstolo Paulo identifica esta pedra de tropeço com Cristo.

Isaías 8,13-14: “Ao SENHOR dos Exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso temor, seja ele o vosso espanto. Ele vos será santuário; mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel, laço e armadilha aos moradores de Jerusalém”.


Romanos 9,32-33: “Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido”.


Podemos ver este mesmo paralelo nos salmos e na primeira carta de Pedro.

Salmos 118,22: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular”.

1 Pedro 2,6: “Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado”.


Ainda mais uma vez, em Isaías capítulo quarenta e cinco o Deus YAHWEH declara que diante dele se dobrará todo joelho e jurará toda língua, o apóstolo Paulo, no capítulo quatorze do livro de Romanos atribui a Cristo esta profecia.

Isaías 45,21-23: “Declarai e apresentai as vossas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque eu sou Deus, e não há outro. Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua”.

Romanos 14,9-11: “Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus”.

O Verbo existe com Deus e como Deus na eternidade, mas ele é conhecido na bíblia como o Filho Unigênito de Deus, esse é um título referente a uma posição assumida eternamente entre os membros da Trindade no plano de salvação do homem, por isto se diz que ele é eternamente gerado, isso quer dizer que ele não passou a ser o Filho de Deus na encarnação, ele é o eterno e não criado Filho de Deus: O Cristo.

João 1,1-3: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez”.


Já vimos que, da mesma forma que a Escritura apresenta Cristo como homem, o apresenta como Deus, o mesmo profeta Isaías que o chama de um menino que nasceu, de homem de dores, também o chama de Deus Forte e Pai da Eternidade, títulos estes que não deixam margem a dúvidas quanto à divindade de Cristo.

Isaías 9,6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Estes são títulos atribuídos ao menino Jesus, há de se convir que é demais para uma criança comum, somente Deus tem direito a estes títulos, pois a eternidade é uma qualidade privativa de Deus, nada mais é eterno no universo ou fora dele.

Na carta aos Hebreus ordena-se que todos os anjos o adorem, Jesus é apresentado como o resplendor da glória de Deus, da mesma essência de seu Ser. Declara-se ainda que o universo foi feito por ele, o qual sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder.

Hebreus 1,3: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”.


Ainda na carta aos Hebreus, ao introduzir o Filho no mundo, não é deixada nenhuma dúvida quanto à sua divindade:


Hebreus 1,6-8: “E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino”.